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Correios investem em patrocínio em meio a deficit no caixa – 02/01/2025 – Mercado

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Demétrio Vecchioli

O governo Lula (PT) retomou investimentos em promoção dos Correios, três anos depois de Jair Bolsonaro (PL) reduzir a perto de zero os gastos com propaganda e comunicação. A volta desse tipo de gastos ocorre num momento de forte prejuízo na estatal. Nas contas gerais, os Correios registraram perdas acima de R$ 2 bilhões nos primeiros nove meses deste ano, após terem fechado 2023 com R$ 600 milhões no vermelho.

Foram gastos R$ 33,7 milhões em 2024 com patrocínio de entidades como a Confederação Brasileira de Ginástica e de eventos como o Loollapalooza, a nova turnê de Gilberto Gil, os Jogos Universitários Brasileiros, o Tour do Rio de Ciclismo e o Sertões (antigo Rally dos Sertões), entre outros.

Os valores ainda estão longe do que a estatal desembolsou na gestão de Dilma Rousseff (PT) e também do planejado para 2024 no relatório de gestão da empresa —R$ 380 milhões para propaganda e publicidade.

A expectativa, porém, é que em 2025 haja aumento nesse desembolso.

Além da retomada do investimento em patrocínios, a estatal está pagando mais de R$ 200 milhões em bonificações a seus quase mais de 80 mil funcionários, fruto de acordo em convenção coletiva. Apelidado de “vale-peru”, o benefício destina R$ 2.500 aos funcionários da estatal.

Os gastos com propaganda e comunicação nos Correios entraram em uma espiral de baixa desde o fim do governo Dilma.

Em 2016, ano do impeachment da petista e da chegada de Michel Temer (MDB) ao poder, foram gastos R$ 114 milhões. Só em setembro daquele ano (Dilma foi afastada do cargo em maio) os Correios compraram R$ 35 milhões em anúncios em canais de televisão, jornais, internet e OOH (mídia externa, como outdoors), entre outros.

Desde então, esses valores despencaram: R$ 17,3 milhões em 2017 e R$ 15,5 milhões em 2018, ainda sob Temer, e R$ 4,1 milhões (2019) a R$ 265 mil (2022) nos quatro anos da gestão Bolsonaro.

Essa política de comunicação foi revista.

No primeiro ano de Lula 3, os patrocínios chegaram a R$ 3,3 milhões, saltando para os R$ 33,7 milhões de 2024.

O relatório de gestão de 2023 informou que, em 2024, “para aumentar a participação no mercado de logística e no atendimento ao governo”, os Correios intensificariam seus investimentos, com R$ 380 milhões para propaganda e publicidade. É esse também o valor citado no edital lançado em janeiro, para período de 12 meses.

O objetivo, segundo o documento, é destacar, nas campanhas, a eficiência logística dos Correios e sua capacidade de atender às demandas do governo. “Essa estratégia visa não apenas consolidar a posição dos Correios como líderes no setor, mas também fortalecer sua presença em mercados específicos e aumentar sua relevância nos serviços governamentais.”

Com a concorrência ainda em andamento, os investimentos em comunicação ficaram restritos a contratos diretos de patrocínio em 2024. A publicidade não saiu do zero pelo terceiro ano seguido.

“A atual gestão está trabalhando para reposicionar a marca, por meio de patrocínios de negócios, esportivos e culturais. A estratégia visa incentivar o desenvolvimento da economia, dos esportes e da cultura e mostrar a marca Correios, que foi invisibilizada pelo governo anterior”, disse a estatal, em nota.

Em setembro, quando a maior parte desses patrocínios já estava contratada, os Correios determinaram um congelamento nos gastos de custeio, após uma redução de R$ 1,8 bilhão na disponibilidade de caixa na comparação com igual período (janeiro a agosto) de 2023.

As medidas, de acordo com os Correios, reduziram a projeção de despesas em 2024 de R$ 22,5 bilhões para R$ 21,9 bilhões, mas mesmo assim elas superam a projeção de receitas, que eram de R$ 20,1 bilhões no início de dezembro.

Parte deste prejuízo é fruto de um acordo pelo qual os Correios aceitaram pagar cerca de R$ 30 milhões ao mês, pelos próximos 30 anos, para ajudar a equacionar um rombo de R$ 15 bilhões no fundo de pensão dos funcionários da estatal, o Postalis.

A empresa afirma que esse acordo deveria ter sido selado em 2020, sob Bolsonaro.

“O reconhecimento da obrigação e o pagamento do equacionamento deveriam ter sido feitos em 2020, quando a empresa teve lucro recorde devido ao aumento excepcional e inédito do volume de encomendas por conta da pandemia. Ao não realizar o pagamento, o governo anterior pode anunciar lucro, ao mesmo tempo em que jogou o problema para gestões futuras”, disse os Correios em agosto, também em nota.

Para 2025, a expectativa é que a estatal amplie os gastos com propaganda, já com o novo contrato publicitário, de estimados R$ 380 milhões por 12 meses.

“Como empresa que disputa o mercado nacional concorrencial de encomendas e logísticas com grandes empresas, inclusive multinacionais que investem fortemente em publicidade e patrocínio, os Correios pretendem aumentar o valor a ser investido em 2025 em patrocínio. Os valores estão em definição”, disse a empresa.



Leia Mais: Folha

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel.jpg

Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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