POLÍTICA
Câmara do Rio aprova Guarda Municipal armada
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10 meses atrásem
Valentina Rocha
A Câmara dos Vereadores do Rio aprovou, nesta terça-feira, 15, por 43 votos a 7, em segunda discussão, a proposta de mudança na Lei Orgânica do município que autoriza o uso de armas pela Guarda Municipal. O projeto agora segue para promulgação pelo presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD). Todos os votos contrários foram de vereadores do PT e PSOL.
A sessão foi tumultuada, com as galerias divididas entre os movimentos de camelôs e e de guardas municipais. Ambulantes e vereadores do campo da direita trocaram insultos. A proposta prevê que a Guarda Municipal armada atue no combate a pequenos delitos e também em eventos e áreas turísticas da cidade, sem conflito de atribuições com as polícias Militar e Civil. A iniciativa também será integrada ao projeto Civitas, de videomonitoramento urbano, que dará suporte às ações da GM.
O presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), diz que os vereadores já preparam emendas ao Projeto de Lei Complementar (PLC) do prefeito Eduardo Paes (PSD). O chefe do Executivo defende a criação de uma divisão de elite dentro da Guarda Municipal com agentes da instituição e também temporários. Ele chegou a mandar dois projetos de mudança da lei orgânica que, no entanto, acabaram sendo substituídos por um texto dos próprios vereadores.
“Busquei um concesso da Casa. Não houve recuo do prefeito, mas um entendimento com os vereadores”, diz Carlo Caiado sobre a aprovação desta terça-feira.
Para a vereadora Maíra do MST, do PT, contrária à medida, o debate sobre a segurança pública não pode ficar limitado a armamento. A petista disse que temas como plano de cargos e salários da Guarda Municipal e uso de inteligência pelos agentes deveriam ter prioridade.
Vereadores do PL, que fazem oposição a Eduardo Paes, votaram a favor, mas tentaram dissociar a aprovação à ação do prefeito. “Isso aqui não é mérito da prefeitura. Esse Pelom é de anos atrás”, disse o vereador Rafael Satiê, do PL.
Guardas presentes aplaudiam quando vereadores defendiam a integração dos próprios agentes à proposta de armar uma força municipal.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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