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Com tropas da Coreia do Norte na Rússia, sul-coreanos avaliam papel na Ucrânia | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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Seul, Coreia do Sul – Quando Yang Seung-ji soube que milhares de soldados norte-coreanos tinham sido enviados para a Rússia para possível destacamento na Ucrânia, ela começou a procurar online o abrigo de emergência mais próximo.

Yang está preocupado que as tensões entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, que foram agravadas pelo alegado envolvimento de Pyongyang na guerra na Ucrânia, possam resultar num confronto armado.

“Eu temia que o transporte público caísse e me impedisse de voltar para casa”, disse o candidato a emprego de 25 anos, que recentemente se mudou da cidade regional de Chungju para Seul, a cerca de 50 km (30 milhas) do centro da cidade. -Fronteira coreana, disse à Al Jazeera.

“Pensamos em arrumar nossas coisas e empilhar um pouco de comida em nosso apartamento.”

“Desde que ouvimos falar dos balões da Coreia do Norte transportando lixo aterrissando em partes de Seul, há uma sensação de que as coisas estão a escalar”, acrescentou Yang.

Yang Seung-ji (à esquerda) e sua irmã em Seul (David D. Lee/Al Jazeera)

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos disse na semana passada que até 10.000 soldados norte-coreanos estão em treinamento na Rússia, enquanto Moscou procura reforçar o seu efetivo militar na guerra de quase três anos, corroborando declarações anteriores da inteligência ucraniana e sul-coreana.

Para a Coreia do Sul, a cooperação suscitou receios de que a Coreia do Norte pudesse receber tecnologia nuclear da Rússia como compensação.

Na quinta-feira, a Coreia do Norte lançou um teste de um novo míssil balístico intercontinental de combustível sólido denominado Hwasong-19, que registou um tempo de voo recorde de 86 minutos.

O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, prometeu responder ao envolvimento da Coreia do Norte na Ucrânia, inclusive fornecendo potencialmente armas a Kiev.

“Se a Coreia do Norte enviar forças especiais para a guerra na Ucrânia como parte da cooperação Rússia-Coreia do Norte, apoiaremos a Ucrânia em etapas e também revisaremos e implementaremos medidas necessárias para a segurança na Península Coreana”, disse Yoon na semana passada durante uma entrevista coletiva conjunta. com o presidente polonês Andrzej Duda.

O fornecimento directo de armas à Ucrânia marcaria uma mudança significativa no envolvimento da Coreia do Sul na guerra, que até agora se limitou à ajuda humanitária e à ajuda ao abastecimento de armas através do fornecimento de armas aos membros da NATO.

Tal medida também exigiria revisões da Lei de Comércio Externo da Coreia do Sul, que proíbe o país de enviar armas letais para zonas de conflito activas, excepto para utilizações pacíficas.

Desde a divisão da Península Coreana após o fim da Guerra da Coreia de 1950-53, a Coreia do Sul tem-se concentrado fortemente na diplomacia para forjar as relações comerciais que impulsionam a sua economia orientada para a exportação.

Durante a sua rápida transformação numa das economias mais desenvolvidas do mundo durante as décadas de 1960 e 1970, o país aperfeiçoou o seu poder brando, incluindo exportações culturais como o K-pop e o cinema coreano, para exercer influência.

O seu envolvimento militar no estrangeiro, como nas guerras lideradas pelos EUA no Iraque e no Afeganistão, tem-se limitado principalmente a pequenos destacamentos de tropas em funções não-combatentes.

“Como um país que tem sido capaz de gerir décadas de relativa estabilidade sem envolvimento em qualquer guerra direta, vai contra as tendências da nossa sociedade e das políticas do governo saltar para uma guerra”, disse Son Key-young, professor de relações internacionais. na Universidade da Coreia, disse à Al Jazeera.

“Mesmo olhando para o caso atípico, que foi a Guerra do Vietname, a Coreia do Sul enviou uma quantidade significativa de tropas apenas porque não queríamos que as forças dos EUA na Coreia do Sul abandonassem as suas bases.”

Entre 1964 e 1973, a Coreia do Sul enviou cerca de 320.000 soldados para o Vietname para lutar ao lado do exército dos EUA em troca da ajuda dos EUA para reanimar a economia então em dificuldades.

“Ouvindo os meus alunos, é bastante óbvio como os jovens são contra o envolvimento na Guerra Rússia-Ucrânia. E o estado lento da economia provavelmente fará com que outros cidadãos sul-coreanos também desaprovem a ideia”, disse Son.

“O papel da Coreia do Sul neste conflito parece ser muito limitado, mas o Presidente Yoon parece estar à procura de uma forma de se envolver, uma vez que a sua administração tem demonstrado ser activa nas questões de segurança nacional.”

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O presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol participa de uma entrevista coletiva no Gabinete Presidencial em Seul em 24 de outubro de 2024 (Jeon Heon-Kyun/pool via AFP)

Han Jun-seo, um publicitário de 27 anos, disse que apoiaria o envio de armas da Coreia do Sul para a Ucrânia, mas apenas se o governo pudesse fazê-lo sem “chamar muita atenção”.

“Uma coisa que me preocupa é que as tropas norte-coreanas obterão experiência de campo real, enquanto a última vez que as nossas tropas tiveram experiência ao vivo foi no Vietname”, disse Han à Al Jazeera.

Park JR, funcionário de escritório em Seul, disse que a Coreia do Sul só deveria tomar medidas na Ucrânia em cooperação com a comunidade internacional e as Nações Unidas.

“A Rússia não continuará a ser nossa inimiga para sempre, por isso não queremos prejudicar as relações para sempre. Agir por conta própria e tomar decisões precipitadas é um caminho rápido para ser usado”, disse Park, 54, à Al Jazeera.

Park também disse não ter certeza sobre os verdadeiros motivos da Coreia do Norte.

“Não sei se a Coreia do Norte está a fazer isto como uma forma de agressão ao nosso país ou se quer apenas fortalecer a sua aliança com a Rússia. De qualquer forma, ambos os cenários não parecem bons para nós”, disse ele.

Para alguns sul-coreanos mais velhos, que cresceram numa época em que os confrontos militares entre as Coreias eram uma ocorrência mais regular, é crucial não mostrar fraqueza ao Norte.

“Não creio que seja certo que a Coreia do Sul esteja excessivamente consciente sobre a Coreia do Norte quando tomamos estas decisões”, disse à Al Jazeera Kim Shin-gyu, um zelador de um complexo de apartamentos de 65 anos.

“Se a situação assim o exigir, devemos ser capazes de tomar as nossas próprias decisões com confiança.”

Fazendo uma pausa em um jogo de janggi, um jogo de tabuleiro às vezes comparado ao xadrez, no Tapgol Park, em Seul, Oh RM disse que a Coreia do Sul deveria aprender a combater fogo com fogo.

“Se o nosso país também tivesse armas nucleares, o Norte não seria capaz de nos colocar medo o tempo todo”, disse Oh, 68 anos, à Al Jazeera.

“Se primeiro nos tornarmos capazes de defender o nosso país de ameaças externas, porque não enviar armas ou fornecer algumas tropas de reforço?”



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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