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Como eles funcionam? – DW – 30/11/2024

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A Comissão Europeia anunciou que 13,5 mil milhões de euros (14,3 mil milhões de dólares) serão pagos à Alemanha a partir do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, mais conhecido coloquialmente como o Mecanismo de Recuperação e Resiliência. COVID 19 fundo de recuperação da pandemia, até ao final de 2024. No entanto, este pagamento não é uma espécie de presente surpresa de Natal para O colapso do governo de coalizão da Alemanha. Então, do que se trata o fundo?

Dívida comum

Em 2021, após o pior da pandemia de COVID-19, os estados-membros da UE criaram um fundo de assistência. Foi concebido para ajudar a impulsionar a economia do continente após a crise do coronavírus. Foi o primeiro fundo a ser financiado com dívida comum e detém atualmente um total de 650 mil milhões de euros, segundo a Comissão Europeia. Deste montante, 359 mil milhões de euros serão pagos sob a forma de subvenções, enquanto 291 mil milhões de euros serão destinados a empréstimos baratos que exigem reembolso.

Charles Michel, Angela Merkel, Emmanuel Macron e Ursula von der Leyen são vistos sentados em uma grande mesa
Em 2020, a então chanceler alemã, Angela Merkel (centro), concordou com o fundo baseado em dívida e este foi criado posteriormenteImagem: François Walschaerts/AP Aliança de fotos/fotos

Impulsionar o investimento

A cada Estado-Membro foi atribuída uma determinada parte do fundo de recuperação, dependendo da sua dimensão, força económica e pressão relacionada com a pandemia. Os governos nacionais da UE devem apresentar planos de recuperação individuais e cumprir inúmeras condições para receber subvenções ou empréstimos do fundo.

O seu objectivo global é promover investimentos em esforços de proteção climáticadigitalização e competitividade sustentável. A Comissão Europeia avaliará cada projeto e depois liberará os fundos aos poucos, em consulta com um comitê do Conselho da UE, que representa os governos dos estados membros da UE.

Terceiro pagamento para a Alemanha

Em setembro, a Alemanha solicitou uma subvenção de 13,5 mil milhões de euros e a UE emitiu uma aprovação provisória. Se o comité do Conselho concordar, o que é provável, a subvenção poderá ser transferida para o Ministério das Finanças alemão antes do final do ano. Este é um processo de rotina que a Comissão Europeia realiza com todos os estados membros.

E-baixos amarelos são vistos carregando suas baterias
Os fundos também estão a ser utilizados para comprar autocarros eléctricos em toda a EuropaImagem: Kay Nietfeld/dpa/picture Alliance

A Alemanha já recebeu 6,2 mil milhões de euros. Sendo o maior Estado-Membro da UE, a Alemanha tem direito a 30 mil milhões de euros em subvenções do fundo. A Alemanha planeia investir em autocarros elétricos, acolhimento de crianças, modernização escolar, digitalização de hospitais e na expansão da sua rede de hidrogénio, entre outras coisas.

A Itália é o maior beneficiário, seguida pela Espanha

Itáliaé o maior beneficiário do fundo da UE, uma vez que sofreu muito durante a pandemia de COVID-19. Cerca de 195 mil milhões de euros foram reservados para Itália, dos quais 72 mil milhões de euros serão pagos sob a forma de subvenções e 123 mil milhões de euros sob a forma de empréstimos. A Espanha receberá o segundo maior pagamento de 163 mil milhões de euros, seguida pelos 60 mil milhões de euros da Polónia e pelos 40 mil milhões de euros da França.

A Hungria tem direito a cerca de 10 mil milhões de euros (10,5 mil milhões de dólares) em subvenções e empréstimos, embora nem todos possam ser pagos devido ao seu violações do estado de direito.

Termos de reembolso pouco claros

Até à data, foram desembolsados ​​um total de 175 mil milhões de euros em subvenções e 95 mil milhões de euros em empréstimos a todos os 27 Estados-Membros da UE, de acordo com a Comissão da UE. Isto significa que nem metade de todos os fundos disponíveis foram distribuídos. O fundo será encerrado até ao final de 2026, pelo que os Estados-Membros devem ser rápidos a elaborar planos e pedidos de reconstrução se quiserem receber todo o dinheiro atribuído.

Juntamente com várias iniciativas de menor dimensão, o financiamento de recuperação da COVID-19 constitui o maior programa de investimento alguma vez lançado pela UE, como afirmou o Presidente da Comissão Úrsula von der Leyen disse repetidamente. A dívida do fundo será reembolsada através do orçamento da UE para 2058. O Serviço de Auditoria da Alemanha, no entanto, queixou-se de que os detalhes do reembolso permanecem pouco claros. Quem pagará, quanto e quando terá de ser acordado pelos futuros governos dos estados membros da UE.

Este artigo foi traduzido do alemão.



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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