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Dentro da ‘fortaleza’ onde o presidente cassado da Coreia do Sul aguarda seu destino | Coréia do Sul
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Raphael Rashid in Seoul
Rolos de arame farpado cercam o perímetro da residência presidencial da Coreia do Sul, onde o líder acusado de impeachment Yoon Suk Yeol transformou sua casa no topo de uma colina em um reduto urbano contra a prisão.
O complexo no exclusivo bairro de Hannam-dong, na capital, anteriormente sede de recepções e banquetes diplomáticos, tornou-se a linha de frente de uma crise política sem precedentes.
Abrangendo 15.000 metros quadrados em uma área às vezes apelidada de “Beverly Hills da Coreia”, a residência fica entre as casas de magnatas dos negócios, embaixadas estrangeiras e estrelas do K-pop, incluindo membros do BTS.
A mídia local e os políticos da oposição passaram a chamar a propriedade de “fortaleza” inexpugnável desde que o parlamento votou pelo impeachment de Yoon. sua breve declaração de lei marcial em dezembro.
A residência do ex-ministro das Relações Exteriores, amplamente reformada após Yoon realocado de forma controversa o gabinete presidencial em 2022, está agora repleto de medidas de segurança, incluindo postos de controlo e filas de autocarros que formam barreiras defensivas.
Yoon enfrenta acusações de insurreição após a sua surpreendente declaração de lei marcial em dezembro, quando enviou tropas para cercar o Parlamento. O decreto durou apenas seis horas antes de ser anulado, mas provocou o seu impeachment pelos legisladores e levou os investigadores a pedirem a sua prisão – o primeiro mandado deste tipo contra um presidente sul-coreano em exercício.
Na terça-feira, um tribunal de Seul prorrogou a validade do mandado, dando aos investigadores mais tempo para tentarem a sua detenção.
Yoon escolheu o complexo depois de criticar a centenária Casa Azul por ser um símbolo da exuberância imperial, sendo o primeiro líder sul-coreano na história moderna a recusar-se a viver lá. Quando anunciou pela primeira vez a dispendiosa mudança, enfrentou acusações de que a escolha foi influenciada pelos xamãs e pelo feng shui – a localização da residência entre a montanha Namsan e o rio Han é considerada especialmente auspiciosa pelos praticantes da arte antiga.
Em tempos mais felizes, Yoon recebeu dignitários estrangeiros, incluindo o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, no interior do edifício. Agora é um santuário sitiado.
Na semana passada, o gabinete presidencial apresentou queixas criminais contra três grandes emissoras e um canal do YouTube por filmarem ilegalmente o complexo, que é designado como instalação militar restrita.
O YouTuber causou sensação ao capturar imagens que pareciam mostrar a primeira-dama Kim Keon Hee passeando com um de seus cachorros brancos e fofinhos no local durante uma tentativa de prisão.
À medida que a crise política avança, a esposa de Yoon tem se mantido discreta com seus seis cães e cinco gatos, enquanto o presidente recebe poucos visitantes além de sua equipe jurídica.
O casal comemorou seu 64º aniversário discretamente em casa logo após seu impeachment, com apoiadores supostamente enviando flores e milhares de cartas para seu escritório.
Enquanto os investigadores avaliam as suas opções para executar o mandado de detenção, o antigo chefe do conselho nacional de trabalhadores da polícia, Min Gwan-gi, sugeriu na rádio que poderão ser necessários helicópteros e forças especiais para violar as defesas do complexo.
Apesar da incerteza sobre o paradeiro de Yoon, Oh Dong-woon, chefe do gabinete de investigação de corrupção para funcionários de alto escalão, disse que iriam “preparar-se completamente” para a segunda tentativa de prisão. A polícia diz que está rastreando a localização de Yoon, informou Yonhap, sem revelar onde ele está.
Fora dos portões do complexo, duelos de protestos continuar entre os apoiantes que mantêm uma vigília 24 horas por dia e os opositores que exigem a sua prisão.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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