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EUA e Reino Unido impõem sanções abrangentes à indústria petrolífera da Rússia – DW – 11/01/2025

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Os Estados Unidos e o Reino Unido impuseram novas sanções contra Rússiasetor de energia na sexta-feira, em uma tentativa de restringir o financiamento para A invasão em grande escala da Ucrânia por Moscovo.

O Departamento do Tesouro dos EUA disse que estava designando duas das maiores empresas petrolíferas da Rússia, Gazprom Neft e Surgutneftegas, cumprindo “o compromisso do G7 de reduzir as receitas russas provenientes da energia”.

As sanções também se aplicam a 183 navios que o governo dos EUA acredita fazerem parte da “frota sombra” de Moscovo. navios usados ​​para fugir às sanções existentes sobre o transporte de petróleo russo.

Além disso, as medidas visam projectos e infra-estruturas específicas para o gás natural liquefeito, bem como subcontratantes, prestadores de serviços, comerciantes e seguradoras marítimas, informou o Departamento do Tesouro.

Reino Unido coordena sanções com os EUA

Ao mesmo tempo, o governo do Reino Unido impôs as suas próprias sanções à Gazprom Neft e à Surgutneftegas, dizendo que os seus lucros estavam “revestindo o cofre de guerra do (presidente russo Vladimir) Putin e facilitando a guerra” na Ucrânia.

“Enfrentar as companhias petrolíferas russas irá drenar os recursos de guerra da Rússia e cada rublo que tirarmos das mãos de Putin ajuda a salvar vidas ucranianas”, disse o secretário dos Negócios Estrangeiros britânico, David Lammy.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que entre elas as duas empresas produzem mais de 1 milhão de barris de petróleo por dia, no valor de 23 mil milhões de dólares (22,4 mil milhões de euros) por ano.

O Reino Unido já sancionou quase 100 navios em A “frota sombra” russa de transporte de petróleo enquanto os aliados ocidentais da Ucrânia procuram aumentar a pressão económica sobre Moscovo antes das negociações para acabar com a guerra.

Contrabando de petróleo através da frota paralela da Rússia levanta preocupações

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Cabe a Trump manter as sanções

A administração dos EUA escolheu este momento, apenas 10 dias antes do Presidente Joe Biden deixa o cargo, para tomar medidas mais duras em relação ao petróleo porque as preocupações com os mercados globais de petróleo diminuíram, disse o porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby.

Biden disse aos repórteres que esperava que a mudança pudesse custar aos motoristas “três, quatro centavos o galão” na bomba.

Funcionários do governo Biden disseram que, em última análise, caberá ao presidente eleito Donald Trumpadministração para decidir se manter ou eliminar as novas sanções.

Biden e Zelenskyy discutem apoio e sanções dos EUA

Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy saudou as novas sanções dos EUA contra o setor petrolífero da Rússia e a sua chamada frota de navios-tanque paralelos.

“Essas medidas desferem um golpe significativo na base financeira da máquina de guerra da Rússia, ao interromper toda a sua cadeia de abastecimento”, escreveu ele no X.

De acordo com a Casa Branca, Biden conversou com Zelenskyy quando as sanções foram anunciadas, discutindo o apoio contínuo da sua administração aos esforços para controlar a Rússia e sublinhando a necessidade de que esse apoio continue.

Numa publicação nas redes sociais, Zelenskyy agradeceu a Biden pelo apoio de Washington na guerra de quase três anos da Ucrânia com a Rússia e pelo “papel vital que os Estados Unidos desempenharam na união da comunidade internacional”.

Mais tarde, Zelenskyy também expressou agradecimento pelas sanções britânicas contra as empresas petrolíferas russas, dizendo no X que Londres “proporciona mais uma perturbação significativa à capacidade de Putin de financiar a agressão”.

Bolton: ‘Putin sabe como brincar com Trump’

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dh/wmr (AP, AFP, dpa, Reuters)



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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