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Como Alzheimer deixou ator Gene Hackman sozinho em seus últimos dias: ‘Era como se vivesse em um filme que se repetia’
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2 anos atrásem
BBC
Christopher Michael Little / Wikipedia
Gene Hackman
O ator Gene Hackman estava sozinho em sua casa, na cidade de Santa Fé, Novo México, nos EUA, quando faleceu.
A estrela de Hollywood, com duas estatuetas do Oscar, não fez uma única ligação e não havia se alimentado.
Aos 95 anos, ele estava com a saúde debilitada e sofria de um estágio avançado da doença de Alzheimer.
Médicos especialistas acreditam que é possível que o ator nem sequer tenha percebido que sua esposa havia morrido na casa onde moravam.
Caso tenha percebido, disseram especialistas à BBC, ele provavelmente passou por diversas fases de confusão e luto, tentando acordá-la antes que a doença causasse tanta desorientação ou sobrecarga emocional que o impedisse de agir.
As autoridades no Novo México afirmam que Betsy Arakawa, de 65 anos, morreu em decorrência de um vírus raro cerca de sete dias antes de Hackman falecer, em 18 de fevereiro, por causas naturais.
O casal, juntamente com um de seus cachorros, foi encontrado sem vida em sua residência em Santa Fé, depois que uma patrulha de segurança da vizinhança realizou uma inspeção de bem-estar e avistou seus corpos no chão por uma janela.
Inicialmente, as autoridades afirmaram que a descoberta trágica era “suficientemente suspeita” para justificar a abertura de uma investigação.
Os corpos foram encontrados em estado avançado de decomposição.
Arakawa estava no banheiro, com comprimidos espalhados ao redor. Hackman foi encontrado próximo à cozinha, com uma bengala e óculos escuros no chão, próximo ao seu corpo. Um dos três cães do casal também estava morto, em uma compartimento usado para transporte.
No entanto, a investigação policial não encontrou indícios de crime.
Em vez disso, o caso lançou luz sobre a dura realidade do Alzheimer — uma doença que danifica e destrói progressivamente as células do cérebro, comprometendo a memória e outras funções mentais importantes.
“Era como se ele vivesse em um filme que se repetia”, explicou à BBC Catherine V. Piersol, terapeuta ocupacional com décadas de experiência no cuidado de pessoas com demência, ao descrever como Hackman pode ter revivido, repetidamente, a perda da esposa.
Piersol apontou que pacientes com Alzheimer avançado, como era o caso do ator, vivem no presente, mas são incapazes de lembrar momentos do passado ou planejar o futuro e agir.
“Imagino que ele deve ter tentado acordá-la, sem sucesso. Mas depois pode ter se distraído com algo em outro cômodo, com um dos cachorros ou algo assim”, descreveu.
Depois, ele se daria conta novamente de que sua esposa estava caída no chão e voltaria a “reviver” a experiência.
Embora ninguém saiba exatamente como Hackman passou seus últimos dias de vida, a natureza sombria das possibilidades foi discutida por autoridades locais e pela médica legista do Estado.
Em uma coletiva de imprensa na semana passada, a doutora Heather Jarrell, chefe da perícia médica do Novo México, informou que Arakawa morreu em decorrência da síndrome pulmonar por hantavírus (SPHV), uma doença respiratória causada pela exposição a roedores infectados.
Hackman morreu em consequência de uma doença coronariana, com o Alzheimer como fator contribuinte.
Dado o estágio avançado do Alzheimer de Hackman, é “muito possível que ele não estivesse consciente de que ela [sua esposa] havia falecido”, afirmou a doutora Jarrell.
A autópsia indica que ele não havia comido recentemente, embora não houvesse sinais de desidratação.
As autoridades não encontraram evidências de que ele tenha entrado em contato com alguém após a morte da esposa, nem puderam determinar se ele tinha condições de cuidar de si mesmo.
Já a doutora Piersol explicou que pacientes com Alzheimer em estágio avançado não conseguem perceber sinais do ambiente, como luz e escuridão, o que dificulta a decisão sobre quando devem comer, dormir ou tomar banho.
“Esses [sinais] muitas vezes simplesmente deixam de estar disponíveis para pessoas nesse estágio da demência”, comentou.
Confusão e agitação
O médico Brendan Kelley, neurologista especializado em memória e cognição do Centro Médico da Universidade do Sudoeste do Texas, explicou que Hackman também pode não ter conseguido ligar para as autoridades em busca de ajuda.
Ele disse que a doença de Alzheimer pode deixar os pacientes presos entre o desconforto emocional e a incapacidade de agir para resolvê-lo.
“Uma pessoa pode se sentir preocupada ou assustada, mas, ao mesmo tempo, não conseguir tomar as ações que você ou eu normalmente tomaríamos para aliviar essa ansiedade ou preocupação, como ligar para alguém ou sair para falar com um vizinho.”
Kelley indicou que pacientes com Alzheimer ainda experimentam emoções como tristeza e luto, e sentem necessidades físicas como fome e sede, mas têm mais dificuldade em identificar o que estão sentindo.
O especialista concluiu que pular refeições também pode aumentar os níveis de confusão e agitação.
A morte do casal e os detalhes alarmantes de Hackman vivendo na casa por uma semana após o falecimento da esposa impactaram a comunidade de Santa Fé, onde os dois moraram por mais de 20 anos.
“É absolutamente devastador”, disse Jeffery Gómez, morador antigo da cidade, que lembra de ver Hackman circulando pela região em diferentes veículos, sempre com um sorriso no rosto.
Sua companheira, Linda, contou que os detalhes foram um gatilho emocional, explicando que cuidou da mãe idosa que também tinha demência. “Mesmo com ajuda, é um fardo”, disse.
“Sabemos que Gene e a esposa eram pessoas muito reservadas, e ela provavelmente estava protegendo ele do público”, acrescentou. “Mas pensar que ela estava fazendo isso sozinha? É demais para carregar sozinha.”
Jeffery Gómez disse que tem dificuldade para entender como ninguém apareceu para ver como o casal estava durante tanto tempo.
“Parte meu coração saber que ele ficou sozinho por tanto tempo.”
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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre
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14 de setembro de 2026O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.
O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”
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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá
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14 horas atrásem
14 de setembro de 2026Notícias
publicado:
14/09/2026 09h34,
última modificação:
14/09/2026 09h34
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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre
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17 horas atrásem
14 de setembro de 2026O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.
As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.
Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.
Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.
Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.
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