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Eleição EUA: Apuração não acabou 3 dias após o pleito – 08/11/2024 – Mundo

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Embora a vitória do republicano Donald Trump tenha sido projetada na manhã de quarta-feira (6), horas após o fechamento das urnas na noite anterior, a apuração dos votos nos Estados Unidos não havia terminado até esta sexta-feira (8). Na disputa presidencial, os estados de Arizona e Nevada continuam sem a projeção de um vencedor.

Os dois estados são pêndulos, ou seja, aqueles em que não há tradição democrata ou republicana. Vitorioso nos outros cinco estados considerados decisivos, Trump aparecida à frente também no Arizona e em Nevada. No primeiro, o presidente eleito tinha 51% da preferência dos eleitores, ante 47% da democrata Kamala Harris, com mais de 95% das urnas apuradas. No segundo, ele aparecia com 53%, contra 47% de sua adversária, com 77% dos votos contabilizados.

Em Nevada, cerca de metade dos eleitores vota pelo correio, e analistas já diziam que a contagem, embora mais rápida devido a novas tecnologias e regras, poderia levar dias. Cédulas com carimbo postal podem chegar às autoridades até este sábado (9), e eleitores têm até a próxima terça (12) para corrigir erros.

Situação parecida ocorre no Arizona, onde também há tradicionalmente grande número de votos pelo correio. Neste ano, os funcionários precisam contar e relatar as cédulas entregues no dia da eleição antes de processá-las, o que prolonga o processo de apuração.

Com as projeções feitas até esta sexta, Trump tinha angariado 295 delegados para o Colégio Eleitoral —são necessários 270 para a vitória. Kamala tinha 226.

Em 2020, projeções apontaram a vitória do democrata Joe Biden quatro dias após o fim da votação. Segundo analistas, há quatro anos, os sistemas de apuração de votos ficaram sobrecarregados em alguns estados devido à quantidade de votos depositados por correio durante a pandemia da Covid. Além disso, mais pessoas votaram, e a disputa foi mais apertada.

Se a eleição presidencial deste ano está definida, o mesmo não ocorre na disputa à Câmara dos Representantes. Três dias após o pleito, os EUA ainda não sabem qual partido terá controle da Casa. Com 211 deputados republicanos eleitos e 199 democratas, a apuração continuava a passos lentos nesta sexta em 25 distritos, a maioria nos estados da Califórnia e Arizona.

O partido do presidente eleito, Donald Trump, está a sete cadeiras de formar maioria na Câmara, que tem 435 membros. De acordo com a agência de notícias Associated Press, republicanos lideram a disputa em 12 dos 25 assentos cujo vencedor ainda não foi projetado —entretanto, em alguns distritos, como o 47º da Califórnia e o 1º de Iowa, a vantagem é de menos de um ponto percentual.

A disputa é extremamente acirrada —os democratas só perderam três assentos até agora. Ainda assim, analistas consideram que a possibilidade de o partido de Kamala Harris retomar controle da Câmara, que está nas mãos dos republicanos desde as eleições de meio mandato de 2022, é baixa.

No Senado, os republicanos recuperaram o controle pelos próximos dois anos, segundo projeção da agência de notícias Associated Press. O partido, que já ocupava 38 cadeiras que não estavam em disputa, elegeu até o momento 14 senadores. Tem, assim, 52 assentos —o mínimo necessário para maioria na Casa é 51. Os democratas tinham conquistado 45 vagas.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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