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Em Israel, o assassinato de Sinwar traz catarse, se não clareza | Israel

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Bethan McKernan in Jerusalem

ÓNa tarde de quinta-feira, na praia de Tel Aviv, um salva-vidas fez um anúncio através do sistema de transmissão. “Atenção todos os banhistas”, disse ele. “Ainda não está 100% confirmado… mas as chances são muito altas de que o rato dos túneis conhecido como Yahya Sinwar esteja morto.”

Os banhistas imediatamente explodiram em aplausos e gritos, cenas replicadas ao redor Israel durante toda a noite, à medida que surgiam os detalhes do assassinato do líder do Hamas em Gaza.

Sinwar, o arquiteto do ataque de 7 de outubro do ano passado, no qual 1.200 pessoas foram mortas e outras 250 feitas reféns, encontrou uma unidade de patrulha de rotina das Forças de Defesa de Israel (IDF) em Rafah na quarta-feira. Ferido e separado dos outros combatentes com quem estava, ele se abrigou em uma casa parcialmente destruída. Um drone do exército capturou a última ação do homem de 61 anos: ele jogou um pedaço de destroço nele, momentos antes de as tropas israelenses dispararem um tanque que derrubou o resto do edifício.

A morte de Sinwar era esperada, mesmo que a maneira como ele foi finalmente capturado e morto não o fosse. Para muitos em Israel, a conclusão da caçada de um ano ao homem responsável pelo pior ataque ao povo judeu desde o Holocausto foi terrivelmente catártica. Como primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahucolocou em um discurso na televisão na noite de quinta-feira: “Acertamos as contas”.

Mapa mostrando o local em Rafah onde Yahya Sinwar

Como o Hamas A morte do líder poderia ter impacto na guerra multifronteiriça de Israel e afectar o destino dos cerca de 100 reféns que ainda estão em Gaza, está agora na vanguarda das mentes das pessoas. Sinwar, que tinha a palavra final sobre a posição do Hamas nas negociações de cessar-fogo, bloqueou repetidamente o progresso rumo a um acordo.

“Parece haver um consenso de que esta é uma ponte para alguma coisa. A questão é: o que é isso?” disse Dahlia Scheindlin, analista política e especialista em opinião pública baseada em Tel Aviv. “Há uma sensação de que isso precisa ser aproveitado rapidamente e, entre os comentaristas mais pacíficos, isso significa um acordo de reféns.”

Ainda há muitas incógnitas que poderão afectar a trajectória da guerra, incluindo a resposta antecipada de Israel ao ataque com mísseis iranianos de 1 de Outubro, e o resultado das eleições nos EUA no próximo mês. Mas os manifestantes a favor de um acordo encheram mais uma vez as ruas de Tel Aviv na noite de quinta-feira, instando os líderes de Israel a agirem diante das notícias sísmicas do assassinato de Sinwar.

“Recuso-me a celebrar a morte, estou esperando para celebrar a vida”, dizia um cartaz; “A imagem da vitória é o refém final, não Sinwar num caixão”, dizia outro.

Há receio de que a morte de Sinwar possa pôr em perigo os restantes reféns. Em Agosto, um combatente do Hamas que matou um refém “por vingança” e contra as suas ordens, depois de saber que os seus filhos tinham sido mortos num ataque aéreo israelita.

Num comunicado, o Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas afirmou: “O fórum elogia as forças de segurança por eliminarem Sinwar, que planejou o maior massacre que o nosso país já enfrentou.

“No entanto, expressamos profunda preocupação pelo destino dos 101 homens, mulheres, idosos e crianças ainda mantidos em cativeiro. Apelamos ao governo israelita, aos líderes mundiais e aos países mediadores para que transformem a conquista militar numa conquista diplomática.”

A administração Biden já instou Netanyahu a usar o assassinato de Sinwar como uma rampa de acesso para acabar com a guerra em Gaza, que matou quase 43 mil pessoas e deslocou 90% da população no meio de uma crise humanitária exacerbada pelo controlo de Israel sobre a ajuda.

Mas até à data o líder israelita tem demonstrado pouca vontade de reduzir o esforço de guerra no território palestiniano. Na ausência de qualquer plano para o dia seguinte, parece que Israel está a avançar no sentido de uma ocupação militar indefinida da Faixa de Gaza, embora as FDI tenham agora alcançado todos os seus objectivos declarados em Gaza – com excepção do regresso dos reféns. No seu discurso de quinta-feira, Netanyahu prometeu que “a guerra não acabou”.

Líderes mundiais reagem à morte do líder do Hamas, Yahya Sinwar – vídeo

Com a morte de Sinwar, poderá haver agora mais espaço de manobra nas negociações com o Hamas, mas qualquer acordo ainda seria um anátema para os parceiros de coligação de direita de Netanyahu, que poderiam derrubar o seu governo por causa da questão. O líder de longa data vê a permanência no cargo como a melhor forma de escapar à acusação de corrupção; ele foi amplamente acusado de colocar a sua sobrevivência política à frente do destino dos reféns.

Pesquisa recente mostra que os judeus israelitas estão divididos entre um acordo de cessar-fogo ou a continuação da acção militar, por 45% a 43% – e aqueles que são a favor de prosseguir com o esforço de guerra são, em geral, a base de Netanyahu.

O Fórum Tikva, que representa famílias reféns que dão prioridade à acção militar em detrimento de um acordo de cessar-fogo, argumentou numa declaração na quinta-feira que a morte de Sinwar foi uma oportunidade para “terminar o trabalho”.

“Precisamente agora – devemos aumentar a pressão militar, ocupar o máximo do território e parar o fornecimento contínuo de ajuda aos terroristas do Hamas”, afirmou. “Quando o Hamas está de joelhos implorando por um acordo, podemos considerar um acordo que restitua todos os reféns.”

A morte de Sinwar, que ocorre na sequência de uma série de assassinatos ousados ​​e de grande repercussão de líderes inimigos nos últimos meses, é uma bênção para Netanyahu. Os seus índices de aprovação, já baixos, caíram drasticamente na sequência do dia 7 de Outubro e voltaram a subir lentamente – embora, segundo Scheindlin, o especialista em opinião pública, as sondagens possam não ter tanta importância no futuro imediato.

“Sinwar não foi morto num ataque descarado e sofisticado, por isso a sua morte pode não ser um estímulo tão grande como Bibi esperaria”, disse ela.

“Em última análise, ele já reforçou sua coalizão e não existe nenhum mecanismo institucional para destituí-lo, por isso penso que existe agora uma aceitação generalizada de que ele poderá permanecer no cargo.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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