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Colocando brilho: uma mansão do século 17 na Floresta de Dean | Interiores
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Hannah Newton
Queríamos dar uma boa torta para a velha”, ri o neozelandês Neil McLachlan de sua casa de seis quartos, uma construção georgiana nas margens arborizadas da Floresta de Dean.
Um atraente exterior rosa coral com colunas de entrada combinando prepara o cenário para sua casa de 1695, que ele divide com seu parceiro, Raymond Roche, e seu border terrier de resgate, Minnelli.
Neil é designer de interiores há mais de 30 anos, entrando no mundo criativo aos 18 anos, quando se mudou de Auckland para Paris para estudar em uma casa de moda de alta costura, aprimorando seu amor pela exuberância e pela cor, enquanto domina a arte da chapelaria. Seu pai, um arquiteto modernista, influenciou seu design e fidelidade arquitetônica e, apesar de passar grande parte da década de 1990 nas telas de TV como o designer preferido na versão Kiwi de Vestiárioshoje Neil trabalha com clientes em todo o mundo transformando casas e hotéis.
Durante 50 anos, o prédio foi um lar para homens com dificuldades de aprendizagem antes de Raymond e Neil o comprarem. Os quartos foram divididos em dormitórios, quartos e banheiros, a cozinha era um gigante comercial, portas corta-fogo e alarmes atravancavam a decoração de lascas de madeira e carpetes. O edifício institucionalizado teria causado noites sem dormir para o comprador médio de uma casa, mas, para Neil, foi um projeto estimulante. “Nós nos divertimos muito montando esta casa”, diz ele.
Demorou três anos para transformar o prédio, com um pintor empregado todos os dias durante 18 meses. A entrada dá lugar a um amplo corredor com piso pintado de preto e camadas de tapetes persas coloridos – um recurso usado em toda a casa – diretamente para uma glamorosa sala de jantar onde um piano de cauda o aguarda. Os dois são artistas fervorosos que regularmente organizam jantares até altas horas da madrugada. Neil, um pianista talentoso, tem um segundo piano de cauda na sala de estar do andar de cima, garantindo acesso aos marfins em todas as situações sociais. Como o único voluntário disposto e capaz num raio de quilômetros, ele também é destacado como organista da aldeia.
O cartão de visita do design de Neil pode ser um papel de parede. Quase todos os quartos apresentam um estilo diferente, incluindo Parrots of Brazil, uma estampa de selva da Mind the Gap, que floresce na sala de jantar. O ponto de partida para Neil e Raymond foi o grand tour, um rito de passagem histórico realizado por aristocratas georgianos que viajam pela Europa e além, enviando compras de arte exótica, têxteis e móveis para esbanjar suas casas, com uma inclinação particular para a chinoiserie. “Abacaxis e palmeiras eram muito populares”, explica Neil. “Eles eram considerados extremamente grandiosos, um símbolo decorativo de status, ninguém os comia.”
Esses motivos se refletem por toda a casa: um papel de parede de palmeira decora o quarto principal, enquanto abacaxis são forrados no camarim, almofadas com estampa chinoiserie decoram poltronas e um tecido Ming da Pierre Frey é usado nas persianas da cozinha.
“As referências de palmeiras e abacaxis remetem ao grand tour. O papel de parede é uma ferramenta maravilhosa como pano de fundo”, diz Neil. “Não precisa ser o centro das atenções, mas pode destacar detalhes arquitetônicos e fornecer um rigor visual que pode ser brincado.”
Este rigor visual é fundamental para a brincadeira interior de Neil, apesar da cacofonia de têxteis, papéis, móveis e arte, a casa não parece desordenada. Em vez disso, parece em camadas, como se Raymond e Neil vivessem lá há décadas. A chave para criar isso é o equilíbrio, diz Neil.
“A casa está movimentada, mas você se sente calmo ao andar por ela. Temos tantas coisas, fazer com que tudo se encaixe é uma habilidade. Você deve fazer curadoria, curadoria, curadoria”, diz ele.
Poucas mudanças estruturais foram feitas, mas a cozinha era uma sala de bagagens e eles tiveram que brigar com a autoridade de planejamento para mover uma parede. A escolha de Neil por uma tinta amarelo-sol contida articula os arcos arquitetônicos do século XIX na cozinha renovada, enquanto uma luminária para o teto foi construída com molduras de gesso tradicionais para exibir uma série de decantadores de vidro reaproveitados como pingentes sobre a ilha. Atrás, um par de cachorros gigantes recuperados convida você através da nova abertura para o conforto.
No andar de cima, a sala de estar revela papel de parede, um design de painéis falsos no teto em vez das paredes, que são pintadas em azul Dilkusha, notas de dança avermelhada nos tecidos e um lustre regente de Hollywood brilha no topo. Candeeiros antigos dourados, outrora propriedade da família real austríaca, guardam uma pintura contemporânea de Ross Lewis na lareira. “Queríamos uma paleta calma para esta sala, que parecesse suspensa nas árvores”, diz Neil. “A tinta azul compensa a paisagem e a laranja acrescenta energia e calor. Está no tapete, nas persianas e nas placas japonesas imari na parede. Mesmo para os amantes de padrões, é necessária uma pontuação cuidadosa nas áreas mais calmas e muitas vezes de transição. O papel de parede pode ser alegre e sofisticado, mas, como muitas coisas, geralmente é melhor com moderação.”
Os móveis de mogno e as sopeiras de prata da família estão em sua grande viagem, tendo sido enviados para a Nova Zelândia em 1879 pelos bisavós de Neil e quase 150 anos depois retornaram ao Reino Unido depois que Neil os despachou de volta. “É muito importante divertir-se na vida e as casas também devem divertir-se”, diz Neil. “Cada novo proprietário deve avançar e não retroceder, não queremos viver num museu. Queríamos levar a velha numa viagem diferente.”
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.
Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.
A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:
Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.
Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.
Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.
A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.
Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.
Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação
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