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Degradação da amazônia é a maior em 15 anos – 25/10/2024 – Ambiente

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Vinicius Sassine

A degradação da floresta amazônica em 2024, entre janeiro e setembro, chegou a 26.246 km2, um índice nunca registrado em 15 anos de medição do SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento), da ONG (organização não governamental) Imazon.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (25). As áreas equivalem em tamanho a 17 cidades de São Paulo.

No mesmo período em 2023, as áreas degradadas na amazônia somaram 1.922 km2. O aumento, portanto, foi de 1.265%.

Degradação é um indicador usado para se referir aos impactos causados na floresta pelas queimadas e pela exploração de madeira. É diferente do desmatamento, que se trata do corte definitivo de uma área antes preservada.

Uma área degradada pode alimentar ciclos de fogo na amazônia e passar a ser mais emissora do que sumidora de carbono.

No primeiro ano do governo Lula (PT), houve redução do desmatamento da amazônia, mas levantamentos como os feitos pelo Imazon mostram a explosão da degradação da floresta.

A Folha questionou O MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) sobre os dados do Imazon e aguarda a resposta.

Em 2024, de janeiro a setembro, satélites usados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registraram 104,6 mil focos de calor na amazônia. No ano passado, no mesmo período, foram 57,9 mil focos.

O ano de 2024 foi mais um ano de crise climática e seca extrema na região amazônica, com rios em níveis mínimos, nunca registrados, na porção ocidental do bioma; ondas de fumaça; e chuvas escassas. Em comparação a 2023, a seca se mostrou ainda mais danosa, especialmente em razão da maior quantidade de queimadas incontroláveis na floresta, associadas ao desmatamento ou não.

Setembro foi o mês em que houve explosão das áreas degradadas, segundo os registros do Imazon. Dos 26.246 km2 degradados no ano, 20.238 km2 foram registrados em setembro.

A degradação está associada diretamente ao fogo, segundo o instituto. O recorde anterior foi registrado de janeiro a setembro de 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (PL), com 6.869 km2 de áreas degradadas.

O Pará responde por mais da metade da degradação em setembro de 2024. Dos dez municípios que mais degradam, sete são paraenses. A lista é encabeçada por São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte e Novo Progresso, onde há dominância de grilagem, desmatamento, queimadas e exploração ilegal de ouro.

No Pará estão ainda as unidades de conservação (APA Triunfo do Xingu, Floresta Nacional do Jamanxim, APA do Tapajós e Floresta Nacional de Altamira) e as terras indígenas (Kayapó e Xicrin do Cateté) com maiores áreas degradadas na amazônia.

A Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará, é a que tem a maior área ocupada pelo garimpo ilegal de ouro, entre os territórios tradicionais brasileiros. Neste ano, o território sofreu com a explosão de queimadas, que podem estar associadas diretamente aos garimpos.

A reportagem questionou o governo do Pará sobre os dados e aguarda resposta.

Depois do Pará (57%), no ranking da degradação em setembro, aparecem Mato Grosso (25%), Rondônia (10%) e Amazonas (7%).

O levantamento do Imazon aponta ainda um aumento do desmatamento da amazônia nos últimos meses. Já são quatro meses seguidos com alta do desmate.

Em setembro, o desmatamento foi de 547 km2, uma leve alta em relação a setembro de 2023. De janeiro a setembro, a perda de vegetação foi de 3.071 km2, uma quantidade menor do que a verificada no mesmo período em 2023, conforme os dados do Imazon. A maior parte do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob posse.

O principal indicador para desmatamento da amazônia é oriundo do Prodes (Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite), do Inpe, que usa dados consolidados. Entre agosto de 2022 e julho de 2023, o desmatamento foi de 9.064 km2, uma queda de 21,8% em relação ao período anterior.

Degradação da amazônia de janeiro a setembro (por ano, em km2)

2009: 1.932

2010: 3.044

2011: 3.910

2012: 967

2013: 656

2014: 1.473

2015: 1.638

2016: 6.750

2017: 4.032

2018: 892

2019: 2.553

2020: 4.506

2021: 1.588

2022: 6.869

2023: 1.922

2024: 26.246

Fonte: Imazon



Leia Mais: Folha

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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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