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Estado lança novos editais do Programa de Compras Governamentais de Incentivos à Indústria do Acre

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Jairo Carioca

O governo do Estado lançou novos editais do Programa de Compras Governamentais de Incentivo à Indústria do Acre (Comprac), durante encontro com empresários do setor nesta quinta-feira, 5, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Acre. O evento marcou três anos de implantação do programa no estado.

Evento marcou três anos de implantação do programa de compras governamentais no Acre. Foto: José Caminha/Secom

A governadora em exercício, Mailza Assis, afirmou que a ampliação dos setores que passam a ser beneficiados pelo Comprac assegura o compromisso do Estado com o setor industrial. “É um incremento para quem aposta em nosso desenvolvimento. O governador ampliou o leque de setores e o portifólio de produtos e serviços, contribuindo para o aumento da produtividade e a competitividade”, acrescentou.

Mailza destacou ainda a importância do diálogo permanente entre o Estado e o setor produtivo, lembrou que, a partir do marco legal firmado por meio do decreto 11.481/24, foram ampliadas também as adesões pelo setor público (secretarias e autarquias), saindo de dois pedidos de demandas de serviços em 2021, para 29 novas demandas em 2024.

Nos três anos de implantação, o Comprac prospectou mais de 121 milhões em investimentos pelos diversos órgãos do governo, contemplando 127 credenciamentos de empresas para o fornecimento de bens e produtos industrializados no estado.

Os resultados foram apresentados pelo titular da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Assurbanípal Mesquita. Durante sua apresentação, foram detalhados os novos editais para os setores cerâmico, artefatos de concretos, extração mineral, tintas, fabricação de asfalto e móveis planejados.

Vice-governadora Mailza destacou ainda a importância do diálogo permanente entre o Estado e o setor produtivo. Foto: José Caminha/Secom

Mesquita enfatizou o compromisso do governo com a publicidade e a transparência dos atos e compras públicas utilizando o mecanismo de credenciamento para fortalecer a indústria. Para ele, “isso é fruto de muito planejamento e do alinhamento do processo de democratização da participação das indústrias acreanas interessadas no fornecimento de produtos e serviços para o estado”, acrescentou.

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), João Paulo Pereira, lembrou que o Comprac foi construído pelo setor industrial em parceria com o Estado. “A gente conta com o governo para que todo produto com rótulo acreano seja valorizado pelas compras governamentais. Temos exemplos de empresários beneficiados pelo programa que já ampliaram suas plantas industriais, melhoraram de vida”, destacou Pereira.

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, prestigiou o lançamento de novos editais e garantiu ampliar a participação do município na adesão do programa. “O dinheiro precisa circular na nossa economia, gerando riquezas aqui. Eu sempre defendi o produzir para empregar, isso é gerado a partir da modalidade do Comprac”.

Gráfico sobre os três anos do Comprac. Arte: Ascom/Seict

Produção e crescimento

Desde a sua implantação, o benefício que abrange todos os seguimentos industriais cresceu 100% no volume de negócios, saindo de R$ 18,8 milhões em 2021, para R$ 36,2 milhões em 2024.  por meio desses investimentos, o programa contribuiu na manutenção de mais de 1.200 empregos nos setores industriais.

O governo vem se estruturando e sensibilizando os setores para fortalecer a cada dia o programa como mecanismo de incentivo econômico ao desenvolvimento regional e fomentação à geração de emprego e distribuição de renda no estado.

A gestão e operacionalização dos processos de credenciamentos referente ao programa são de responsabilidade da Seict, Secretaria de Estado de Administração (Sead), Secretaria Adjunta de Compras, Licitações e Contratos (Selic) e a Agência de Negócios do Acre (Anac). Cabendo a cada secretaria demandante a gestão do contrato decorrente.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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