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Canadá planeja reduzir “consideravelmente” suas cotas de imigração
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Tradicionalmente visto como uma terra acolhedora, o Canadá anunciou, quinta-feira, 24 de outubro, uma redução “considerável” de 21% da quota de residentes permanentes que acolherá a partir do próximo ano.
“A imigração é essencial para o futuro do Canadá, mas deve ser controlada e sustentável”declarou o primeiro-ministro Justin Trudeau, enfatizando que esta redução “resultará numa pausa no crescimento populacional nos próximos dois anos”.
Esta medida surge na sequência de várias rondas de restrições destinadas a conter níveis recorde de imigração (crescimento de 98% em 2023). O Departamento de Imigração já havia anunciado que planejava deixar 500 mil novos residentes permanentes se estabelecerem no país em 2025 e 2026. Os números anunciados na quinta-feira foram revistos em baixa para 395 mil no próximo ano e 380 mil para 2026. O de 2027 está fixado em 365 mil.
O objetivo é “estabilizar o nosso crescimento populacional, para dar a todos os níveis de governo tempo para recuperar o atraso e fazer os investimentos necessários nos cuidados de saúde, habitação e serviços sociais”especificou o primeiro-ministro.
“Este plano é provavelmente o primeiro deste tipo até agora”acrescentou o ministro da Imigração, Marc Miller, sublinhando que responde “a muitas críticas” recebido no passado. De acordo com uma pesquisa da Abacus Data realizada no início de outubro, um em cada dois canadenses acredita que a imigração prejudica a nação.
Pela primeira vez num quarto de século, 58% dos canadianos acreditam que há demasiada imigração, opinião que se fortalece consideravelmente pelo segundo ano consecutivo, observou outra sondagem, doInstituto Ambiental.
O anúncio marca uma mudança radical para o Canadá, um país há muito conhecido como destino de imigrantes, incluindo migrantes económicos de países em desenvolvimento que procuram melhores condições de vida. De acordo com o último censo (em 2021), 23% da população nasceu no estrangeiro, principalmente na Ásia, no Médio Oriente e cada vez mais em África.
Há apenas dois anos, Ottawa anunciou metas recorde para os próximos anos: 1,5 milhões de novas chegadas até 2025.
Aliviar a crise imobiliária
“No tumultuado período pós-pandemia, não conseguimos encontrar o equilíbrio certo entre as necessidades da força de trabalho e a manutenção do crescimento populacional”admitiu o primeiro-ministro canadense na quinta-feira.
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O ministro da Imigração insistiu que o plano ajudaria a aliviar a actual crise imobiliária do país, reduzindo o número de novas unidades a serem construídas. Os canadenses costumam colocar o custo do aluguel ou da propriedade de uma casa no topo de suas preocupações.
Para a Câmara de Comércio Canadense, esta redução é “decepcionante para empresas em todo o país” que considera a imigração como um “motor fundamental do crescimento económico e a nossa única fonte de crescimento da força de trabalho no curto prazo”.
O líder da oposição conservadora, Pierre Poilievre, afirma que o Sr. Trudeau “destrói o sistema de imigração” e que o “A reviravolta de hoje é uma admissão de fracasso”.
Com este anúncio, Trudeau, cuja liderança é questionada por vários membros do seu grupo parlamentar, procura responder melhor às exigências dos canadianos e demonstrou uma mudança na sua política para melhorar a sua imagem.
De acordo com as últimas pesquisas, ele está quase vinte pontos atrás de seu adversário político e apenas um em cada cinco canadenses quer que ele concorra novamente nas próximas eleições. Quase metade quer que ele renuncie imediatamente, de acordo com uma pesquisa da Abacus Data.
O mundo com AFP
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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