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Deputados elevam salário e discutem reajuste para Tarcísio – 10/01/2025 – Poder
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Victória Cócolo, Joelmir Tavares
Os 94 deputados estaduais de São Paulo terão reajuste no salário a partir de fevereiro e passarão a receber o valor bruto de R$ 34,7 mil por mês. A cifra está cerca de R$ 200 acima dos ganhos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas a Assembleia Legislativa também deverá discutir um aumento para ele.
A atualização dos vencimentos dos deputados foi definida em dezembro de 2022, quando eles próprios aprovaram o reajuste de 37,3% de maneira progressiva, com atualizações periódicas entre 2023 e 2025.
Na época, recebiam R$ 25,3 mil, o mesmo valor de 2016, e buscavam repor a inflação. A Constituição paulista estabelece que o salário dos deputados estaduais deve ser o equivalente a até 75% da remuneração dos deputados federais —que em fevereiro terão salário de R$ 46,3 mil.
Um projeto de lei apresentado pela Mesa Diretora da Alesp no mês passado, e que ainda não foi votado, prorroga para 2025 a remuneração do governador, do vice e dos secretários. Na sequência, o deputado Carlão Pignatari (PSDB), que é da base do governo, registrou um substitutivo do texto que prevê a concessão de um reajuste de 9,68% dos ordenados.
No caso de Tarcísio, se a proposta de novos valores para 2025 for aprovada, o total bruto passará de R$ 34,5 mil para R$ 37,9 mil.
Como o salário do governador representa o teto de remuneração do funcionalismo, uma atualização provocará um efeito cascata, com elevação para outras categorias de servidores, já que o limite de remuneração ficará mais alto. O projeto de lei tramita em regime de prioridade. A Casa está em recesso e retomará as atividades no próximo mês.
Hoje os deputados estaduais recebem R$ 33 mil. Como a legislação de São Paulo não vincula o salário deles ao do governador, mas, sim, ao dos deputados federais, não há inconstitucionalidade no fato de passarem a receber mais do que Tarcísio.
O substitutivo de Pignatari defende a valorização dos servidores e afirma que a inflação dos últimos dois anos, após ter acontecido o último reajuste, acumulou 9,68%. Com isso, “milhares de funcionários públicos têm sua remuneração corroída pela inflação sem a devida recomposição”.
O texto diz ainda que o governo teve “incremento de receitas, preponderantemente tributárias” e que “é perfeitamente razoável e realizável em termos de contas públicas” o reajuste para o governador, o vice e os secretários.
“A lógica do governo, além de reajustar tarifas públicas anualmente e obter aumentos expressivos de receita tributária em 2024, mais de R$ 16 bilhões acima das expectativas, e acréscimos de R$ 28 bilhões em relação ao arrecadado em 2023, ou +12,5% […], deveria também contemplar a política de vencimentos de todo o funcionalismo”, afirma.
Procurado, o deputado não se manifestou sobre o assunto.
Lideranças da Casa ouvidas pela reportagem afirmaram que o projeto ainda não foi discutido pela Mesa Diretora, órgão que comanda todas as atividades administrativas e parlamentares da Alesp, e que o reajuste ainda precisa ser debatido com a gestão Tarcísio.
Membros do próprio governo estadual, ouvidos em reserva, acreditam ser provável que o aumento seja levado a votação para corrigir a situação pouco usual, que é o chefe do Executivo receber menos do que os membros do Legislativo.
O governo Tarcísio tem entre as principais bandeiras o enxugamento da máquina pública. Em 2023, a administração conseguiu aprovar uma reforma administrativa para reestruturar cargos em comissão, tendo como justificativa tornar a máquina pública menos cara e mais eficiente.
Salários de deputados estaduais e da cúpula do Executivo em SP
Deputados
Atual: R$ 33 mil
A partir de fevereiro: R$ 34,7 mil
Governador
Atual: R$ 34,5 mil
Proposta do substitutivo: R$ 37,9 mil
Vice-governador
Atual: R$ 32,8 mil
Proposta do substitutivo: R$ 36 mil
Secretários
Atual: R$ 31,1 mil
Proposta do substitutivo: R$ 34,1 mil
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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