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corpos encontrados, segundo autoridades
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Os serviços de emergência encontraram vários corpos na região de Valência, no leste de Espanha, onde as chuvas torrenciais causaram inundações, anunciou esta quarta-feira (30 de outubro) o chefe do governo regional. “Podemos confirmar que alguns corpos já foram encontrados”disse Carlos Mazon à mídia, acrescentando que as autoridades não poderiam dar mais detalhes até que as famílias fossem informadas. “Estamos enfrentando uma situação sem precedentes, que ninguém nunca viu antes”acrescentou o presidente da região.
As autoridades informaram terça-feira que sete pessoas estavam desaparecidas, incluindo uma em L’Alcudia, na região de Valência, e seis na cidade de Letur, na província vizinha de Albacete (região de Castela-La Mancha), onde uma enchente repentina invadiu as ruas, varreu carros e inundou edifícios, segundo imagens transmitidas por canais de televisão espanhóis.
Os serviços de emergência, apoiados por drones, trabalham toda a noite na busca dos desaparecidos em Letur, disse o delegado do governo central em Castela-La Macha, Milagros Tolon, à televisão pública TVE. “A prioridade é encontrar pessoas desaparecidas”ela acrescentou. A polícia da cidade de L’Alcudia, na região leste de Valência, disse que procurava um motorista de caminhão desaparecido desde a tarde de terça-feira.
O governo central criou uma unidade de crise, que se reuniu pela primeira vez na noite de terça-feira, e enviou uma unidade militar especializada em operações de resgate para a região de Valência. “Acompanho com preocupação as informações sobre pessoas desaparecidas e os danos causados pela tempestade nas últimas horas”escreveu o primeiro-ministro Pedro Sanchez sobreconvidando a população a seguir os conselhos das autoridades. “Tenha muito cuidado e evite viagens desnecessárias”acrescentou.
Descarrilamento de trem
A Câmara Municipal de Valência anunciou que todas as escolas permaneceriam fechadas na quarta-feira, assim como os jardins públicos, e que todos os eventos desportivos seriam cancelados. Doze voos que deveriam pousar no aeroporto de Valência foram desviados para outras cidades da Espanha devido às fortes chuvas e ventos fortes, disse a operadora aeroportuária espanhola Aena. Outros dez voos programados para partir ou chegar ao aeroporto foram cancelados.
A operadora nacional de infraestrutura ferroviária Adif disse que suspendeu os trens de alta velocidade entre Madrid e Valência devido aos efeitos da tempestade nos principais pontos da rede ferroviária. Um comboio de alta velocidade que transportava 276 passageiros descarrilou na região sul da Andaluzia, mas ninguém ficou ferido, informou o governo regional em comunicado.
Os serviços de emergência resgataram dezenas de pessoas em Alora, na Andaluzia, algumas de helicóptero, depois de um rio transbordar.
A agência meteorológica nacional Aemet declarou alerta vermelho na região de Valência e o segundo nível de alerta mais alto em partes da Andaluzia. Ela alertou que as chuvas continuarão pelo menos até quinta-feira. Várias estradas foram cortadas em ambas as regiões devido às inundações.
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A região de Valência e a costa mediterrânica espanhola em geral experimentam regularmente, no outono, o fenómeno meteorológico da “gota fria”, uma depressão isolada a grande altitude que provoca chuvas repentinas e extremamente violentas que duram por vezes vários dias .
Os cientistas alertam que os fenómenos meteorológicos extremos, como ondas de calor e tempestades, estão a tornar-se mais intensos devido às alterações climáticas.
O mundo com AFP
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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16 horas atrásem
19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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