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Cercada por riscos geopolíticos, a Armênia constrói um cenário animado de startups de tecnologia | Tecnologia

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Yerevan, Armênia – As montanhas escarpadas do sul do Cáucaso não são um local óbvio para um cenário próspero de startups de tecnologia.

Situada a 11.000 quilómetros de Silicon Valley, a Arménia, sem litoral, é fustigada por ventos contrários geopolíticos vindos de todos os lados.

Ao norte e ao sul, respectivamente, ficam a Rússia e o Irão, dois dos países mais fortemente sancionados do planeta.

A leste e a oeste, enfrenta a Turquia e o Azerbaijão, adversários cujas relações com Yerevan, respetivamente, são marcadas por tensões relacionadas com o genocídio arménio de 1915-1916 e pelo conflito armado sobre a disputada região de Nagorno-Karabakh.

Lar de menos de 3 milhões de pessoas, o ex-estado soviético tem uma economia que é pouco maior que a do Haiti, assolado pela pobreza.

Nada disto diminuiu as grandes ambições da Arménia para o seu cenário de start-ups tecnológicas, que está a agitar-se a um nível que desmente o tamanho diminuto e as circunstâncias difíceis do país.

O número de empresas focadas em TI na Arménia mais do que duplicou no ano passado, enquanto o número de empregados no sector aumentou 30 por cento, segundo o governo arménio.

Enquanto isso, startups fundadas na Armênia, como a Piscart, criadora de um popular aplicativo de edição de fotos e vídeos, obtiveram sucesso no Vale do Silício, que os fundadores, por sua vez, usaram para apoiar escritórios e empregos em seus países de origem.

O fluxo de investimento também seguiu na direção oposta, com grandes nomes como Nvidia e Adobe anunciando nos últimos anos planos para estabelecer operações no país.

O governo da Arménia tem estado ansioso por alavancar as ligações da cena local no exterior para aumentar o seu perfil no cenário internacional.

‘Investir na Armênia’

No mês passado, Yerevan acolheu o Congresso Mundial Anual de Inovação e Tecnologia (WCIT), um fórum internacional para discutir tecnologias emergentes, pela segunda vez nos últimos cinco anos.

Os palestrantes convidados do evento incluíram o cofundador da Moderna, Noubar Afeyan, e o executivo da Nvidia, Rev Lebaredian.

Rev Lebaredian da Nvidia fala no WCIT 2024 em Yerevan, Armênia (Cortesia da Aliança Mundial de Inovação, Tecnologia e Serviços)

A ideia de uma empresa de tecnologia armênia trazer um produto ao mercado já foi vista como “super única”, disse Mikayel Vardanyan, diretor de produtos da Picsart, à Al Jazeera à margem do WCIT 2024.

Mas hoje em dia, há “muitas, muitas empresas a fazê-lo e todos os anos este número está a crescer porque estão a olhar umas para as outras”, disse Vardanyan, cuja startup em 2021 se tornou o primeiro unicórnio da Arménia com uma avaliação superior a mil milhões de dólares.

“Eles estão olhando para alguns casos de sucesso, incluindo o nosso, e estão pensando: ‘OK, é possível fazer isso, é possível fazer isso na Armênia, e vamos investir na Armênia.’”

Os fundadores da tecnologia na Arménia reconhecem prontamente que Silicon Valley continua a ser o local ideal para a angariação de fundos e oportunidades de networking.

Mas dizem que, cada vez mais, as oportunidades também acenam em casa.

Davit Baghdasaryan, CEO e cofundador da startup de software de cancelamento de ruído Krisp, disse que muitos empresários armênios têm uma configuração que divide as operações entre seu país de origem e o Vale do Silício.

“A Arménia tem vindo a crescer e as pessoas dos EUA veem que existem empreendedores e fundadores realmente interessantes vindos da Arménia. Eles ficam muito mais motivados, não apenas para retribuir, mas também para virem”, disse Baghdasaryan, que se mudou para casa em 2017 depois de uma década nos EUA, à Al Jazeera.

Baghdasaryan disse que o número crescente de histórias de sucesso inspirou outros a apostar no país.

“Você quer fazer parte disso porque seu coração e seu cérebro ainda estão – parte dele – na Armênia”, disse ele.

“Então é muito emocionante para mim assistir. Como fiquei lá por 10 anos, voltei. Conheço muito bem os dois mundos.”

O governo da Arménia afirma estar empenhado em fazer o que estiver ao seu alcance para tornar a condução dos negócios perfeita, incluindo a simplificação do processo de registo de uma empresa ao ponto de poder agora ser concluído em apenas 15 minutos.

No mês passado, o Ministério da Indústria de Alta Tecnologia introduziu legislação, denominada Nova Lei de Apoio à Alta Tecnologia, para reduzir as taxas de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares e de imposto sobre as sociedades para start-ups tecnológicas durante os seus anos de formação.

O governo também alocou 1,940 bilhão de dram armênios (US$ 5 milhões) para financiar a construção da “Cidade da Engenharia”, um projeto público-privado que prevê incluir instalações como um acelerador de negócios de engenharia, um centro de pesquisa avançado e supercomputação e segurança cibernética. instalações.

Armênia
Ministro Armênio da Indústria de Alta Tecnologia, Mkhitar Hayrapetyan (Cortesia da Aliança Mundial de Inovação, Tecnologia e Serviços)

“A visão de longo prazo da Arménia é tornar-se um centro tecnológico global conhecido pela inovação, qualidade e excelência, onde criamos e construímos novas indústrias e setores”, disse o Ministro da Indústria de Alta Tecnologia da Arménia, Mkhitar Hayrapetyan, à Al Jazeera.

“Aspiramos construir um ecossistema tecnológico vibrante que atraia naturalmente os melhores talentos e investimento estrangeiro.”

‘Cultura de resiliência’

Pelo menos no papel, os esforços do governo parecem estar a dar frutos.

A economia da Arménia, que é aproximadamente do tamanho da do Peru numa base per capita, cresceu rapidamente desde o fim da pandemia de COVID-19.

O produto interno bruto (PIB) deverá crescer aproximadamente 6 por cento em 2024, depois de ter crescido 8,7 por cento e 12,6 por cento, respectivamente, no ano passado e em 2022.

Hayrapetyan disse que seu governo está especialmente focado no potencial da IA.

“A IA não é agora apenas uma palavra da moda, mas também um motor da transformação da administração pública e da prestação de serviços públicos de qualidade; é fundamental aumentar sua produtividade redesenhando nossas operações”, disse ele.

“De acordo com numerosos relatórios internacionais independentes, a nossa população altamente qualificada e focada na tecnologia dá à Arménia uma vantagem única para se tornar um líder global em IA e aprendizagem automática. Para aproveitar plenamente este potencial, reconhecemos que investir no capital humano é fundamental.”

Vardanyan, do Picsart, disse que alguns dos esforços do governo foram mais bem-sucedidos do que outros.

“Em alguns casos, funcionou. Em outros casos, ainda precisava avançar um pouco mais rápido para ser competitivo com outros países”, afirmou.

Mas com a probabilidade de a Arménia ter sempre dificuldades para competir com países maiores que podem oferecer incentivos mais generosos, a consistência e a visão a longo prazo serão cruciais para o sucesso do ecossistema local, disse ele.

“É por isso que é realmente importante continuar”, disse ele. “Então não é que você fez isso uma vez e depois precisa esquecer por 10 anos, não vai funcionar.”

No entanto, no que diz respeito aos argumentos de venda da Arménia, Vardanyan destacou um factor que está para além do âmbito do governo: uma “cultura de resiliência” forjada através de dificuldades, incluindo escassez de energia e bens básicos no rescaldo da dissolução da União Soviética. União.

“Não havia electricidade, não havia água, mas estávamos a descobrir o que fazer mesmo nesta situação, enquanto noutros países é considerado o fim do mundo”, disse ele.

“Mas para nós, olhando para a eletricidade, vamos descobrir. O que podemos fazer desta forma? Sem conexão com a internet? OK, vamos descobrir.

A viagem para a Armênia e a acomodação foram pagas pela União de Empresas de Tecnologia Avançada.



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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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