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Debate em BH tem troca de acusações entre Fuad e Engler – 25/10/2024 – Poder

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Artur Búrigo

O último debate entre os candidatos Bruno Engler (PL) e Fuad Noman (PSD), que concorrem à Prefeitura de Belo Horizonte, seguiu a tônica da reta final da campanha ao concentrar trocas de acusações entre os adversários.

No primeiro bloco do encontro promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (25), praticamente não houve discussão sobre os temas da cidade.

Na fala de abertura, Fuad usou metade de sua reserva de tempo de dez minutos para se apresentar e reforçar as críticas que sua campanha tem feito ao adversário. O atual prefeito afirmou que Engler não tem experiência, lembrou que o candidato do PL não tomou a vacina contra a Covid-19 e disse que ele esteve ausente em 47% das sessões da Assembleia Legislativa.

“Você, trabalhador, se faltasse a metade dos dias de trabalho, o que aconteceria com você? Seria demitido ou teria o salário cortado?”, questionou Fuad.

Como resposta, Engler afirmou que seu trabalho deveria ser avaliado pela produtividade e lembrou do projeto de sua autoria que congelou o IPVA para os mineiros em 2022.

Na sequência, o candidato do PL retomou temas que sua campanha trouxe na reta final e cuja veiculação na TV e em redes sociais foi derrubada pela Justiça Eleitoral.

“O senhor me acusa de praticar fake news. O senhor escreveu ou não o livro ‘Cobiça’, erótico, pornográfico e que descreve um estupro coletivo de uma criança de 12 anos?”, questionou o deputado estadual, antes de ler um trecho do livro.

Fuad disse que essa é mais uma “fake news” do candidato do PL e reforçou que estava no debate para discutir propostas, não um livro.

Engler ainda citou uma feira de quadrinhos promovida pela prefeitura. Ele afirmou que foram expostos livros de “teor sexualmente explícito” em um local que tinha excursões escolares.

O mesmo assunto foi alvo de um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), apoiador de Engler, e que foi derrubado por decisão na Justiça nesta sexta-feira (25).

Fuad afirmou que a feira é organizada na cidade desde 1999 e que as crianças não tinham acesso aos locais em que livros de teor adulto ficavam.

“O senhor já perdeu 40 ações na Justiça, todas porque mentiu. Perdeu o tempo de TV de hoje e de amanhã por isso”, disse o candidato do PSD.

As trocas de acusações entre os candidatos fizeram com que o período de propaganda eleitoral, que iria até sexta, fosse estendido para o sábado para dar conta dos direitos de resposta dos candidatos.

A partir do segundo bloco, os dois abordaram mais questões relacionadas ao dia a dia da cidade.

Uma delas foi o transporte público, assunto que marcou toda a campanha deste ano, já que o próximo prefeito será o responsável por renovar o contrato de concessão de ônibus.

Os ataques, porém, também apareceram, quando Engler lembrou que o prefeito recebeu doações eleitorais de empresários do setor. Já Fuad disse que o adversário recebeu doações de mineradores e afirmou ser o primeiro prefeito a enfrentar as empresas de ônibus na cidade.

Ainda foram alvos de embates temas relacionados à segurança pública, educação e propostas para favelas.

Na reta final do encontro, a audiência viu um raro momento de concordância entre os candidatos. Engler reconheceu a qualidade da alimentação que é servida nas escolas municipais e questionou por que ela não era disponibilizada aos finais de semana. Fuad admitiu que a sugestão do adversário é “boa, inteligente”.

Em uma campanha marcada também pelos padrinhos, principalmente pelo lado de Engler, o nome do PL não citou em nenhum momento um de seus principais apoiadores, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas falou duas vezes o nome do presidente Lula (PT).

“O senhor [Fuad] apoiou o maior mentiroso da história, que é o Lula, e é apoiado por ele, apesar de esconder”, disse Engler.

Já o prefeito disse que tem diálogo com o governo federal e afirmou temer que Engler, caso eleito, poderia “isolar Belo Horizonte”.



Leia Mais: Folha

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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