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Centro-direita em 2026 passa por Bolsonaro, diz Rodrigo – 29/10/2024 – Poder

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Carolina Linhares

Para o ex-governador de São Paulo Rodrigo Garcia, 50, as eleições municipais de 2024 representaram uma grande derrota para a esquerda, que “tem que ir para o divã”, e deixam um “caminho aberto para a centro-direita ganhar o poder em 2026”.

O que é preciso, segundo ele, é que haja consenso sobre um candidato a presidente e que essa construção passe por Jair Bolsonaro (PL). “A inelegibilidade não tira ele desse jogo”, diz em entrevista à Folha.

Depois de perder o Palácio dos Bandeirantes para Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022, Rodrigo se uniu ao atual governador no palanque do prefeito reeleito Ricardo Nunes (MDB) neste ano e agora defende o nome do ex-adversário como o mais forte na centro-direita. “São Paulo teve sorte de ter um governador como Tarcísio”, diz.

Rodrigo afirma acreditar que um apoio do MDB ao presidente Lula (PT) na eleição de 2026 seja menos provável após o embate entre o governo federal e Nunes na eleição paulistana.

Coordenador do plano de governo de Nunes, Rodrigo descarta um papel na prefeitura, mas deixa em aberto a possibilidade de concorrer em 2026.

Saldo da eleição de 2024

O resultado das urnas foi muito eloquente, uma derrota para a esquerda. Ela deixou de falar com a periferia. A esquerda brasileira está numa agenda clássica e velha, de patrão e empregado. Deixou de gerar esperança, de gerar sonho. A esquerda brasileira tem que ir para o divã. Ou ela se atualiza e conversa novamente com a sociedade ou está fadada a perder o governo em 2026.

A centro-direita é a grande vencedora, o que vai se refletir nas bancadas no Congresso em 2026. E, se existir uma organização da centro-direita no Brasil, uma escolha de um candidato [a presidente], ele terá uma chance grande de ser vitorioso.

Papel de Lula

A esquerda que se ancorou durante muitos anos na popularidade do Lula viu que isso não é mais suficiente. As pessoas separam o Lula da esquerda. Ele tem um governo mediano, sem um projeto para o Brasil, e por isso não cumpriu papel relevante na eleição municipal. Até a disposição dele nas eleições se mostrou menor do que se imaginava. Isso é um prenúncio para 2026.

Presidenciáveis para 2026 e papel de Bolsonaro

Quem continua sendo o grande representante da direita é Bolsonaro. Ele terá papel importante na eleição de 2026 sendo candidato, se conseguir vencer a inelegibilidade, ou não sendo. A partir dessa constatação, o grande vitorioso e o nome mais forte pelo colégio eleitoral da direita é o Tarcísio, por ser governador de São Paulo. Os governadores ganharam nessa eleição. [Ronaldo] Caiado [União Brasil-GO] é um grande nome também expoente, o Ratinho [Jr., do PSD-PR] etc.

Passa pelo Bolsonaro uma organização mínima, se conseguir buscar um consenso de candidato, seja quem for, as chances reais de vitória são muito grandes. Tem um caminho aberto para a centro-direita ganhar o poder em 2026. A inelegibilidade não tira ele desse jogo.

[Apesar das derrotas que Bolsonaro sofreu na eleição de 2024], ele continua sendo um grande expoente. O que está claro é que a direita não ganha eleição sozinha, ela precisa do centro. O melhor nome é aquele que une o centro e a direita. Quem continua sendo o maior líder da oposição é Bolsonaro. Agora, ele precisa trazer apoio do centro. O próprio Tarcísio representa isso, Caiado representa um pouco isso.

Coligação de Nunes como ponto de partida para 2026

O desenho da Prefeitura de São Paulo pode ser o desenho de uma candidatura presidencial vitoriosa. A curiosidade é que grande parte desses partidos também está no governo federal, mas por uma aliança de governabilidade [não de proximidade ideológica]. Existindo um consenso mínimo de um bom nome na centro-direita, não tenho dúvida de que esses partidos tendem a estar juntos.

A eleição do Nunes faz com que o MDB tenha a maior prefeitura do Brasil pela primeira vez. Nunes é um novo ator da política nacional e a grande liderança nova que o MDB tem. Isso vai gerar reflexos internamente no MDB. O governo federal se envolveu além do que devia [na eleição de São Paulo] e foi muito crítico à administração do Nunes sem precisar ter sido. Toda essa nova configuração do MDB vai gerar efeitos para 2026. Agora, o que será é o presidente Baleia [Rossi] que sabe.

Tarcísio é do meu campo ideológico, está fazendo uma boa gestão e tem meu total apoio. A eleição ficou em 2022. São Paulo teve sorte de ter um governador como Tarcísio.

[Sobre o governador ter escolhido, em 2024, a centro-direita e não uma candidatura bolsonarista]. Não [teve quebra de expectativa do eleitor dele], até porque ele tem uma boa aprovação. Tarcísio soube fazer a leitura do eleitorado de São Paulo. É um estado moderado, mais centro-direita do que esquerda. Tarcísio representa a direita e o centro em São Paulo.

Não [vejo na gestão de Tarcísio algo que seja bolsonarista]. Tarcísio tem uma agenda que não é do governador, é da sociedade de São Paulo. Essa coisa do estado competitivo, inovador. Tarcísio fez a privatização da maior estatal do Brasil, depois da Petrobras, que foi a Sabesp. A agenda do cargo de governador fala mais alto do que qualquer agenda ideológica.

Não [tem cálculo eleitoral em se deslocar para o centro], é o que ele é. Ele já mesmo se classificou não sendo um bolsonarista raiz.

Fala do Tarcísio sobre o PCC ter orientado voto em Boulos

Tarcísio é um homem sincero, como todo homem de bem. Ele respondeu, sinceramente, à pergunta de um jornalista. Isso não interferiu no resultado da eleição. Na minha opinião, ficou no passado.

Nunes é um conservador, mas é um homem de equilíbrio, não é um radical. É uma posição ideológica que ele assumiu de início. Ele ganhou a eleição por conta da discussão da cidade, mas se identificando com o eleitor na largada da eleição. Nunes é um novo ator da política brasileira. O prefeito de São Paulo, seja ele quem for, tem um peso importante na política nacional. Um bom governo precisa ter contrato, Orçamento e projeto, Nunes tem os três e vai fazer uma grande gestão. Ele tem ainda muito futuro porque é novo. O prefeito de São Paulo pode pensar em ser candidato a qualquer coisa.

Como conciliar centro-direita e o negacionismo e golpismo de Bolsonaro

A agenda [golpista e negacionista] é mais retórica do que real. O que Tarcísio escolheu, e o centro e a direita moderada escolheram, é uma agenda mais real, de discussão da cidade, como vai ser [em 2026] a discussão de problemas reais do Brasil. A eleição junta pessoas diferentes quando o opositor é quem eu não quero. Em 2026, isso pode acontecer. Na democracia, você tem que conviver com as diferenças. Ninguém pode transgredir a lei, mas não precisa concordar 100% para estar alinhado contra algo que é pior para o país.

Futuro na política

É a primeira eleição que não tenho partido ou cargo público. Continuo ajudando Tarcísio e Nunes no que eles precisarem, sem nenhuma expectativa de cargo. Não [pretendo ocupar cargo na prefeitura], vou colaborar do lado de cá, na iniciativa privada. [Sobre a eleição ao Governo de São Paulo] está cedo, acho que a prioridade do Tarcísio é a reeleição. Se as circunstâncias levarem ele a outro projeto, tem que se discutir nesse campo da centro-direita a sucessão dele. Sobre 2026 eu respondo em 2026.

Promessas de Nunes e enterrar fios

Agora a prefeitura vai organizar o plano de metas. É óbvio que a campanha trouxe um ponto novo, que é a questão da Enel, de enterrar os fios. É uma agenda que não estava quando foi feito o programa de governo, e Nunes já está atento a ela. Isso não é responsabilidade da prefeitura, mas ele vai ser um articulador disso. Se tiver uma nova Enel, qual o primeiro item desse contrato? Enterrar os fios.


RAIO-X | Rodrigo Garcia, 50

Foi governador de São Paulo em 2022, no período em que João Doria, de quem era vice, se afastou para tentar concorrer à Presidência. Perdeu a reeleição naquele ano, ficando de fora do segundo turno. Foi filiado ao União Brasil (antigo DEM) e ao PSDB. Subsecretário de Agricultura aos 21 anos, na gestão de Mário Covas (PSDB), já assumiu as secretarias estaduais de Habitação, de Desenvolvimento Econômico e de Desenvolvimento Social. Foi deputado estadual, presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) e deputado federal. Atualmente é dono de um escritório de advocacia e atua em processos tributários.



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre

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2026.09.25 Visita da Academia Acreana de Letras (2).JPG

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.

As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.

“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”

O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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