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Enquanto o povo de Basta aguarda o cessar-fogo, Israel intensifica os ataques ao Líbano | Israel ataca o Líbano Notícias
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Beirute, Líbano – Israel destruiu um edifício no centro de Beirute, atingiu os subúrbios do sul, Dahiyeh, pelo menos uma dúzia de vezes e atingiu outras áreas no centro de Beirute na terça-feira, tornando o que muitos esperam ser o último dia da guerra também o mais violento.
Três pessoas morreram e outras 26 ficaram feridas na terça-feira na explosão perto da mesquita Khatam Al Anbiyaa, no bairro de Noeiry, em Beirute, de acordo com o Ministério da Saúde Pública do Líbano, com previsão de aumento do número de mortos.
O tráfego em Beirute ficou congestionado enquanto as pessoas tentavam fugir para o que esperavam serem áreas seguras, enquanto Israel bombardeava antes do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciar que um acordo de cessar-fogo havia sido acordado pelo seu gabinete de segurança.
Os ataques a Beirute continuaram após o discurso de Netanyahu.
Também fugiram pessoas perto de Basta, onde ocorreu uma greve no sábado e outra na vizinha Noweiri, na terça-feira. Na segunda-feira, muitos moradores de Basta disseram à Al Jazeera que as pessoas já haviam fugido.
Mas Israel também está a lançar ataques violentos no sul e no leste do Líbano, bem como em partes aparentemente aleatórias de Beirute, e muitas pessoas decidiram ficar em Basta porque não sabiam para onde ir.
‘O que vivi não posso esquecer’
Na manhã de sábado, data do segundo ataque a Basta, Khaled Kabbara e a sua esposa Hanan dormiam profundamente na sua cama quando Israel atacou os edifícios perto da sua casa em Basta Fawqa.
A casa centenária onde vivem foi construída pelo avô de Hanan num beco de Beirute com o nome da sua família: el-Safa.
O ataque israelense explodiu as janelas antigas da parede e fez voar entulhos e vidros por toda parte.
“Tudo isso caiu em cima de mim”, diz Kabbara, apontando para as janelas ao lado de pedaços de madeira arrancados da parede, com pregos torcidos e expostos, e uma tarbuche vermelha.
Os travesseiros cobertos de poeira não estavam muito longe de uma impressora igualmente empoeirada que caiu perto da cama. Cacos de vidro e escombros estavam espalhados pelo chão.
Khaled correu para ver como estavam os dois filhos. Felizmente, ambos saíram ilesos. Mas o mesmo não pode ser dito dos parentes de Hanan que moram ao lado.
Dois morreram e muitos outros vizinhos estão no hospital.
Hanan agora está hospedada na casa de sua irmã, a cerca de 1,5 km (uma milha) de distância, e não tem certeza se voltará para a casa onde morou durante toda a sua vida.
“Tenho 41 anos”, disse Hanan, parado em frente à casa onde três trabalhadores iniciavam o longo trabalho de reparos. “Nasci aqui, cresci aqui; Casei aqui e tive meus filhos aqui.”
Sua falecida mãe também morreu aqui, apenas 11 dias antes, disse ela, de um problema no pâncreas.
“A morte dela nos pegou de surpresa”, disse ela. “Mas se ela estivesse viva, a explosão a teria matado porque pedaços da casa caíram onde ela normalmente dormia.”
Hanan carrega uma dor profunda. Além de perder a mãe e os dois parentes vizinhos, Israel também matou alguns de seus familiares em Gaza, de onde seu pai é natural.
O trauma da explosão, disse ela, indicando o hijab branco na sua cabeça, também a levou a usar um véu pela primeira vez.
“Estou com medo… não estou dormindo”, disse ela. “Eu durmo um pouco e depois acordo. O que vivi não posso esquecer.”
A alguns quarteirões de sua casa, seu marido Khaled entra em uma loja.
Um grupo de homens está trocando histórias sobre a greve: poeira por toda parte, sirenes de ambulância soando no céu da manhã.
Um homem disse que o ataque foi tão poderoso que ele pensou que fosse um terremoto e teve que se apoiar no batente de uma porta.
Khaled disse que ouviu os mísseis sobrevoando, imitando seu som.
Após o ataque, disse ele, Hanan reuniu os objetos de valor da família para serem guardados em segurança, mas a preocupação com isso empalideceu diante do pânico que sentiu durante os poucos segundos entre o ataque e quando correu para ver como estavam seus filhos.
Algo assim, disse ele, faz questionar tudo. Seus olhos brilhavam com lágrimas e os outros homens na loja olharam para ele com ternura, esperando.
Firmando-se, ele disse que a segurança de sua família tem precedência sobre qualquer outra coisa, antes de acrescentar: “Merda de dinheiro”.

‘Ninguém sabe de nada’
O cessar-fogo constitui um alívio para a cansada população libanesa. Netanyahu fez um discurso anunciando o acordo, dizendo que os israelenses podem retornar às suas casas no norte. Mas acrescentou que não hesitaria em lançar novos ataques se sentisse que o Hezbollah representava uma ameaça.
A maioria das mais de 3.768 pessoas que Israel matou desde outubro de 2023 morreram desde a escalada de Israel e cerca de 1,2 milhões de pessoas foram deslocadas.
Mesmo a fuga dos bombardeamentos de Israel não garantiu a segurança, uma vez que as pessoas deslocadas foram alvo de várias cidades ao redor do Líbano.
Muitas das pessoas deslocadas tentarão regressar a casa depois do fim da guerra – se as suas casas ainda estiverem de pé.
Entretanto, disseram os residentes à Al Jazeera, as pessoas que permaneceram em Basta ou não têm para onde ir ou decidiram que ainda é mais seguro do que outras áreas do Líbano.
Mohammad al-Sidani, 27 anos, estava do lado de fora de uma loja de celulares do outro lado da rua do local do atentado de sábado. Ele disse que só sairia se conseguisse um visto para se juntar à esposa na Alemanha.

“Já nos mudamos muito”, disse ele. “Aqui é melhor do que Dahiyeh ou Burj al-Barajneh.”
Sidani referia-se aos subúrbios ao sul de Beirute, onde a destruição desenfreada foi descrita por alguns especialistas como urbicida.
Depois, há o sul do Líbano, onde pelo menos 37 aldeias foram parcial ou totalmente arrasados.
Mesmo que se concretize um cessar-fogo, muitos dos danos da guerra – às pessoas e às suas casas – já estarão feitos. Para os que vão ficar, dizem que preferem morrer com dignidade do que na rua.
Sentado em sua loja a um quarteirão da rua devastada de Basta na segunda-feira, Abou Ali, um sapateiro de 71 anos, trabalhava pacientemente na palmilha de uma bota.
“Não quero viver indo de zona em zona, não tenho meios para isso”, afirma. “Vou morrer se não trabalhar, tenho que trabalhar.”
“Na minha opinião, direi que nenhum lugar (é seguro), Israel está sempre mudando (os alvos). Talvez atinja aqui ou ali ou Achrafieh, ou Sabra ou os campos. Ninguém sabe de nada.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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