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De príncipe a pária: a queda interminável de André em desgraça | Príncipe André
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2 anos atrásem
Guardian staff
EUFoi uma queda espetacular em desgraça – e que parece nunca ter fim. De príncipe partidário a pária real, as imagens do belo e jovem piloto retornando do combate nas Malvinas desapareceram verdadeiramente.
A retirada das funções militares e dos patrocínios reais de Andrew parecia marcar um ponto mais baixo para o segundo filho da rainha, após as revelações sobre seu relacionamento com o criminoso sexual infantil condenado, Jeffrey Epstein.
Mas os escândalos continuaram chegando.
Para aumentar a lista de embaraços, alguém que ele considerava um “confidente” foi barrado no Reino Unido – uma decisão mantida em recurso – devido a receios de que pudesse ser um espião chinês.
O empresário, disseram os juízes na quinta-feira, parecia ter garantido um “grau incomum de confiança de um membro sênior da família real que estava preparado para iniciar atividades comerciais com ele”.
Tom Tugendhat, o deputado conservador de Tonbridge que serviu no Gabinete como ministro de Estado da Segurança no governo anterior, admitiu na sexta-feira que o episódio foi “extremamente embaraçoso”.
“O Departamento de Trabalho da Frente Unida, que é um ramo do Partido Comunista, está buscando influência em todo o Reino Unido em tudo, nas áreas social, acadêmica, financeira, industrial e várias outras”, disse ele.
“Isso demonstra que temo que o Estado chinês seja extremamente claro quanto à sua ambição de garantir influência sobre países estrangeiros.”
O autor Andrew Lownie, que está escrevendo uma biografia do duque e da duquesa de York, disse ao Times que era hora de “divulgação completa” sobre as viagens do príncipe Andrew ao exterior – ele foi enviado comercial durante 10 anos.
O banimento sem precedentes do príncipe para os confins da firma real agora parece completo.
Foi uma queda vertiginosa para o filho favorito da ex-rainha. Era uma vez, ele era uma espécie de herói. Ele ingressou na Marinha Real como piloto de helicóptero em treinamento e serviu por 22 anos – seu momento de glória capturado pela câmera quando ele voltou das Malvinas com uma rosa entre os dentes.
Seu casamento com Sarah Ferguson na Abadia de Westminster em 1986 levou milhares de pessoas às ruas do centro de Londres.
Mas as sementes da sua autodestruição foram plantadas nos anos 90 – e na sua amizade com Epstein, um banqueiro de investimento e financista. Eles se conheceram através de uma amiga em comum, Ghislaine Maxwell – filha do falecido magnata da mídia Robert Maxwell.
Em 2000, Epstein, Maxwell e Andrew foram vistos no clube Mar-a-Lago de Donald Trump, na Flórida. Mais tarde naquele ano, Epstein e Maxwell participaram de uma festa de aniversário conjunta no Castelo de Windsor organizada pela Rainha, e o príncipe organizou um fim de semana de filmagens para o aniversário de Maxwell.
Quinze anos depois, em abril de 2015, alegações de que ele fez sexo com Virginia Giuffre surgiu em documentos judiciais na Flórida . Ela alegou que foi forçada a fazer sexo com ele quando tinha 17 anos, idade inferior à idade de consentimento segundo a lei da Flórida.
O Palácio de Buckingham negou as acusações.
Mas as perguntas não iriam embora – e em 2019 foi anunciado que ele estava afastando-se das funções públicas “para o futuro próximo”.
A decisão veio depois de uma entrevista desastrosa à BBC TV na qual ele alegou que não poderia ter tido sexo com Giuffre porque ele estava em casa depois de um visita à Pizza Express em Wokinge que a descrição dela de ele ter dançado com ela antes não poderia ser verdadeira porque ele não conseguia suar.
Em 12 de janeiro de 2022, um juiz de Nova Iorque rejeitou as tentativas do príncipe para rejeitar um processo civil de abuso sexual movido contra ele por Giuffre e um dia depois a rainha efetivamente o demitiu como membro trabalhador da família real.
Na véspera do jubileu de platina da Rainha, em 10 de março de 2022, Andrew deveria prestar depoimento sob juramento como parte do caso de agressão sexual civil nos EUA movido contra ele por Giuffre, mas antes de prestar depoimento e em uma reviravolta notável, chegou a um acordo de princípio com Giuffre, no qual concordou em fazer uma “doação substancial” para uma instituição de caridade e aceitou que Giuffre “sofreu como vítima comprovada de abuso”.
Num documento apresentado ao tribunal de Nova Iorque, Andrew diz que se arrependeu da sua associação com Epstein.
Desde que deixou a vida pública, pensa-se que lhe foi dada uma subsídio anual de £ 1 milhão. No entanto, esse acordo chegou ao fim no início deste ano. Agora, é relatado que ele corre o risco de ser expulso de sua casa atual – a Loja Real.
O rei Carlos deseja que ele se mude para Frogmore Cottage – uma residência menor e mais modesta que já está dentro do círculo de segurança do rei. Também faz parte do portfólio de propriedades da família real desde o século XIX.
Se Andrew se recusar a se mudar, ele poderá ser forçado a financiar seus próprios custos de segurança, acomodação e estilo de vida.
Parece óbvio que Andrew tomou decisões terríveis ao longo dos anos, mas Tugendhat disse que o príncipe pode não ser inteiramente culpado por fazer amizade com alguém que poderia ter sido um espião. Seus conselheiros também podem ser os culpados.
“Não é imediatamente óbvio, pode ser alguém britânico que trabalha na China e está sob influência, por isso não é tão preto no branco como pode parecer à primeira vista – mas é certamente extremamente embaraçoso.”
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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