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EUA transferem 11 detidos iemenitas da prisão da Baía de Guantánamo para Omã | Notícias sobre direitos humanos
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A Amnistia Internacional saudou a transferência, mas disse que Guantánamo continuaria a ser uma “mancha flagrante e duradoura” nos direitos humanos nos EUA.
Os Estados Unidos transferiram 11 detidos iemenitas do seu notória Baía de Guantánamo centro de detenção para Omã, depois de os terem detidos durante mais de duas décadas sem acusação, como parte da chamada “guerra ao terror” de Washington.
“Os Estados Unidos apreciam a disposição do governo de Omã e de outros parceiros em apoiar os esforços contínuos dos EUA, focados na redução responsável da população detida e, em última análise, no fechamento das instalações da Baía de Guantánamo”, disse o Departamento de Defesa dos EUA em comunicado na noite de segunda-feira.
O Centro para os Direitos Constitucionais (CCR), com sede nos EUA, disse que entre os 11 detidos transferidos para Omã esta semana, estava Sharqawi al-Hajj, que passou por repetidas greves de fome e hospitalizações em Guantánamo para protestar contra os 21 anos de prisão, que ocorreram depois de dois anos de detenção e tortura pela CIA.
“Nossos pensamentos estão com o Sr. Al Hajj enquanto ele faz a transição para o mundo livre depois de quase 23 anos em cativeiro. Sua libertação é uma esperança para ele e para nós”, disse Pardiss Kebriaei, advogado da CCR que representa al-Hajj.
Apenas 15 detidos permanecem agora em Guantánamo, abaixo do pico de quase 800 após os ataques de 11 de setembro de 2001 pela Al-Qaeda, quando o então presidente dos EUA, George W. Bush, montou o campo de prisioneiros de Guantánamo para manter suspeitos indefinidamente e sem acusação. e proibindo contestações legais à sua detenção.
Centenas de homens, na sua maioria muçulmanos, foram sequestrados em dezenas de países no âmbito da chamada “guerra ao terror” dos EUA, que também envolveu as invasões norte-americanas do Afeganistão e do Iraque, e operações militares secretas noutras partes do mundo.
As condições na Baía de Guantánamo e o tratamento dispensado aos detidos há muito que suscitam protestos de grupos de direitos humanos e de especialistas das Nações Unidas que condenam a prisão como um local de “notoriedade sem paralelo”.
Congratulando-se com a libertação dos 11, a Amnistia Internacional afirmou que “o centro de detenção militar na Baía de Guantánamo é uma mancha evidente e de longa data no historial dos direitos humanos nos Estados Unidos”.
No mês passado, as autoridades dos EUA libertaram vários prisioneiros de Guantánamo, incluindo cidadãos tunisianos Ridah bin Saleh al-Yazidi que estava detido na prisão desde a sua abertura em 2002, sem nunca ter sido acusado. Também foi lançado Mohammed Abdul Malik Bajabu que foi preso no Quênia em 2007, e dois homens malaios que esteve detido por 18 anos sem acusação.
Sucessivas administrações dos EUA foram instadas a fechar Guantánamo ou, pelo menos, a libertar todos os detidos nunca acusados de qualquer crime. O presidente cessante, Joe Biden, prometeu antes de sua eleição em 2020 tentar fechar Guantánamo, mas continua em operação poucas semanas antes de ele deixar o cargo.
Funcionários do governo Biden disseram que estavam trabalhando na identificação de países adequados dispostos a receber detidos de Guantánamo que nunca foram acusados de nenhum crime.
A CCR disse que dos 15 homens que permanecem em Guantánamo, seis não foram acusados e três deles foram liberados para transferência dos EUA.
O Departamento de Defesa disse que os outros nove detidos incluem dois que foram condenados e sentenciados, e sete que foram acusados em relação ao atentado à bomba em 2000 ao navio USS Cole, bem como aos ataques de 11 de setembro de 2001 e aos atentados de 2002 em a ilha turística de Bali.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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