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Em apenas um ano, prefeita de Tarauacá recebeu R$ 217 mil em diárias, reembolsos e salários

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Estima-se que o valor total recebido pela prefeita, em 2021, corresponde ao custo de um trabalhador assalariado durante 197 meses ou 16,4 anos de efetivo trabalho. 

Os dados se referem ao período de janeiro à dezembro de 2021, e constam no Portal da Transparência. As informações revelam que a prefeita recebeu, em 2021, R$ 168 mil de salário, mais R$ 49.884,74 mil, somadas as diárias e reembolsos recebidos. Enquanto isso, candidatos do concurso público do IBRACOP ainda aguardam restituição da taxa de inscrição. Somando tudo, a prefeita recebeu R$ 217.884,74 mil em apenas um ano. 

O jornalismo do Acre.com.br analisou os dados.

A prefeitura de Tarauacá pagou à prefeita, Maria Lucineia Nery de Lima Menezes (PDT), esposa do deputado federal Jesus Sérgio (PDT), durante o ano de 2021, R$34.709,74 mil de ressarcimento por despesas realizadas durante as viagens (veja aqui), mais R$15.175,00 mil em razão do recebimento de 47,5 diárias (clique aqui), totalizando R$ 49.884,74 mil. Além do salário de R$ 168 mil. 

Foi tanto dinheiro, que é difícil até entender a matemática, mas vamos tentar explicar. 

Simplificadamente, em apenas um ano, a prefeita recebeu R$ 217.884,74 mil, sendo:

  • R$ 168 mil em salários relativos à 12 meses de R$ 14 mil;
  • R$ 15 mil referente à 47,5 diárias;
  • R$ 34 mil de reembolso por despesas em viagens para Cruzeiro do Sul (AC), Rio Branco (AC) e Brasília (DF).

O Portal da Transparência informa os dados, porém, não discrimina as despesas e nem disponibiliza as respectivas notas fiscais relativas aos gastos reembolsados.

Foram 13 viagens no total, com 47,5 diárias pagas à prefeita.

DIÁRIAS E REEMBOLSO POR DESPESAS DURANTE VIAGENS

Além do salário mensal de R$ 14 mil reais, a prefeita autorizou o pagamento de diárias e reembolso das suas próprias despesas, realizadas fora do município. A prefeita viajou para Cruzeiro do Sul (AC), Rio Branco (AC) e Brasília (DF), onde o esposo possui apartamento institucional e despesas pagas pelo Congresso Nacional. 

Em 2021, apenas de diárias, a prefeita recebeu o valor de R$ 15.175,00 (quinze mil, cento e setenta e cinco reais). A informação consta no Portal da Transparência.

Mas as quantias recebidas não param por aí. Além desses valores, a prefeita recebeu, a título de ressarcimento por despesas realizadas durante as viagens, por exemplo, mais R$ 18.934,74 mil só para participar do Programa do Ratinho (veja aqui 1, 2, 3, 4), na cidade de São Paulo, conforme detalhamento do empenho nº: 2021080001719, “com o objetivo de difundir a cultura local, com ênfase na produção de farinha, do abacaxi gigante, da cultura dos povos indígenas e tradições locais“, diz o documento (veja aqui).

O cálculo da despesa com a prefeita, em 2021, não para por aí.

Ocorreram, em 2021, quinze empenhos (clique para ver: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15)  e respectivos pagamentos a favor da prefeita, a título de reembolso decorrente de despesas realizadas durante as viagens.

Quer dizer, além de receber as diárias, a prefeita também recebeu mais o ressarcimento por outras despesas efetivadas durante as viagens para Cruzeiro do Sul, Rio Branco e Brasília (DF). 

O Portal da Transparência não discrimina as despesas realizadas. Estima-se que sejam despesas com hospedagem, comida, transporte, etc. Entretanto, não constam notas fiscais ou comprovantes. 

No total, a chefe do Executivo Municipal recebeu R$ 34.709,74 de reembolso, conforme consta no Portal da Transparência da prefeitura de Tarauacá, incluindo o valor de R$ 18.934,74 mil para participar do Programa do Ratinho, no Estado de São Paulo. 

Quanto às diárias recebidas pela prefeita, o valor de R$ 15.175,00 mil corresponde à quase 14 meses de salário e trabalho de um trabalhador assalariado ou terceirizado, como por exemplo, merendeira ou servente de limpeza. O valor, para ser exato, corresponde à 13,7 meses, considerando o salário mínimo vigente no ano de 2021, que era de R$1.100 (um mil e cem reais).

Além das diárias e reembolso pelas despesas realizadas em viagem, a prefeita recebe o salário mensal de R$ 14 mil reais.

O detalhamento das datas e motivos das viagens também constam no Portal da Transparência da prefeitura de Tarauacá. Segundo o que foi informado pela gestão, salvo engano, a prefeita recebeu 47,5 diárias em 13 (treze) viagens:

  • quatro (4) viagens para Brasília-DF, onde ganhou 22 diárias, recebendo R$ 8.800,00 (oito mil e oitocentos reais); em uma única viagem, em 09/11/2021, ganhou 10 (dez) diárias e recebeu R$ 4 mil; em 30/07/2021, com cinco diárias, recebeu R$ 2 mil, por exemplo;
  • duas (2) viagens para Cruzeiro do Sul-AC, onde ganhou 2,5 diárias em cada viagem, recebendo o valor de R$ 1.250,00 (mil duzentos e cinquenta reais);
  • sete (7) viagens para Rio Branco-AC, onde ganhou 20,5 diárias, recebendo o valor de R$ 5.112,00 (cinco mil, cento e doze reais). 

Somando tudo, as 47,5 diárias recebidas em 2021, a prefeita ganhou R$ 15.175,00 mil – conforme informações do Portal da Transparência (baixe aqui). Esse valor seria suficiente para pagar um trabalhador assalariado por mais de um ano. 

Em 2021, o valor de cada diária para fora do Acre era R$ 400,00 (quatrocentos reais); ao passo que diárias dentro do Acre, em 2021, era R$250,00 (duzentos e cinquenta reais).

A redação do Acre.com.br apurou ainda que, no período de 01/01/2021 até 31/12/2021, outros agentes públicos, vinculados ao gabinete da prefeita, especificamente à Casa Civil, também receberam elevadas diárias. Veja abaixo:

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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