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Em Sivens, dez anos após a morte de Rémi Fraisse, a questão da partilha de água não está resolvida

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Na floresta de Sivens, há dez anos, tensões, extremas durante semanasforam retomados depois de as máquinas de construção terem arrancado as primeiras árvores nas margens do Tescou, no início de Setembro. No Tarn, por um lado, opuseram-se os ocupantes da ZAD local, acompanhados pelos seus apoiantes – mobilizados contra o projecto de uma barragem de 315 metros de comprimento e 5 metros de largura no rio, para criar um vasto reservatório de água destinado para a irrigação das culturas – e, por outro, os agricultores, enquanto a polícia era onipresente na área. A tragédia ocorreu na noite de 25 para 26 de outubro de 2014: o ambientalista Rémi Fraisse, de 21 anos, foi morto pela explosão de uma granada ofensiva lançada por um policial. Ela pousou nele. Estão previstos encontros em sua memória para este sábado, 26 de outubro, nomeadamente na Maison de la Forêt Départementale de Sivens, em Lisle-sur-Tarn. O caso foi arquivado. O uso deste modelo de granada foi abandonado na França.

Depois desta noite desastrosa, o governo anunciou em 2015 que estava a abandonar o projecto da albufeira, que iria danificar uma zona húmida – e cuja declaração de utilidade pública seria aliás cancelada no ano seguinte pelo tribunal administrativo de Toulouse. O Estado teve que colocar a mão no bolso para financiar a reabilitação da área desmatada. Ele exigiu que todas as partes interessadas na água se sentassem à mesa e chegassem a acordo sobre um projecto territorial consensual para a gestão da água (PTGE). Onde está este hoje? Depois de estudos financiados nomeadamente pela agência de águas de Adour-Garonne, depois de várias auditorias realizadas por empresas independentes, depois de anos de discussões interrompidas por longos bloqueios antes de os trabalhos serem retomados por iniciativa da região Occitanie ou de um novo prefeito, a questão da a distribuição dos recursos hídricos no vale do Tescou ainda não está resolvida.

“Em dez anos, fizemos progresso intelectual, as pessoas compreenderam o benefício de ter acesso à água aqui, mas não houve nenhuma realização, embora realmente pensássemos que poderíamos proteger as nossas fazendastestemunha Jean-Claude Huc, presidente da Câmara de Agricultura de Tarn. Dez anos é cerca de um quarto de uma carreira agrícola…” Ele, que já era eleito na altura, não mudou o seu ponto de vista: é necessária uma obra a montante do rio que seca no verão. “O que aconteceu com Sivens em outubro de 2014 levou-nos a pensar noutras abordagens para o problema, mas o armazenamento é a única solução economicamente viável. »

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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