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Como a Califórnia tem se ‘protegido contra Trump’ contra represálias federais | Califórnia
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Andrew Gumbel in Los Angeles
A Califórnia orgulhava-se da sua resistência Donald Trump durante o seu primeiro mandato como presidente e dificilmente terá que lutar para assumir o mesmo papel uma segunda vez.
Na verdade, como bastião da força do Partido Democrata num país que se move acentuadamente para a direita, há muito que se prepara para este momento.
“A Califórnia continuará na vanguarda do progresso, o fulcro da democracia, a campeã da inovação e a protetora dos nossos direitos e liberdades”, prometeu Adam Schiff, o recém-eleito senador do estado e alvo frequente da ira de Trump, aos seus apoiantes. na noite das eleições.
Mesmo com Trump fora do poder desde 2021, a Califórnia tem criado barreiras de proteção para proteger os direitos dos seus residentes sob um governo federal adversário. O estado consagrou o direito ao aborto em sua constituição, aprovou uma iniciativa eleitoral defendendo explicitamente o direito dos casais do mesmo sexo de se casarem e pressionando por leis mais duras sobre armas que ainda aderem à interpretação estrita do direito de portar armas do Supremo Tribunal.
Chegou mesmo a considerar a possibilidade de estabelecer financiamento estatal para satisfazer as custo dos incêndios florestaisterremotos e outros desastres naturais, caso a administração Trump decida reter fundos de emergência de estados que considera politicamente hostis, como fez algumas vezes durante o seu mandato de 2017-21.
“Temos preparado o lugar para Trump”, disse Elizabeth Ashford, consultora política que trabalhou para governadores de ambos os lados do corredor e foi chefe de gabinete de Kamala Harris quando ela era procuradora-geral da Califórnia. “O trabalho… tem sido implementar medidas que possam resistir às mudanças em Washington e no Supremo Tribunal. Esses projetos já acontecem há anos.”
Questionada sobre o quão preparada ela achava que a Califórnia estava para a nova administração, Ashford disse: “Em uma escala de um a 100, estamos começando em cerca de 90”.
A Califórnia é o estado mais populoso dos EUA e a sua economia mais poderosa, o que a torna um contrapeso incomum ao poder do governo federal. Tem, por exemplo, negociado diretamente com fabricantes de automóveis sobre os padrões de emissão de gases de escape, contornando assim o desejo declarado dos aliados de Trump de acabar com uma regra há muito estabelecida que permite ao Estado definir os seus próprios padrões.
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Quando não puder contornar o governo federal, poderá tentar contestar qualquer indício de exagero do governo nos tribunais, como fez mais de 130 vezes durante a primeira administração Trump. Rob Bonta, o procurador-geral do estado, disse ao meio de comunicação político CalMatters na semana passada que sua equipe havia resumos preparados e testou argumentos sobre uma série de questões – desde limites à medicação para o aborto até leis sobre armas e defesa dos direitos civis dos jovens transexuais.
“A melhor maneira de proteger a Califórnia, os seus valores e os direitos do nosso povo, é estar preparado”, disse Bonta ao CalMatters. “Infelizmente, é uma lista longa.”
Num comunicado divulgado na quarta-feira, Bonta disse que a Califórnia “continuará a avançar impulsionada pelos nossos valores e pela busca contínua do progresso”. Ele acrescentou: “Usarei toda a força da lei e toda a autoridade do meu escritório para garantir isso”.
É improvável que demore muito para que a Califórnia e a nova administração se confrontem. Gavin Newsomgovernador da Califórnia, tem um longo historial como antagonista de Trump e passou grande parte da campanha eleitoral a viajar pelo país para promover candidatos democratas – o que faz dele um provável para-raios para a ira de Trump.
Trump ligou para Newsom “um dos piores governadores do país” e o apelidou de “Nova Escória”. A rivalidade também é pessoal, já que a ex-mulher de Newsom, Kimberly Guilfoyle, está noiva de Donald Trump Jr.
Numa breve declaração na quarta-feira, Newsom disse que a Califórnia tentará trabalhar com o novo presidente. “Que não haja erros”, acrescentou, “pretendemos apoiar os estados de todo o nosso país para defender a nossa constituição e defender o Estado de direito”.
Os ex-funcionários de Trump não fizeram segredo do seu desejo de perturbar o domínio do Partido Democrata sobre a política da Califórnia e explicitaram as suas intenções em documentos como o projeto do Projeto 2025, que se tornou um pára-raios durante a campanha eleitoral. Apesar das tentativas de Trump de se distanciar dele, as autoridades da Califórnia estudaram cuidadosamente o Projecto 2025 e assumem que ele constituirá a espinha dorsal política da nova administração. Um congressista da Califórnia, Jared Huffman, descreveu-o como um “pesadelo distópico”.
Existem várias maneiras pelas quais o Estado pode tentar acabar com esse pesadelo. Durante a primeira presidência de Trump, por exemplo, as agências estatais, incluindo a patrulha rodoviária da Califórnia, recusaram-se a cooperar com a Immigration and Customs Enforcement, a agência federal encarregada de detenções agressivas de imigrantes sem documentos. A polícia nas chamadas “cidades santuário” protegia de forma semelhante as suas populações imigrantes.
Apesar de toda a preparação, porém, as autoridades estaduais temem que a nova administração Trump seja mais organizada e mais radical do que a antiga, e que tenha um mandato mais político desde uma onda de eleitores na Califórnia – muito mais do que em 2020 ou em 2016 – indicaram que simpatizam com partes da agenda de Trump.
Newsom disse na semana passada que estava particularmente preocupado com a perspectiva de ataques generalizados contra imigrantes, que poderiam ser devastadores para a economia dependente dos imigrantes da Califórnia, incluindo as vastas preocupações agrícolas baseadas em grande parte no interior do Vale Central.
Poderão existir outras partes da agenda de Trump que, se aprovadas, poderão revelar-se difíceis de reverter – uma proibição nacional do aborto aprovada pelo Congresso, por exemplo, ou uma revogação da Lei de Cuidados Acessíveis da era Obama. E isso deixou muitos grupos de defesa profundamente preocupados com as populações vulneráveis que servem.
“A nossa comunidade sente-se muito ansiosa e incerta”, disse Terra Russell-Slavin, advogada do Centro LGBT de Los Angeles, “particularmente tendo em conta o número de ataques que Trump direcionou de forma explosiva à comunidade LGBTQ e, especificamente, à comunidade trans”.
Em resposta, Russell-Slavin disse que a sua organização estava a trabalhar com os governos estaduais e locais para encontrar fontes de financiamento alternativas, caso o governo federal reduzisse os cuidados de saúde que afirmam o género, os serviços para os sem-abrigo ou os serviços para idosos. “Temos muita sorte de que nossos legisladores sejam esmagadoramente favoráveis”, disse ela. “Estamos muito confiantes de que eles lutarão por proteção para nós.”
Isso será suficiente? Por enquanto, as autoridades da Califórnia estão mostrando os dentes e prometendo lutar. Mas Newsom, por exemplo, não tem ilusões sobre quanto está em jogo. “Nenhum estado”, disse ele na semana passada, “tem mais a perder ou mais a ganhar nesta eleição”.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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