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Crescente descontentamento com juntas militares na região do Sahel – DW – 16/10/2024

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Quando as juntas assumiram o controlo do Mali, do Burkina Faso e do Níger, alegaram que os líderes civis estavam em conluio com a sua antiga potência colonial, a França, para explorar recursos naturais. Após os golpes de estado, os civis protestaram exibindo bandeiras russas e queimando bandeiras francesas.

No entanto, um relatório de investigação recente sugere que o apoio às juntas está a diminuir devido ao seu incumprimento das promessas, bem como às duras tácticas utilizadas pelos mercenários russos contra a população civil. Evelyn Groenink, coordenadora da ZAM, uma plataforma de mídia holandesa, disse à DW: “Os primeiros slogans, ‘Fora Rússia’, apareceram nas paredes do escritório russo em Níger. É um sinal de que um debate está acontecendo.”

A ZAM publicou uma investigação intitulada “Hotel Kremlin”, na qual três jornalistas de investigação africanos, Malick Sadibou Coulibaly, Ramdane Gidigoro e Rachid Zaid Combary, se infiltraram no Mali, no Níger e no Burkina Faso, respetivamente. O relatório pintou um quadro sombrio da vida sob ditaduras militares no Sahel.

A França não é popular na região do Sahel: Alex Vines

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Malick Sadibou Coulibaly relatou: “São 19h. Tudo está escuro aqui. As luzes estão apagadas devido a cortes de energia quase contínuos. A Energie du Mali (EDM) não fornece energia há 24 horas. Este tem sido um evento recorrente há vários meses .”

Os relatórios descreviam como os malianos, os nigerianos e os burquinenses esperavam uma mudança positiva nas suas vidas após a deposição dos governos civis e dos seus apoiantes ocidentais. A junta promoveu a notória campanha russaMercenário Wagner O grupo, agora conhecido como Africa Corps, seria uma alternativa melhor às tropas francesas, prometendo que seriam capazes de eliminar rapidamente grupos terroristas, bandidos e jihadistas no Sahel.

Na sua investigação, Coulibaly, Gidigoro e Cambary descobriram que o número de vítimas civis e militares estava a aumentar, em vez de os jihadistas serem os alvos. Coulibaly informou que uma das morgues em Bamako estava lotada, com um guarda a afirmar que 200 corpos de civis e soldados foram trazidos entre Março e Maio.

A paciência está a esgotar-se nas capitais dos três países – Bamako, Niamey e Ouagadougou.

Um apoiador empunhando uma bandeira russa durante um protesto.
A Rússia inicialmente vista como uma alternativa melhor à FrançaImagem: Nicolas Remene/Le Pictorium Agency via ZUMA Press/picture Alliance

Um pacto sobre defesa e comércio

Para contrariar as sanções regionais impostas após os golpes de estado, os regimes militares do Burkina Faso, do Mali e do Níger assinado um tratado de confederação sobre defesa mútua e comércio em 6 de julho. Conhecido como Aliança dos Estados do Sahel, este acordo formalizou a sua saída do bloco económico da África Ocidental, CEDEAO.

O acordo reflecte uma mudança na dinâmica regional, com os Estados-membros a procurarem laços mais estreitos com a Rússia e a distanciarem-se da antiga potência colonial, a França. A confederação também se opõe ao neocolonialismo e expressou fortes sentimentos anti-CEDEAO e anti-França.

Muitos na região saudaram o acordo. No entanto, não deu sinais de trazer prosperidade económica às pessoas além das três fronteiras. Segundo Coulibaly, a evidência visível de prosperidade no Malié evidente na estrada para a cidade-guarnição de Kati.

“Aqui, novas casas para os coronéis surgiram recentemente como cogumelos e a construção ainda está em andamento”, relatou. Citando um morador do bairro, ele escreveu: “O coronel Sadio Camara, membro da Junta, está alimentando vários cavalos em seu quintal. Ele ainda tem dois estábulos enquanto lutamos para sobreviver”.

Forças francesas caminhando em direção a uma aeronave.
As forças francesas encerraram a Operação Barkhane em 9 de novembro de 2022, a pedido do MaliImagem: Aliança AP Foto/imagem

Repressão à dissidência

A investigação concluiu que os cidadãos, os políticos da oposição e os jornalistas nos três países tornaram-se cautelosos em relação à falando contra a junta. Aumentaram os relatos de repressões contra a oposição, os meios de comunicação social e a dissidência pacífica.

A junta no Burkina Faso é acusada de recorrer a raptos e desaparecimentos forçados para silenciar activistas da sociedade civil e opositores políticos. Também houve relatos da junta usando leis de emergência para recrutar críticos e suprimir a dissidência.

No Mali, a junta cobertura da mídia proibida dos partidos políticos e suspendeu as suas actividades, marcando uma repressão significativa à dissidência política.

No Níger, embora relatórios específicos recentes sejam menos detalhados, a tendência geral na região sugere padrões semelhantes de repressão e controlo sobre a oposição e os meios de comunicação social.

Burkina Faso, Mali e Níger assinam pacto de defesa

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Estas ações suscitaram preocupações significativas entre as organizações de direitos humanos e a comunidade internacional.

O ressentimento contra a França está profundamente enraizado no fracasso de Paris em ajudar os seus governos parceiros nas suas lutas “anti-terrorismo”. Segundo as investigações, a Rússia utilizou esse ressentimento para travar campanhas de desinformação.

“As campanhas elogiaram simultaneamente a força paramilitar russa de Wagner

Os combatentes Wagner têm sido associados a vários massacres de civis no Mali, no Níger e no Burkina Faso. “No norte do Mali, eles aterrorizam, violam e cometem inúmeras atrocidades”, disse Coulibaly à DW.



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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