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Cinco membros da quadrilha ‘Bali Nine’ retornam à Austrália após 19 anos de prisão | Notícias sobre drogas
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2 anos atrásem
Os esforços diplomáticos resolveram uma saga que prejudicou as relações entre os dois países.
Cinco membros da rede de droga australiana “Bali Nine” regressaram da Indonésia depois de 19 anos de prisão, na sequência de esforços diplomáticos entre os dois países este mês para chegar a um acordo de repatriamento.
Os homens, que voltaram para casa no domingo, estavam entre as nove pessoas presas em 2005 que tentavam contrabandear mais de 8 kg de heroína para fora da ilha turística indonésia de Bali.
Dois líderes, Andrew Chan e Myuran Sukumaran, foram executados em 2015, o que levou a Austrália a chamar de volta o seu embaixador em protesto. A única mulher do grupo foi libertada da prisão em 2018, e um membro do sexo masculino morreu de câncer no mesmo ano.
“O governo australiano pode confirmar que os cidadãos australianos, Matthew Norman, Scott Rush, Martin Stephens, Si Yi Chen e Michael Czugaj regressaram à Austrália”, disse Canberra num comunicado.
“Os homens terão a oportunidade de continuar a sua reabilitação pessoal e reintegração na Austrália.”
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, disse que os homens retornaram à tarde. Agradeceu ao presidente indonésio Prabowo Subianto pela sua “compaixão”.
“A Austrália partilha a preocupação da Indonésia sobre o grave problema que as drogas ilícitas representam”, disse Albanese.
“O governo continuará a cooperar com a Indonésia para combater o tráfico de estupefacientes e o crime transnacional”, disse ele aos jornalistas.
O governo australiano não deu mais detalhes sobre o acordo com Jacarta. As negociações sobre a repatriação dos homens, uma questão que prejudicou as relações entre os dois países, teriam retomado após o presidente indonésio Prabowo Subianto encontrou-se com Albanese à margem da cimeira da APEC no Peru no mês passado.
O Ministro Sênior de Assuntos Jurídicos da Indonésia, Yusril Ihza Mahendra, encontrou-se este mês com o Ministro de Assuntos Internos australiano, Tony Burke, em Jacarta e entregou um projeto de proposta para o retorno dos cinco prisioneiros.
Os termos do projecto incluíam a proibição de os cinco regressarem à Indonésia, regulamentos sobre a base jurídica para a transferência e uma exigência de que a Austrália respeitasse a decisão do tribunal indonésio, disse Yusril.
Yusril disse na altura que a Indonésia respeitaria qualquer decisão tomada pela Austrália quando os prisioneiros regressassem a casa, incluindo se o grupo obtivesse perdão.
A emissora nacional australiana ABC disse que os homens agora estão livres e não terão que cumprir mais pena de prisão em casa.
As detenções de estrangeiros por delitos de drogas não são incomuns em Bali, um destino popular que atrai milhões de visitantes às suas praias repletas de palmeiras todos os anos.
A Indonésia, um país de maioria muçulmana, aplica algumas das as leis antidrogas mais rigorosas do mundoincluindo a pena de morte para os traficantes.
A polícia australiana foi criticada após as detenções dos Bali Nine por alertarem as autoridades indonésias sobre a rede de contrabando de drogas, apesar do risco de pena de morte.
Em Novembro, um alto ministro indonésio disse que Jacarta pretendia devolver prisioneiros da Austrália, França e Filipinas até ao final deste ano.
A França solicitou no mês passado o regresso do cidadão Serge Atlaoui, um soldador preso em 2005 numa fábrica de medicamentos nos arredores de Jacarta, segundo o ministro.
No início deste mês, a Indonésia assinou um acordo com as Filipinas para o regresso de uma mãe de dois filhos, Maria Jane Velosoque foi presa em 2010 depois que a mala que carregava continha 2,6 kg de heroína.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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