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COP30: desafios e oportunidades para o Brasil – 18/01/2025 – Opinião

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A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, marcada para novembro deste ano em Belém, no Pará, põe o Brasil no epicentro das discussões sobre sustentabilidade, um dos principais desafios globais do mundo atual. Sediar o evento será uma oportunidade histórica. O país deve não apenas liderar as negociações climáticas, mas também mostrar ao planeta que é possível conciliar crescimento econômico com sustentabilidade ambiental. Para que essa agenda positiva se efetive na prática, é preciso clareza nas prioridades e alinhamento entre diversos setores da sociedade.

O primeiro ponto a ser destacado é a preservação da Amazônia, que ocupa 60% do território brasileiro. A região é um dos maiores reservatórios de biodiversidade do planeta, desempenhando papel fundamental na regulação do clima mundial. O Brasil precisa lidar com o complexo equilíbrio entre a preservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico de uma região que ainda enfrenta enormes desafios de pobreza e desigualdade. Atender aos interesses legítimos das populações locais é mais do que um desafio, é um dever do governo brasileiro —aliás, de todos nós.

Essas oportunidades vêm com a riqueza natural do Brasil, que inclui recursos essenciais para a transição energética global, como minérios raros e uma matriz energética limpa, com destaque para hidrelétricas e biocombustíveis. O país tem condições de liderar essa transição, mas para que isso aconteça é necessário que os recursos naturais se convertam em benefícios econômicos sustentáveis, respeitando os compromissos climáticos e atendendo principalmente a população mais vulnerável do país.

O Brasil assumiu, por meio da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 67% até 2035, em relação aos níveis de 2005. Esse compromisso está alinhado com o Acordo de Paris, mas sua efetividade dependerá de um pacto nacional, que envolve governo, iniciativa privada e sociedade civil.

Ao liderar a organização da COP em Belém, o competente governador do Pará, Helder Barbalho, oferece acertadamente uma amostra de como esse alinhamento entre os setores da sociedade é importante. Para adaptar Belém para receber cerca de 40 mil visitantes para o evento, ele buscou recursos públicos para as obras, motivou a iniciativa privada, reorganizou a cidade e vem preparando a população paraense. Mesmo com todo esse esforço, o governador sabe os problemas que vai enfrentar na COP.

O país tem a responsabilidade de concretizar compromissos como a rastreabilidade da produção agropecuária, uma estratégia fundamental para garantir que a agricultura brasileira não contribua para o desmatamento ilegal. Já a indústria precisa adotar tecnologias limpas e uma matriz energética que contribua para a descarbonização.

O financiamento da transição climática é outra questão importante, especialmente diante das dificuldades fiscais globais. No entanto, a criação de um mercado global de carbono pode ser uma solução viável. Esse mercado permitiria que países e empresas compensassem suas emissões por meio de investimentos em tecnologias limpas. E há clara disposição do setor produtivo em colaborar.

O Brasil, com sua abundante oferta de energia renovável, pode se tornar um grande exportador de produtos energéticos de baixo carbono, como hidrogênio verde e combustíveis sustentáveis para a aviação. Isso não só contribuirá para o combate às mudanças climáticas, mas também abrirá novas perspectivas de crescimento econômico para o país.

Nesse cenário, o Brasil tem potencial para transformar os desafios climáticos em oportunidades de crescimento sustentável. A conferência será uma vitrine global para demonstrar nosso compromisso com o futuro do planeta, provando que, diante do maior desafio do século 21, o Brasil é parte da solução. Não podemos perder essa vaga na história.

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Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.



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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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