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POLÍTICA

‘Desistência voluntária’: O enrosco jurídico dos militares golpistas

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Laryssa Borges

Embora não se saiba qual estratégia de defesa possa surtir efeito no processo que apura a participação de Jair Bolsonaro e de outras 36 pessoas em planos para dar um golpe de Estado, militares encrencados começaram a estudar saídas jurídicas que tentem minimizar a participação na conspirata que anularia as eleições de 2022 e garantiria a permanência do ex-presidente no poder.

Diante de farta documentação que mostra que havia um planejamento para matar o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin e outro para sequestrar e assassinar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, uma das teses aventadas pelas defesas é a chamada desistência voluntária.

Partindo da hipótese de que, mais do que atos preparatórios, a provável denúncia do procurador-geral da República Paulo Gonet concluirá que Bolsonaro e os demais indiciados de fato começaram a executar um golpe, parte dos militares pretende alegar que se o agente começou a execução e depois desistiu, ele responde pelos atos praticados até aquele momento, o que seria bem mais leve do que efetivamente concretizar uma ruptura institucional.

Não será tarefa fácil porque, embora juridicamente defensável, a estratégia implica, ainda que para fins de argumentação, que os militares admitam que cogitaram dar um golpe e que depois se desmobilizaram.

“Bolsonaro saiu do país sem ter praticado nada. Isso se chama desistência voluntária. Bolsonaro tinha as tropas na mão, poderia decretar Estado de Sítio, poderia fazer uma série de coisas e não fez nada”, disse, sob reserva, um dos advogados.

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Elevando ainda mais a tensão, o general Mario Fernandes, apontado como autor dos planos para matar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, trocou de defensor recentemente e gerou a especulação de que pode seguir os passos do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e firmar um acordo de colaboração com a Justiça.

Com situação jurídica mais complexa, Fernandes está “transtornado”, relatam pessoas que conversaram com ele, e seus parentes buscam soluções para aliviar a situação. A defesa, ao mesmo por enquanto, garante que deleção premiada não está entre as opções.

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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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