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“Decidi não lutar mais. Deixo tudo para ele e mudo de região”
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2 anos atrásem

“Se eu me casei, não foi para me divorciar”, diz com um suspiro Alexa Boden-Reider, 53, envolvida há dois anos em um processo de divórcio que está atolado no tribunal. O caso dele é complexo. “Tudo está emaranhado. O meu divórcio é o resultado de muitas coisas, embora existam os ingredientes habituais. » Por “ingredientes habituais”, esta especialista em comunicação entende as infidelidades do marido e a má gestão da agência, que ela lhe entregou após o nascimento do primeiro filho.
Quando ela o questiona, em 2014, após quatorze anos de vida de casada, “ele reconhece tudo, tanto sua infidelidade quanto o fato de que (o casal tem) 1 milhão de euros fora (dívida corporativa) “. “Ele vai ao psicólogo e eu perdôo, quero salvar meu casamento. » Apesar dos seus esforços para recuperar a empresa, a Covid-19 irá afectar a sua actividade. “Ele então sugeriu que eu saísse de Paris para começar tudo do zero. Aceito. Rapidamente encontrou emprego e ali, durante a noite, deixou-me sozinho numa cidade perdida no meio do campo com três filhos e uma dívida de 500 mil euros. O horror. »
Quanto mais os casais estabelecem laços através do trabalho, do patrimônio, da propriedade, dos filhos, “mais coisas haverá para desvendar”, concorda Marc Miguet, advogado da Ordem dos Advogados de Hauts-de-Seine, que recomenda, sempre que possível, optar pelo divórcio amigável, ou seja, sem comparecer perante o juiz, mas sendo representado por um advogado. Esta fórmula faz “menos danos”, segundo ele, e é muito mais rápido que os divórcios contenciosos (com juiz): três a quatro meses, em média, para os primeiros, contra 28 meses para os segundos, segundo os últimos dados do Ministério da Justiça para ano 2020. Dos 130.000 divórcios estimados anualmente em França (já não existem estatísticas completas, uma vez que a apresentação ao juiz já não é obrigatória), a percentagem de divórcios amigáveis seria de 55%. Em 2023, ocorreram 62.262 divórcios perante um juiz, segundo dados do Ministério da Justiça.
“Meu marido me disse que eu iria acabar em uma favela”
Quando se trata de comparecer perante um juiz, você precisa ser paciente. “Em Pontoise, às vezes é preciso esperar mais de um ano antes de ter uma primeira audiência no tribunal”, relata Marion Delplanque, advogada da Ordem dos Advogados de Paris. “Em Nanterre é um desastre, aponta seu colega de Hauts-de-Seine. Não creio que haja nada pior, excepto talvez a Nova Caledónia. Temos apenas doze juízes, quando precisamos do dobro. Supondo que o processo seja iniciado hoje, o divórcio não poderá ser finalizado antes do início de 2028. As pessoas estão sofrendo. Quando eles entram em meu escritório, meu primeiro instinto costuma ser entregar-lhes um lenço de papel. »
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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