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Eduardo Bolsonaro encontra filho de Trump em baile nos EUA – 19/01/2025 – Poder

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Diogo Bercito, Julia Chaib

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido com entusiasmo em Washington por aliados do presidente eleito Donald Trump. No sábado (18), o parlamentar participou de eventos com o alto escalão do Partido Republicano, às vésperas da posse do novo presidente americano.

Questionado sobre a ausência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que não pôde deixar o Brasil por uma decisão da Justiça, ele voltou a comparar a situação no Brasil com a ditadura venezuelana.

“A gente está vendo a mesma ‘lawfare’ que o Trump enfrentou aqui”, afirmou à Folha usando o termo em inglês para “guerra jurídica”. “O Brasil está virando uma piada. Não demora muito as autoridades brasileiras terão o mesmo crédito das autoridades venezuelanas fora do país”, disse.

Bolsonaro tinha pedido autorização para viajar aos Estados Unidos alegando ter sido convidado para a posse de Trump na segunda-feira (20). O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido citando risco de fuga.

Disse, também, que a defesa não comprovou que Trump de fato convidou Bolsonaro para a posse. O passaporte de Bolsonaro está retido devido a investigações —incluindo a de seu suposto envolvimento na trama de um golpe de Estado em 2022.

Eduardo foi um dos organizadores de uma comitiva de deputados conservadores brasileiros que veio a Washington para as celebrações. A lista que circulava tinha cerca de 20 nomes, incluindo Bia Kicis (PL-DF) e Carla Zambelli (PL-SP). Não está claro quantos viajaram de fato.

No sábado, Eduardo participou de uma série de eventos relacionados à posse do republicano, incluindo um jantar oferecido pelo vice-presidente eleito J.D. Vance. Cruzou com alguns dos nomeados de Trump para o gabinete, como Marco Rubio (Departamento de Estado), Robert F. Kennedy Jr. (Saúde) e Vivek Ramaswamy (Eficiência Governamental). Estava ali também Mark Zuckerberg, o CEO da Meta.

Eduardo encerrou a noite no Hispanic Ball, um baile de gala em celebração à comunidade de origem latino-americana e espanhola nos EUA. O evento homenageou o presidente argentino Javier Milei. Além dele, estavam também Juan Guaidó, ex-líder opositor venezuelano, e Santiago Abascal, chefe do partido espanhol de ultradireita Vox.

Trump foi representado por seu filho Donald Trump Jr., que ao descer do palco trocou apertos de mão e abraçou Eduardo Bolsonaro. O deputado brasileiro passou algum tempo tirando fotos com os outros convidados.

“A gente está aqui pela proximidade, pela amizade com o Trump e a família dele, há uma convergência natural de ideias”, disse Eduardo, que parecia apostar em um contexto mais favorável a seu pai sob o novo mandato do republicano. “Novos tempos virão depois de 20 de janeiro.”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não participou do baile hispânico. Ela chegou na noite de sábado aos EUA para presenciar a posse de Trump. Ainda no aeroporto de Washington, ela afirmou à Folha sentir-se triste por seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, não poder comparecer ao evento e reiterou a tese de que ele estaria sendo perseguido pela Justiça brasileira.

O blogueiro Allan dos Santos, investigado pelo STF, também estava na festa. O Supremo determinou a prisão e extradição de Allan em 2021. O pedido foi motivado após a PF apontar suspeitas de crimes contra honra, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Ele já estava nos Estados Unidos e permaneceu para evitar a prisão. No ano passado, o governo dos EUA pediu mais informações às autoridades brasileiras para extraditá-lo, porque o país não aceita o processo com base em crimes considerados de opinião.

À Folha Allan afirmou que nem sequer foi indiciado, que não cometeu crimes e reclamou que seus advogados não tiveram acesso aos autos.

“Até quando vamos tolerar esses inquéritos”, afirmou. Ele disse que não foi e nem será extraditado para o Brasil por não haver razões para isso.

Os hispânicos são um do grupos demográficos que mais crescem no país. Tradicionalmente, são tidos como eleitores democratas, mas há uma guinada rumo aos republicanos. Foram importantes para a vitória de Trump nas eleições presidenciais, que ele disputou com Kamala Harris.

Esgotados, os ingressos para a festa —realizada em um hotel de luxo de Washington— foram vendidos por US$ 250 (o equivalente a R$ 1.500 no câmbio atual). Havia comes e bebes e apresentações musicais, entre elas a do cantor colombiano Gusi e da banda cubana Los 3 de la Habana.

No sábado, a deputada Bia Kicis (PL-DF) participou de um almoço com a presença do presidente do Paraguai, Sebastian Peña, e outras autoridades latino-americanas para debater questões de segurança.

Neste domingo (19), Kicis e outros parlamentares participarão de um “brunch” com um assessor de Donald Trump e depois seguirão para um comício do republicano, marcado para começar às 15h dos EUA (17h em Brasília).

Os parlamentares estão espalhados pela capital. Alguns estão em casas de amigos, outros em apartamentos de aluguel de baixa temporada e nem todos têm a mesma agenda. O cronograma deles também é distinto do de Eduardo Bolsonaro, que tem mais acesso ao entorno de Trump.

Com a transferência da posse para um local fechado, dificilmente eles vão conseguir entrar no Capitólio. Até mesmo Eduardo Bolsonaro não tem certeza se conseguirá.



Leia Mais: Folha

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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