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Direção do IAPEN apura denúncias de tortura após morte de carcereiro

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Direção do IAPEN abre sindicância e deve ouvir 35 presos para apurar denúncias de tortura após morte de carcereiro no interior do Acre.

Visitas devem normalizar neste sábado (30), segundo a unidade. Movimentou começou após a execução de um agente.

A rotina de visitas de familiares de presos no presídio Manoel Néri, em Cruzeiro do Sul, devem normalizar a partir de sábado (30). Há quase um mês, agentes penitenciários decidiram restringir as visitas após a execução de um colega de trabalho.

Gilcir Silva Vieira, de 38 anos, foi executado a tiros de pistola, no km 2 da AC-405, em Cruzeiro do Sul. Os tiros atingiram as pernas, braço e cabeça.

Um dia após o crime, Paulo Alves Barros, de 23 anos, e José Jeferson Alves foram presos e alegaram que receberam ordens para matar um integrante de facção rival que tinha as mesmas características do agente.

O período de luto dos agentes também suspendeu algumas regalias aos presos.

“As restrições de visitas continuam até o dia 30. Normalmente os presos têm direito a visita familiar de três pessoas e neste período de luto está sendo permitido somente uma pessoa por preso. Passado os 30 dias, retornaremos a rotina normal”, explicou o diretor da unidade, Saulo Santos.

Além disso, no começo de junho, familiares divulgaram fotos de presos machucados, alegando que eles teriam sido torturados pelos agentes após a morte do carcereiro. O G1 chegou a receber uma carta com as mesmas alegações.

 Em carta, presos denunciam agressões e ‘corredor da morte’ em presídio do interior do Acre (Foto: Reprodução)

Em carta, presos denunciam agressões e ‘corredor da morte’ em presídio do interior do Acre (Foto: Reprodução)

Os presos chegaram a informar que foi formado um “corredor da morte”, onde passavam e eram torturados. Santos disse uma sindicância foi aberta para apurar as denúncias.

“A justiça esteve aqui, foi realizado exame de corpo de delito nos presos que relatavam ter sido agredidos. Depois abrimos um processo de sindicância interno para investigar o que houve. A sindicância vai coletar depoimentos dos profissionais que estavam de serviço no dia e também dos presos que alegaram ter sido agredidos”, disse.

O processo de investigação interno deve durar ainda seis meses, segundo o diretor. “Geralmente a sindicância tem prazo de 90 dias, mas temos que ouvir muita gente. São 35 presos a serem ouvidos e cerca de 60 agentes que estavam na unidade no dia do fato”, enfatizou. Por G1Ac.

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