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‘É uma tarefa monstruosa’: o abate de furões e ratos pode salvar uma das maiores colónias de aves marinhas do Reino Unido? | Pássaros

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Karen McVeigh on Rathlin Island

TOs dramáticos penhascos, penhascos e montanhas da Ilha Rathlin, no condado de Antrim, erguem-se mais de 200 metros acima do Oceano Atlântico e abrigam uma das maiores colônias de aves marinhas do Reino Unido, incluindo centenas de papagaios-do-mar ameaçados de extinção, atraindo até 20.000 observadores de pássaros e turistas por ano.

Num dia espetacularmente ensolarado de setembro, as falésias estão desprovidas de pássaros, com os papagaios-do-mar já tendo feito a sua migração anual para passar os meses de inverno no mar. Em vez disso, os penhascos de Rathlin estão repletos de figuras amarradas em arreios e mochilas abarrotadas, dirigidas de cima por um montanhista escocês, através de um walkie-talkie.

Eles fazem parte de uma excelente equipe de 40 cientistas, pesquisadores, conservacionistas e voluntários que esta semana colocarão os primeiros alimentos envenenados nas estações de iscas projetadas para matar os ratos da ilha. É a fase final do um projeto de £ 4,5 milhões para erradicar os principais predadores que se acredita estarem afetando a colônia de papagaios-do-mar da ilha. Os furões foram erradicados na primeira fase e já se passou um ano desde o último avistamento confirmado. O número de papagaios-do-mar diminuiu 74% aqui entre 1991 e 2021, de acordo com um estudo da UE.

Aves que fazem ninhos no solo, como papagaios-do-mar, correm maior risco com ratos e furões. Fotografia: Ashley Bennison/Alamy

“É uma tarefa monstruosa”, diz Stuart Johnston, diretor de operações da Climbwired International Ltd, que treina cientistas e pesquisadores para acessar áreas remotas por corda. “Alguns dos penhascos mais altos do Reino Unido encontram-se nesta ilha. Não podemos descer de rapel destas falésias, pois são basálticas e lateríticas e muito quebradiças. Temos que ir por baixo, é aí que entra o montanhismo.”

Johnston e sua equipe prepararam o terreno para este evento no ano passado como parte do Projeto Bote Salva-vidasuma parceria entre a UE e o National Lottery Heritage Fund que inclui a RSPB da Irlanda do Norte e a associação comunitária local. Ele aponta um fio de segurança horizontal de aço inoxidável, que atravessa o meio dos penhascos de Knockans, com 150 metros de altura, no qual os alpinistas são presos para evitar que caiam no Atlântico ao colocar as armadilhas. As armadilhas, ou “estações de isca” projetadas para ratos, são tubos de plástico, equipados com fios para impedir a entrada de corvos, coelhos e outras espécies não-alvo.

Durante os próximos sete meses, faça chuva, neve ou faça sol, os escaladores escalarão cada penhasco, penhasco e pilha, carregando as armadilhas com veneno, enquanto outros cobrirão os campos, florestas, jardins e outros terrenos. “As saliências estão cheias de cocô de pássaros e estão apenas se misturando”, diz Johnston. “As pilhas estão cheias de ratos.”

Os ratos provavelmente chegaram em barcos há séculos, e os furões foram soltos deliberadamente para controlar os coelhos. Ambos se alimentam de aves marinhas e das suas crias e, até ao ano passado, quando quase 100 furões foram capturados e mortos na primeira fase do projecto, eles estavam por todo o lado.

Stuart Johnson, cuja empresa treina cientistas e pesquisadores para acessar áreas remotas por corda. Fotografia: Paul McErlane/The Guardian

Erradicar ratos e outros animais invasores das ilhas é uma das ferramentas mais eficazes para proteger a vida selvageme tem uma taxa de sucesso de 88%, levando a aumentos dramáticos na biodiversidade, de acordo com um estudo de 2022 que analisou dados armazenados no Banco de Dados de Erradicações de Espécies Invasoras Insulares.

No início de Outubro, 6.700 armadilhas, uma a cada 50 metros quadrados – o tamanho do território de um rato – tinham sido colocadas num padrão de grelha ao longo da ilha de 3.400 acres (1.400 hectares). Agora eles estarão carregados de veneno.

Liam McFaul, diretor da RSPB, que nasceu e cresceu em Rathlin, que tem uma população de 150 habitantes, nos mostra os penhascos e as pilhas do West Light Seabird Center e seu farol “de cabeça para baixo”.

Abaixo da plataforma de observação, duas focas jazem na praia de paralelepípedos, sob os penhascos salpicados de guano. “No verão, você não consegue ver a rocha em busca de guillemots, todos eles se aglomeram em uma área”, diz ele. Cerca de 200 mil auks (uma família de pássaros que inclui guillemots, papagaios-do-mar e razorbills) nidificam aqui, diz ele, e 12 mil casais reprodutores de gaivotas.

Alpinistas profissionais auxiliam os membros do projeto Life Raft ao longo das perigosas áreas dos penhascos da ilha. Fotografia: Paul McErlane/The Guardian

“Os papagaios-do-mar vêm do final de abril a julho. Eles encontram o mesmo parceiro todos os anos. São notoriamente difíceis de contar porque nidificam em tocas no solo, o que também os torna vulneráveis.”

Anos atrás, eles costumavam fazer ninhos no “avental” gramado no topo das falésias, mas agora se limitam a áreas mais baixas e mais inacessíveis, uma mudança de comportamento que McFaul acredita ser devida ao fato de ratos e furões chegarem aos aventais. Certa vez, ele avistou um furão em uma toca de papagaio-do-mar perto da praia e rapidamente organizou um barco e uma armadilha para pegá-lo. Quando chegou, 27 papagaios-do-mar mortos jaziam nas pedras.

Em Rathlin, apenas um em cada três filhotes de papagaio-do-mar sobrevive, em comparação com dois em cada três nas ilhas livres de ratos, de acordo com a RSPB. As aves que nidificam no solo, como os papagaios-do-mar e os cagarros-manx, estão em maior risco.

Murres comuns em uma pilha marítima na Ilha Rathlin. Fotografia: Arthur Morris/Getty Images

“Tivemos um sério declínio nas cagarras Manx nos últimos 15 anos”, diz McFaul. “Eles podem estar à beira da extinção na ilha. Restam apenas um ou dois nos penhascos remotos ao norte.”

O irmão de Liam, Jim McFaul, 75 anos, um agricultor em Rathlin, diz que os céus acima da ilha se acalmaram gradualmente desde a década de 1990 e início de 2000, devido a múltiplas ameaças, incluindo mudanças nas práticas agrícolas. “Eu adorava ouvir narcejas ao entardecer e ao anoitecer”, diz ele. “É como um som de bateria. Você quase não ouve isso agora. O codornizão era outro – você não conseguia dormir para eles, eles ligavam e respondiam um ao outro a noite toda.”

Ele espera que o programa de erradicação ajude as aves, bem como os agricultores. “Por causa dos furões, ninguém conseguia criar aves. Eles são como raposas. Eu prendi dezenas deles, alguns tão grandes quanto gatos-varas.”

Diretor da RSPB, Liam McFaul, no West Light Seabird Center. Fotografia: Paul McErlane/The Guardian

O projeto continuará até 2026, quando a esperança é que todos os furões e ratos tenham desaparecido. Depois disso, as medidas de biossegurança continuarão, incluindo a formação dos operadores de ferry sobre como minimizar os riscos de roedores a bordo, como a remoção de alimentos, a inspeção da alimentação animal e a monitorização cuidadosa dos navios.

Woody, um labrador retriever de dois anos treinado para detectar fezes de furões, foi trazido à ilha este ano para ajudar a identificar quaisquer animais invasores e monitorar o sucesso do projeto.

Michael Cecil, presidente da Associação Comunitária e de Desenvolvimento de Rathlin e capitão da balsa, diz que embora algumas preocupações tenham sido expressas sobre a ética de matar furões, bem como o acesso às propriedades necessárias para o projeto, a comunidade foi persuadida dos benefícios. Grande parte da sua economia baseia-se em milhares de visitantes de verão, atraídos pelas aves marinhas.

“Os furões causavam todos os tipos de problemas e as pessoas usavam todos os meios necessários – eram atropelados, afogados, espancados ou baleados com espingardas, o que não era a forma mais humana de os matar”, diz ele. “Isso chegou ao fim agora.

“Não podemos fazer nada sobre o problema mundial mais amplo que as aves marinhas enfrentam, mas esperamos que Rathlin faça a sua parte.”

Ulf Keller com seu cachorro Woody, treinado para procurar furões na ilha. Fotografia: Paul McErlane/The Guardian



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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