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É falso vídeo que promete benefício para quitar dívidas por até R$ 70
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2 anos atrásem
CONTEÚDO MISTURA IMAGENS DA CNN, DA GLOBO E DO FEIRÃO SERASA LIMPA NOME PARA APLICAR GOLPE FINANCEIRO
O que estão compartilhando: que um benefício para limpar o nome ajuda brasileiros a quitar dívidas por menos de R$ 70. Para consultá-lo, as pessoas devem clicar em um link em uma publicação no Facebook.
Card Limpa Nome 70
Foto: Reprodução/Facebook / Estadão
O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. O site indicado na postagem não é o oficial da Serasa. A postagem usa imagens de um feirão promovido pela empresa chamado Feirão Limpa Nome. Embora seja possível conseguir desconto de até 99% no valor do débito, isso não significa que a dívida será paga com menos de R$ 70. O vídeo também tira de contexto imagens da CNN, da TV Globo e de edições anteriores do feirão. Em nota, a Serasa Experian disse que o site não pertence à empresa e que a logomarca foi usada indevidamente.
Saiba mais: O Feirão Limpa Nome da Serasa está na 32ª edição e permite que pessoas com o nome sujo possam quitar seus débitos e recuperar o crédito. Para isso, são montadas tendas presenciais em algumas capitais brasileiras. Os interessados também podem fazer a negociação online, pelo site, app ou WhatsApp do Serasa, ou em mais de 10 mil agências parceiras dos Correios.
No site oficial, o Serasa alerta para que as pessoas não caiam em golpes e estejam sempre atentas ao endereço do site oficial (serasa.com.br). É importante verificar também se os telefones são os divulgados pela empresa para a negociação: (11) 9 9575-2096 ou (11) 3003-6300. É possível ainda validar o boleto ou a chave Pix indicada para o pagamento no próprio site ou app. Neste endereço, o consumidor pode denunciar páginas falsas e golpes.
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Post mistura conteúdos e usa inteligência artificial
Logo no início do vídeo, o jornalista Iuri Pitta, da CNN, parece dizer que chegou o último dia para obter o benefício de limpar o nome. Segundo a narração, os brasileiros podem pagar suas dívidas por até R$ 70, o que é falso. O Verifica já desmentiu essa mesma promessa outra vez.
A imagem que aparece na tela realmente é de Iuri, mas a voz apenas imita a fala dele – não há coordenação entre a narração e o movimento dos lábios. O Verifica submeteu o áudio à ferramenta de detecção de inteligência artificial Hiya/InVID, que apontou haver fragmentos de áudio gerados artificialmente no vídeo.
Outro indício de que o vídeo é uma montagem é o fato de a vinheta do Jornal da Globo, da emissora concorrente, aparecer logo após a imagem de Iuri.
O banner ao fundo do balcão do feirão tem a mesma identidade visual do evento realizado pelo Serasa em 2022. Já os depoimentos das pessoas que conseguiram quitar as dívidas são reais, mas não fazem parte de reportagens da CNN, nem da TV Globo: foram retirados de vídeos publicados pelo canal da Serasa no YouTube em 2022 e 2023.
Também não é verdade que todas as pessoas que forem ao feirão conseguirão pagar suas dívidas por menos de R$ 70. O Feirão Limpa Nome oferece parcelamento e descontos de até 99% nos débitos, mas isso varia de acordo com as condições de pagamento de cada pessoa e com o que for negociado.
Isso fica evidente nos próprios exemplos utilizados no vídeo: o primeiro depoimento é de um homem de Salvador (BA) que quitou uma dívida de R$1,7 mil por R$ 81. O segundo, de uma mulher do Rio de Janeiro (RJ) que pagou R$ 78 para limpar o nome, que estava sujo por causa de uma dívida de R$ 2 mil. O último mostra uma mulher de Salvador que devia R$ 9 mil e conseguiu quitar o débito por R$ 58.
Em outros vídeos publicados no canal oficial do Serasa, há débitos quitados por valores bem mais altos: em Manaus (AM), um homem pagou R$ 4,5 mil para quitar uma dívida inicial de R$ 145 mil. Em Belo Horizonte (MG), outro homem disse ter pago R$ 1,8 mil por um débito de R$ 8 mil.
Link leva a site diferente do original e que está fora do ar
No site do Feirão, a Serasa alerta para golpes e fraudes e indica alguns passos para que os interessados em pagar seus débitos não caiam em fraudes. Um deles é verificar se a negociação está sendo feita pelo canal correto: o site oficial (serasa.com.br) ou o app, no caso de negociação online.
Também é possível ver se alguém está tentando aplicar um golpe por telefone ou pelo WhatsApp: os números oficiais de contato são o (11) 9 9575-2096 ou 3003-6300. Por fim, após receber um boleto ou uma chave Pix para fazer o pagamento, é importante validá-los antes de pagar. No site, é possível usar o validador de boleto e Pix, que vai indicar se eles pertencem de fato à empresa.
No caso do post investigado, o site não tem o endereço e nem mesmo o nome do Serasa: se chama Oferta Cred e leva a um endereço indisponível com final “.me”, ou seja, diferente do original.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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