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COP29 Azerbaijão: O que está em jogo na cimeira global do clima de 2024? | Notícias sobre a crise climática
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O Cimeira anual da ONU sobre o clima está agora em curso na capital do Azerbaijão, Baku, com milhares de representantes de todo o mundo a convergirem para a nação do Sul do Cáucaso para duas semanas de negociações sobre como enfrentar a crise climática.
Mas a cimeira global foi ofuscada pela reeleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, que manifestou a sua intenção de abandonar o histórico Acordo de Paris pela segunda vez. É também provável que reduza os compromissos dos EUA de redução de carbono, essenciais na transição para o carbono zero.
Os países também não conseguiram chegar a acordo sobre como financiar a transição para programas de energia verde e de mitigação das alterações climáticas em todo o mundo.
Aqui está o que você precisa saber:
Quando e onde será realizada a COP29?
A COP29 acontecerá na capital do Azerbaijão, Baku, entre 11 e 22 de novembro.
A decisão de acolher a cimeira num país cuja economia se baseia em combustíveis fósseis foi criticada por activistas climáticos, incluindo Greta Thunberg, que classificou o evento como uma “conferência de lavagem verde” durante uma palestra recente.
O que significa COP?
COP é uma abreviatura de Conferência das Partes da Convenção, que se refere à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC) – um tratado multilateral adoptado em 1992.
A UNFCCC, que entrou em vigor em 1994, tornou-se uma base para acordos históricos como o Protocolo de Quioto (1997) e o Acordo Climático de Paris (2015), que visa limitar o aumento da temperatura global a 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais até 2100.
A primeira cimeira da COP foi realizada na capital alemã, Berlim, em 1995.
Quem participará?
Mais de 32.000 pessoas se inscreveram para participar da COP29 este ano.
Estes incluirão representantes de todos os 198 países que ratificaram a convenção.
Marcará também a primeira vez que o Taleban participará de uma conferência da ONU sobre o clima desde a tomada do Afeganistão em 2021.
Diplomatas, jornalistas, cientistas climáticos, ONGs, ativistas e líderes indígenas também estarão presentes.
A administração Biden enviará uma delegação com funcionários de mais de 20 departamentos, agências e organizações dos EUA, liderada pelo conselheiro sénior do presidente para a política climática internacional, John Podesta.
A delegação participará nas conversações, mas não poderá assumir quaisquer compromissos financeiros claros, uma vez que Trump deverá tomar posse em janeiro.

O que está na agenda deste ano?
A COP29 foi rotulada como “COP das finanças” porque procura aumentar o financiamento para apoiar os países de rendimento mais baixo na redução das emissões de gases com efeito de estufa.
Um relatório apoiado pela ONU afirmou que os países emergentes, excluindo a China, precisam de investimentos muito superiores a 2 biliões de dólares anuais até 2030, se o mundo quiser travar o aquecimento global.
Quem deveria pagar essa conta já causou divisões antes.
Uma análise encomendada pelo Reino Unido e pelo Egipto concluiu que um bilião de dólares deveria provir de países ricos, investidores e bancos multilaterais de desenvolvimento.
O relatório acrescenta que o restante – cerca de 1,4 biliões de dólares – deve provir internamente de fontes privadas e públicas.
Em 2009, as nações mais ricas comprometeram-se a fornecer anualmente 100 mil milhões de dólares em financiamento climático aos países em desenvolvimento até 2020, o que conseguiram com dois anos de atraso.
As nações mais pobres do mundo apelam agora a um novo objectivo de pelo menos 1 bilião de dólares por ano.
Os actuais doadores estão a apelar a países como a China – o maior emissor anual mundial de gases com efeito de estufa – e os EAU – um grande produtor de combustíveis fósseis – que ainda são classificados como em desenvolvimento, a contribuírem para o fundo.
Os acordos sobre as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) de todos os países participantes estarão no topo da agenda.
Uma NDC é o plano nacional de ação climática de um país que estabelece as suas metas para a redução das emissões de gases com efeito de estufa, em linha com as metas estabelecidas no Acordo de Paris.
Os NDC devem ser atualizados de cinco em cinco anos e, com a próxima ronda prevista para o início de 2025, a cimeira deste ano apresenta a oportunidade perfeita para finalizar os objetivos de cada membro.
Que progressos foram feitos desde a cimeira do ano passado?
O acordo principal que saiu do COP28 no Dubai, os EAU deveriam “fazer a transição dos combustíveis fósseis” como parte do balanço global.
Foi um marco importante, pois foi o primeiro texto da COP a apelar abertamente aos países para que se afastassem dos combustíveis fósseis.
Nesta fase, é difícil dizer se houve um progresso significativo, uma vez que a meta para as emissões relacionadas com a energia atingirem zero emissões líquidas foi definida para 2050. Dois objetivos, incluindo triplicar a capacidade global de energia renovável e duplicar as melhorias globais na eficiência energética, foram definido para 2030.
Em abrila Agência Internacional de Energia (AIE) criou um rastreador para medir as metas estabelecidas em COP28.

Por que o compromisso central assumido na COP28 não faz parte da agenda deste ano?
Não houve nenhuma razão oficial declarada.
No entanto, concentrar-se nos combustíveis fósseis pode ter sido difícil porque o petróleo e o gás representam cerca de metade da economia do Azerbaijão e representam 90 por cento das suas exportações.
Um grupo de defesa também gravou secretamente Elnur Soltanov, vice-ministro da Energia do Azerbaijão e CEO da COP29, oferecendo-se para facilitar as negociações sobre novos acordos de combustíveis fósseis antes da cimeira.
Como irá a eleição de Trump afectar a agenda da cimeira?
A recente eleição de Donald Trump como presidente dos EUA não alterará diretamente a agenda da cimeira deste ano, mas poderá afetar a implementação de quaisquer acordos quando ele tomar posse, em janeiro de 2025.
Trump retirou os EUA do Acordo de Paris, cumprindo a sua promessa de se retirar do pacto global. Seu sucessor, o presidente Joe Biden, assinou o acordo novamente com os EUA em 2021.
Como o mundo segundo maior emissor dos gases com efeito de estufa depois da China, a retirada dos EUA do pacto teria enormes consequências para quaisquer metas acordadas na COP29.
Ano passadoos EUA produziram uma média de 12,9 milhões de barris de petróleo bruto por dia, quebrando um recorde global anterior em 2019.
Trump também questionou regularmente se as alterações climáticas são reais e minimizou os seus efeitos.
Como as mudanças climáticas afetaram o mundo em 2024?
O Serviço de Alterações Climáticas Copernicus da UE declarou que os seus cientistas estão “virtualmente certos” de que 2024 será o ano mais quente de que há registo.
O ano também foi marcado por eventos climáticos extremos, com os cientistas relacionando tempestades como Furacão Milton, que varreu a Flórida e matou pelo menos 18 pessoas, às mudanças climáticas.

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
30 de janeiro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.
A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.
A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.
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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
27 de janeiro de 2026O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.
A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.
“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.
A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.
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Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano
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20 de janeiro de 2026Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025
Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.
De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.
Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.
Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025
O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções
No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.
Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:
- ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
- quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.
No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.
Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo
O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.
É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.
Um ano que já começa “com cara de planejamento”
Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.
No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.
Rio Branco também entra no compasso de 2026
Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.
Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).
Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC
Por que isso importa
O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.
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