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‘Celebrados novamente’: Retrato dos pioneiros alemães da era do jazz perdidos após a tomada do poder nazista retornar a Berlim | Pintura

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Philip Oltermann European culture editor

TEi, eles podiam tocar sete instrumentos cada, os críticos os aclamaram como o melhor combo de jazz da Berlim dos anos 1920, e nomes como Marlene Dietrich e Josephine Baker lutaram para garanti-los como banda de apoio. Mas depois da tomada do poder pelos nazis e dos frustrantes anos de exílio e internamento na Austrália, o legado dos Síncopadores de Weintraub perdeu-se nas brumas do tempo.

Agora, 100 anos após a sua formação, a banda de jazz mais unida da República de Weimar regressa à cidade que outrora os adorou. Não em carne e osso, mas em tela: no dia 21 de outubro, uma pintura do grupo estará em exposição permanente no Museu Judaico de Berlim, depois de a instituição a ter adquirido aos seus anteriores proprietários no Canadá.

Pintada em 1927 pelo artista austríaco Max Oppenheimer, a obra intitulada Banda de jazz captura a energia irregular de uma música que estava dominando a vida noturna da capital alemã nos anos entre a primeira e a segunda guerra mundial.

Usado para ilustrar folhetos anunciando os shows do Weintraubs Syncopators no final da década de 1920, mostra o grupo como um quarteto, embora frequentemente se apresentassem com cinco músicos ou mais. A dupla fundadora Stefan Weintraub e Horst Graff ocupam o centro do palco, aqui na bateria e no saxofone, respectivamente, embora tivessem sido igualmente hábeis no piano ou no clarinete.

“O que fez a banda de Weintraub se destacar foi sua versatilidade, tanto em termos dos instrumentos que tocavam quanto dos gêneros musicais que tocavam”, disse Albrecht Dümling, um historiador radicado em Berlim cujo livro sobre a história esquecida dos Syncopators foi publicado em 2022.

Eles tocavam não apenas jazz sinfônico, swing e valsa, mas também bater – canções pop cativantes em língua alemã, naquela época consideradas mais espirituosas e sofisticadas do que seus equivalentes contemporâneos grosseiros. Os títulos de seus maiores sucessos incluem “Minha namorada quer me levar para velejar no domingo” e “Meu gorila tem uma villa no zoológico”. Friedrich Hollaender, o compositor de cabaré mais prolífico de Berlim, juntou-se à banda por um período na década de 1920 e substituiu Weintraub no piano.

Eles também se apresentaram com Josephine Baker e as Tiller Girls, e não é nenhuma surpresa que os Syncopators forneceram os acordes musicais para a canção que define o florescimento cultural da República de Weimar, a canção de Marlene Dietrich. “Apaixonar-se novamente” – bem como as outras canções de cabaré do filme de Josef von Sternberg de 1930 O anjo azul.

A ascensão do Nacional-Socialismo interrompeu a carreira dos Síncopadores. Embora rejeitassem o jazz como “música negra” degenerada, os nazistas nunca buscaram uma proibição nacional dessa música por lei, e por alguns anos a banda continuou a tocar em locais de Berlim sob o nome germanizado “Die Weintraubs”.

Sincopadores de Weintraubs em ensaio em 1931. Fotógrafo: Ullstein Bild/Getty Images

Mas um dia depois de assistir o incêndio do Reichstag em 27 de fevereiro de 1933, a banda decidiu embarcar em uma turnê internacional da qual nunca mais retornaria. “Os Síncopadores Weintraubs nunca foram oficialmente banidos ou expatriados, mas como o homem cujo nome eles levavam e a maioria de seus membros eram judeus, seu destino estava claro”, disse Dümling.

Após shows de sucesso na União Soviética e no Japão, a banda mudou-se para a Austrália, mas lutou para se firmar na cena local devido à oposição do sindicato dos músicos. Em 1941, não apenas os seus membros alemães, mas também os cidadãos polacos e chilenos da sua formação foram internados como estrangeiros inimigos. Como Dümling descobriu nos Arquivos Nacionais da Austrália, um oficial britânico os denunciou como espiões soviéticos e, por falta de provas ou contraprovas para as alegações, os Síncopadores permaneceram atrás de uma cerca de arame farpado.

Após o fim da guerra, a maioria dos membros da banda permaneceu em Sydney, mas se separaram, alguns trabalhando como mecânicos, outros como vendedores de geladeiras.

Por trás do retrato que Oppenheimer faz da banda, no entanto, também estão as histórias de vários outros exilados provocados pela ascensão do fascismo. O próprio artista deixou Berlim em 1931, emigrando posteriormente para a Suíça e os EUA.

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O proprietário da pintura, um proeminente advogado e psicanalista amador chamado Hugo Staub, também deixou a cidade às pressas em meados de março de 1933, e a obra de arte ficou em seu apartamento perto da Kurfürstendamm. De acordo com uma declaração assinada pelo filho de Staub na década de 1960, ninguém menos que o confidente de Hitler, Ernst “Putzi” Hanfstaengl, informou a Staub que ele seria preso em breve como membro proeminente da Liga dos Direitos Humanos.

O que aconteceu com a pintura durante a guerra e nos primeiros anos do pós-guerra não está claro, mas em 1962 a obra de arte foi leiloada a um ex-promotor imobiliário de Berlim que vivia exilado no Canadá. Durante meio século, adornou salas de estar familiares em Montreal e Ottawa, antes de ser emprestada à Galeria Nacional do Canadá e finalmente vendida ao Museu Judaico de Berlim.

“Chegou um ponto em que pensei que seria bom que esses músicos fossem celebrados novamente no lugar de onde vieram”, disse Ruth Freiman, cujo tio comprou a pintura em 1962.

A troca ocorreu com a autorização dos descendentes do primeiro proprietário da pintura, Hugo Staub, que recebeu um pagamento ex gratia pela venda. As várias famílias e indivíduos unidos pela pintura de Oppenheimer deverão assistir à sua inauguração em Berlim, no dia 21 de Outubro.

“Há uma enorme sensação de conclusão”, disse Michael Fisher, um australiano radicado em Zurique, cujo pai Emanuel e tio Addy faziam parte da formação final dos Syncopators antes da sua dissolução. “Ver a banda retornar à cidade que deixaram para trás no dia seguinte ao incêndio do Reichstag significa muito para mim.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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