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CPI aprova relatório que pede indiciamento de tio…

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CPI aprova relatório que pede indiciamento de tio...

Nicholas Shores

A CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas do Senado aprovou nesta quarta-feira o relatório final do senador Romário (PL-RJ), que destrincha o modus operandi de organizações criminosas que aliciam jogadores e manipulam partidas para maximizar ganhos em bets e, ao fim, pede o indiciamento de três pessoas.

O primeiro é Bruno Tolentino, tio do meia Lucas Paquetá, do West Ham e da seleção brasileira. O relator pede seu indiciamento por “dar ou prometer vantagem patrimonial ou não patrimonial com o fim de alterar ou falsear o resultado de competição esportiva ou evento a ela associado”, com pena de dois a seis anos de prisão e multa.

As quebras de sigilo bancário obtidas pela comissão de inquérito revelaram que Tolentino transferiu 97.000 reais em cinco transações para Marlon Bruno Nascimento da Silva, apontado por um delator da Operação Penalidade Máxima como responsável por cooptar jogadores para operações criminosas de manipulação de jogos.

Também enviou, em fevereiro de 2023, um Pix de 30.000 reais para o ex-atacante do Botafogo Luiz Henrique, que, à época, jogava no Real Betis.

Além disso, extratos bancários analisados pela CPI mostraram que o tio de Paquetá movimentou, entre contas de sua própria titularidade, 839.696,44 reais em 258 transações, no período de 1º de janeiro de 2022 a 12 de novembro de 2024.

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“Suas movimentações financeiras são incompatíveis com o patrimônio declarado para a Receita Federal”, escreve Romário no relatório.

O relator da CPI das Apostas também pede o indiciamento de Thiago Chambó Andrade, que, segundo os investigadores da Operação Penalidade Máxima, “desponta como figura-chave no esquema criminoso” de cooptação de jogadores para cometer pênaltis e receber cartões, possibilitando lucros quase garantidos com apostas esportivas.

A comissão imputa a ele os crimes de “dar ou prometer vantagem patrimonial ou não patrimonial com o fim de alterar ou falsear o resultado de competição esportiva ou evento a ela associado” e “fraudar, por qualquer meio, ou contribuir para que se fraude, de qualquer forma, o resultado de competição esportiva ou evento a ela associado”, cada um com pena de dois a seis anos de prisão e multa.

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Ao longo de 2022, diz o relatório, “Chambó encaminha para a conta bancária de Camila, às vésperas dos jogos, a quantia de 20.000 reais para contribuir e viabilizar os pagamentos antecipados aos jogadores cooptados”. 

Foi dessa forma, segundo achados da Penalidade Máxima, que “o grupo criminoso ofertou 70.000 reais para que um jogador do Athletico Paranaense fosse punido com cartão amarelo na partida contra o Fluminense”. O atleta era Bryan García, que, revelada a operação, acabou demitido do Furacão.

O terceiro alvo da CPI é William Rogatto, que diz ser o “rei do rebaixamento” por ter provocado o descenso de 42 equipes a divisões inferiores com esquemas de manipulação. Romário pede seu indiciamento pelos mesmos crimes previstos na Lei Geral do Esporte que ele imputa a Chambó.

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Em depoimento à comissão, Rogatto disse que, além de cooptar jogadores, pagava propina a árbitros. Depois, encaminhou conversas de WhatsApp aos senadores. 

“Um primeiro aparentemente comprometendo o árbitro Gildo Quenta; um áudio em que o árbitro Santiago Silva aparentemente negocia valores; print de retorno de uma aposta feita por ele no jogo Inter de Limeira/SP versus Patrocinense/MG; um vídeo em que aparentemente o árbitro segue orientação do técnico de um time para encerrar o jogo”, descreve Romário. “Sem contexto e informação, são elementos probatórios juridicamente questionáveis”, acrescenta.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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