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Escolha do Papa para arcebispo de Washington abre caminho para conflito com Trump, dizem especialistas | Papa Francisco

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Stephanie Kirchgaessner in Washington

Quando o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, tentou encerrar uma instituição de caridade católica que fornecia abrigo e ajuda a migrantes indocumentados na fronteira, o cardeal de San Diego, Robert McElroy, tomou uma posição pública robusta contra a tentativa.

“O estado do Texas está a usar a pressão governamental para restringir o trabalho da Igreja numa das suas obrigações mais fundamentais: alimentar os famintos, abrigar os sem-abrigo e fornecer bebida aos sedentos”, disse McElroy num comunicado. declaração no momento. “Nenhum governo pode moralmente nos dizer para abandonar ou limitar esta missão.”

Na semana passada, como os bilionários gostam Mark Zuckerberg adotou políticas que pareciam projetados para agradar a nova administração Trump, o Papa Francisco adotou uma abordagem diferente quando convocou McElroy, formado em Harvard e Stanford, para o papel de arcebispo de Washington DC – um dos cargos de maior destaque na Igreja Católica dos EUA. .

Seguiu-se o de Donald Trump próprio anúncio que ele estava nomeando Brian Burch, um ativista político de direita e crítico de Francisco que dirige o CatholicVote, um grupo de defesa conservador, para o papel de embaixador dos EUA no Vaticano. Na sua declaração, Trump afirmou que Burch ajudou a obter-lhe mais votos católicos do que qualquer outro candidato presidencial.

Tanto os aliados como os críticos de Francisco dizem que as nomeações prepararam o terreno para o conflito entre o Vaticano e a Washington de Trump, numa altura em que católicos de direita e de extrema-direita – desde Leonardo Leão para Steve Bannon – exercem influência significativa na capital dos EUA. Observou-se, também, que Francisco escolheu o dia 6 de janeiro, aniversário da insurreição inspirada por Trump no Capitólio, para fazer o anúncio.

Cardeal Robert McElroy. ‘Ele é a voz de Francisco em muitos aspectos, e estar em Washington DC eleva a sua voz.’ Fotografia: Andrew Medichini/AP

“McElroy é incrivelmente polido intelectualmente. Ele é um pensador. Ele é um homem quieto e pode dizer as coisas mais veementes contra um certo tipo de política de imigração com uma voz suave. Ele é corajoso”, disse Massimo Faggioli, professor de teologia e estudos religiosos, que observou que McElvoy era uma das autoridades mais próximas de Francisco na América do Norte.

“Ele é a voz de Francisco em muitos aspectos, e estando em Washington DC eleva sua voz. É o local onde o poder é negociado, e não apenas na Casa Branca. No Congresso e na Suprema Corte”, acrescentou Faggioli.

Esses corredores de poder têm sido cada vez mais influenciados por católicos de direita que se opõem à agenda de Francisco. Os políticos mais proeminentes que o apoiam estão a perder influência e poder, desde o presidente cessante, Joe Biden, até à ex-presidente da Câmara, Nancy Pelosi. Ambos são católicos devotos.

Steve Bannon, o conselheiro nacionalista cristão de Trump, que também é católico, disse que a escolha de McElroy por Francisco mostrou que ele estava em “rota de colisão” com a próxima Casa Branca por causa de um dos principais itens da agenda de Trump.

“Todo o processo de deportações começará quando o Presidente Trump tirar a mão da Bíblia King James”, disse Bannon ao Guardian. “Imediatamente você terá o Vaticanoatravés do seu cardeal, tentando enfrentar isso.

Bannon, que vive em Washington DC, disse acreditar que a Igreja Católica e as instituições de caridade afiliadas poderiam enfrentar investigações criminais por parte do DoJ pelo seu papel em facilitar o que Bannon e outros líderes de direita do movimento Maga chamaram de “invasão” de imigrantes indocumentados no NÓS. “Acredito que isso levará à verdadeira falência técnica da igreja”, disse ele. McElroy, acrescentou, “é um jogador, não uma violeta encolhida”.

Steve Bannon disse que a escolha de McElroy por Francisco mostrou que ele estava em “rota de colisão” com a próxima Casa Branca. Fotografia: Rebecca Cook/Reuters

Bannon não é o único linha-dura Maga a mostrar desprezo pelas práticas da Igreja. A congressista Marjorie Taylor Greene disse anteriormente que Satanás estava “controlando a Igreja” e repetiu afirmações da direita de que as instituições de caridade católicas estão a ser enriquecidas por contratos do governo dos EUA para ajudar os migrantes.

Na sua primeira conferência de imprensa na segunda-feira passada, McElroy disse que uma “deportação massiva, mais ampla e indiscriminada em todo o país seria incompatível com a doutrina católica”.

Não está nada claro se o Departamento de Justiça ou os juízes de Trump considerariam os grupos de caridade católicos responsáveis ​​por ajudar imigrantes indocumentados. Os esforços do procurador-geral do Texas, Paxton, para fechar a Annunciation House, com sede em El Paso, foram rejeitados até agora pelos tribunais inferiores, mas o caso será ouvido hoje perante a suprema corte do estado.

A questão poderá complicar-se mesmo para alguns juízes de direita, porque a Annunciation House argumentou que o seu serviço aos imigrantes é uma questão de liberdade religiosa, um princípio frequentemente citado em queixas legais conservadoras.

Jerome Wesevich, que representa a Casa da Anunciação, disse que o princípio mais fundamental da cristandade – amar o próximo – estava em jogo.

“Não estamos falando em conseguir novas pessoas no país, estamos tentando garantir que as pessoas sejam atendidas e não nas ruas. As pessoas podem demagogar isso, mas estamos tentando servir as pessoas que estão à nossa frente”, disse ele.

Assim como alguns apoiantes de Francisco acreditavam que McElroy era uma escolha que parecia boa demais para ser verdade, Bannon elogiou a nomeação de Brian Burch para representar os EUA na Santa Sé. O trabalho tem sido tradicionalmente atribuído a grandes doadores, mas não a agentes políticos. Mesmo a escolha de Calista Gingrich, esposa do ex-presidente da Câmara, Newt Gingrich, não foi vista como muito controversa.

Bannon disse que acreditava a escolha de Burch estava ligado a Leonard Leo, o ativista católico de direita que quase sozinho transformou a Suprema Corte em uma base de poder de direita. Uma organização sem fins lucrativos ligada a Leo doou mais de US$ 1 milhão ao grupo CatholicVote de Burch.

Burch já criticou Francisco pela sua decisão de 2023 de permitir que os padres abençoassem as uniões entre pessoas do mesmo sexo, e acusou o papa de governar com um “padrão de vingança”. Ele já havia sugerido que o papa não serviria em seu cargo por muito mais tempo, dada a sua idade avançada. Não está claro se as observações poderiam levar o Vaticano a rejeitar a nomeação de Burch, mas os observadores notaram que isso era possível.

Em 2023, Francisco comentou os seus críticos nos EUA, dizendo que enfrentava uma “atitude muito forte, organizada e reacionária” contra ele.

Os observadores do Vaticano perguntam-se agora se Francisco tem outra manobra possível em mente que moldaria a outra arquidiocese de alto nível: desta vez no estado natal de Trump, Nova Iorque, onde o cardeal Timothy Dolan – que é visto como um aliado de Trump e disse o presidente eleito “leva a sério a sua fé cristã” – atingirá a idade da reforma em Fevereiro.

Se Francisco quiser dar um soco, os EUA poderão em breve ver outro cardeal que está politicamente alinhado com o pontífice argentino mudar-se para a Big Apple.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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