POLÍTICA
Deputado quer informações dos Correios sobre risco…
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10 meses atrásem
Nicholas Shores
O deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP) apresentou um requerimento para que a Comissão de Trabalho da Câmara peça aos Correios, “em caráter de urgência e de forma contínua”, informações sobre as medidas que a direção da empresa está adotando “para enfrentar os riscos de colapso financeiro e operacional”.
Ao demandar “esclarecimentos detalhados sobre a atual situação administrativa e financeira da estatal, diante das graves denúncias e evidências de instabilidade que vêm sendo amplamente noticiadas”, Motta cita notas do Radar sobre o rombo no caixa da operadora de planos de saúde da estatal e o alerta da Associação de Profissionais dos Correios (Adcap) para o cenário de “pré-insolvência” na empresa.
Para ser enviado aos Correios, o pedido de informações precisa ser aprovado em reunião da Comissão de Trabalho. Se isso acontecer, o presidente da estatal, Fabiano Silva dos Santos, terá prazo de trinta dias para responder aos questionamentos, sob pena de ser enquadrado em crime de responsabilidade.
Em seu requerimento, Motta busca saber se a direção da estatal “reconhece publicamente a gravidade da situação de caixa pela qual vem passando e os impactos disso sobre os trabalhadores” e “por que não estão sendo divulgados, de maneira acessível e periódica, dados atualizados sobre pagamentos de salários, encargos trabalhistas, contribuições previdenciárias e fundiárias, bem como sobre a situação contratual do plano de saúde dos empregados”.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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