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EUA visam o setor petrolífero da Rússia com sanções “abrangentes” | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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O presidente ucraniano, Zelenskyy, diz estar confiante de que as sanções “reduzirão significativamente as receitas de petrodólares da Rússia”.

Os Estados Unidos impuseram sanções “abrangentes” ao sector energético da Rússia, enquanto Washington pressiona para sufocar os fundos de Moscovo para o guerra na Ucrânia.

O sanções na sexta-feira teve como alvo dois grandes produtores de petróleo russos e 183 navios que ajudam a transportar a gasolina, bem como 80 indivíduos e entidades envolvidas na produção e exportação de gás natural liquefeito (GNL) da Rússia.

As empresas sancionadas incluem a Gazprom Neft e a Surgutneftegas, duas das maiores empresas petrolíferas da Rússia.

“Os Estados Unidos estão a tomar medidas abrangentes contra a principal fonte de receitas da Rússia para financiar a sua guerra brutal e ilegal contra a Ucrânia”, disse a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, num comunicado.

O Reino Unido emitiu sanções semelhantes na quinta-feira. “Cada golpe que desferimos contra as receitas petrolíferas da Rússia é mais um passo em direcção a uma paz justa e sustentável na Ucrânia, e um passo em direcção à segurança e prosperidade no Reino Unido e fora dele”, afirmou o governo do Reino Unido num comunicado.

Por seu lado, o Departamento de Estado dos EUA visou o sector de GNL da Rússia.

As sanções congelam os activos das empresas e dos indivíduos nos EUA e tornam em grande parte ilegal que os cidadãos americanos se envolvam em transições financeiras com eles. As medidas de sexta-feira também ampliam as penas secundárias para aqueles que ajudam a Rússia a escapar das sanções.

“Estas ações aumentam substancialmente os riscos de sanções associados ao comércio de petróleo russo”, afirmou o Departamento do Tesouro dos EUA.

A agência de notícias Reuters citou um funcionário anônimo dos EUA dizendo que a lógica das sanções “é atingir todas as fases da cadeia de produção e distribuição de petróleo russa”.

O responsável acrescentou que as medidas deverão custar à Rússia milhares de milhões de dólares por mês se forem suficientemente aplicadas.

As sanções chegaram 10 dias antes do presidente eleito Donald Trumpque se comprometeu a ajudar a acabar com a guerra na Ucrânia, toma posse.

Trump sugeriu no início desta semana que está pronto para se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin.

“Ele quer se encontrar e estamos marcando isso,” Trump disse antes de uma reunião com governadores republicanos em sua residência em Mar-a-Lago, na quinta-feira.

Os EUA têm acumulado sanções à economia russa desde que a Rússia lançou uma invasão total da Ucrânia em Fevereiro de 2022.

Washington e os seus aliados ocidentais também forneceram dezenas de bilhões de dólares em ajuda militar e financeira a Kiev para ajudar a sustentar os esforços de guerra ucranianos.

Depois de rechaçar os avanços russos em direção a Kiev no início da guerra, a Ucrânia tem lutado para recuperar os territórios capturados pelo exército russo no seu leste, com a guerra a transformar-se num conflito prolongado e sangrento.

Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy saudou as sanções de sexta-feira.

“Os recursos energéticos nunca deveriam ser usados ​​como armas, como faz a Rússia. Os países que respeitam o direito internacional podem e devem garantir fornecimentos de energia estáveis ​​e fiáveis ​​para todo o mundo”, escreveu Zelenskyy numa publicação nas redes sociais.

“Estamos profundamente gratos pela liderança dos Estados Unidos na responsabilização da Rússia. Estou confiante de que estas medidas reduzirão significativamente o rendimento da Rússia em petrodólares e, com isso, a sua capacidade de continuar a sua agressão.”

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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