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Elon Musk está tentando comprar as eleições nos EUA para Donald Trump. O que ele quer em troca? | Arwa Mahdawi

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Arwa Mahdawi

CBem-vindo ao The Maga Millions: um novo e emocionante concurso no qual você pode ganhar um milhão de dólares se ajudar um bilionário a comprar uma eleição. À medida que o dia 5 de novembro se aproxima, Elon Musk decidiu experimentar algumas táticas interessantes – e possivelmente ilegais – para conseguir o seu amigo. Donald Trump de volta à Casa Branca.

Primeiro: pagamentos em dinheiro. No sábado, Musk anunciou que o “America Pac”, seu comitê de ação política pró-Trump, doará US$ 1 milhão todos os dias até a eleição a um signatário selecionado aleatoriamente de sua petição em apoio à liberdade de expressão e ao direito às armas. Ele já havia se oferecido para pagar aos eleitores registrados em estados indecisos – e apenas aos eleitores registrados em estados indecisos – US$ 47 (£ 36) para assinar a petição, aumentando a oferta na sexta-feira para eleitores registrados na Pensilvânia para US$ 100.

Embora Musk não esteja pagando diretamente às pessoas para votarem, esse acordo é duvidoso o suficiente para levantar muitas sobrancelhas. Rick Hasen, professor de ciências políticas na faculdade de direito da UCLA, disse que “vira para uma compra de votos claramente ilegal”. Certamente não parece estar a um milhão de quilómetros de distância do recente caso de um oligarca na Rússia acusado de canalizando dinheiro para residentes idosos na Moldávia na condição de terem votado não num referendo sobre a adesão à UE (a campanha do sim ganhou uma pequena maioria).

Balançar dinheiro na cara das pessoas não é sutil, mas algumas outras táticas de persuasão relatadas são bem mais tortuosas. Outro grupo financiado por Musk, o Future Coalition Pac, foi visando eleitores em importantes estados indecisos com mensagens contraditórias sobre as políticas de Kamala Harris para o Médio Oriente. Em áreas com grande número de eleitores árabes e muçulmanos, o Pac tem veiculado anúncios digitais enfatizando o quanto Harris apoia Israel. Ao mesmo tempo, tem como alvo os eleitores judeus na Pensilvânia com anúncios alegando que Harris está “agradando” os palestinos.

O dinheiro sempre falou na política americana mas, cada vez mais, não apenas fala – ele grita. Em 2010, a polêmica decisão da Suprema Corte dos EUA Decisão dos Cidadãos Unidos abriu caminho para que empresas e grupos de interesses especiais pagassem quantias ilimitadas de dinheiro em eleições através de Veículos de financiamento do Super Pac. Desde então, uma quantidade impressionante de dinheiro (muito dele obscuro) inundou a política. Os 50 maiores doadores injetaram US$ 2,1 bilhões nas eleições, de acordo com um relatório Análise do Washington Post.

Devo observar que muito dinheiro está indo para Harris. Mas os 50 megadoadores distorcem os republicanos – no valor de 1,4 mil milhões de dólares. Essencialmente, a campanha de Trump está a ser financiada por um punhado de indivíduos influentes que parecem confiantes de que obterão um retorno substancial do seu investimento por parte do Trump descaradamente transacional.

A história sugere que provavelmente o farão. Almíscar tem gastou pelo menos US$ 75 milhões tentando eleger Trump, mas não tanto quanto Miriam Adelson, a viúva do magnata dos cassinos Sheldon Adelsonque doou US$ 100 milhões. Esse número parece basear-se na satisfação com resultados anteriores. O marido dela doou US$ 82 milhões para ajudar Trump e outras campanhas republicanas nas eleições de 2016 e pressionou para que Trump transferisse a embaixada dos EUA em Israel para Jerusalém. Trump entregue. Agora, foi relatado que Adelson quer que Trump apoie publicamente a anexação da Cisjordânia por Israel, o que seu porta-voz negou.

Adelson quer claramente influenciar a política externa de Trump. O que Musk quer? O de sempre: dinheiro e poder. Trump sugeriu que Musk seria “secretário de redução de custos” em sua administração; mesmo que não a título oficial, o bilionário disse que pretende “fazer muito trabalho para melhorar a eficiência do governo”. Presumivelmente, ele quer dizer que direcionaria ainda mais dinheiro do governo para suas empresas do que os bilhões que eles já estão recebendo.

Visto que é de Musk que estamos falando, também podemos esperar que ele gaste dinheiro do governo enganando os contribuintes com manobras estúpidas. Há uma chance diferente de zero, por exemplo, de que ele despoje bibliotecas e use os lucros para atirar em Taylor Swift (a quem ele tem oferecido publicamente para engravidar) para o espaço como vingança por seu endosso a Harris.

Também uma possibilidade: a promulgação da Lei de Protecção do Ego de Elon, segundo a qual qualquer pessoa que não ria das piadas infantis de Musk é condenada a um ano de trabalhos forçados numa das suas fábricas da Tesla. Depois, há o facto de o bilionário odiar o Guardian, que ele descreveu como “o jornal mais insuportável do planeta Terra”. Se Trump ganhar um segundo mandato e a elonificação dos EUA começar, poderei muito bem escrever as minhas futuras colunas a partir de uma prisão em Marte.

Arwa Mahdawi é colunista do Guardian

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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre

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A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.

As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”

Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.

Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.

Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre

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O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.

Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”

Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.

O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.

Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.

Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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