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Extremista promete ‘reimigração’ em convenção partidária na Alemanha – 11/01/2025 – Mundo
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José Henrique Mariante
Milhares de manifestantes invadiram a pequena Riesa, perto de Dresden, neste sábado (11), para tentar atrapalhar a convenção que confirmaria a primeira candidata da extrema direita na Alemanha ao cargo de primeiro-ministro. Mesmo fazendo a população da cidade crescer em um terço, o protesto foi capaz apenas de atrasar em duas horas a indicação de Alice Weidel para encabeçar a campanha da AfD nas eleições de 23 de fevereiro.
Weidel, 45, líder da sigla rotulada pelos serviços de segurança do país como extremista, não negou o rótulo desta vez. Trocando afagos com Elon Musk em um telão, prometeu deportações em massa na Alemanha se for eleita. “Se chamam de ‘reimigração’, então será ‘reimigração’”, declarou a parlamentar em discurso, depois de ser escolhida por aclamação para concorrer ao cargo de premiê. É a primeira vez que a AfD, fundada em 2013, tem um nome para o cargo máximo do Executivo alemão.
Ao menos dez mil manifestantes, segundo estimativa da polícia, tomaram as ruas de Riesa, que tem uma população inferior a 30 mil habitantes, para tentar impedir a realização do evento. Bloqueios em estradas começaram a ser montados nas primeiras horas da manhã. Grupos de esquerda e de movimentos antifascistas de todo o país se dirigiram para a região, na Saxônia, estado da antiga Alemanha Oriental e berço político da AfD.
Vários delegados do partido não conseguiram chegar à convenção a tempo de ouvir o discurso de Weidel. Perderam frases como “as fronteiras da Alemanha serão fechadas” e “abaixo esses moinhos de vento da vergonha”, referência a turbinas eólicas, que prometeu derrubar. “Todas.”
Forças de segurança temiam o encontro dos manifestantes com grupos de extremistas de direita e neonazistas, que também afluíram à cidade. Em um dos protestos, um deputado estadual foi agredido por um policial e acabou sendo hospitalizado. Nam Duy Nguyen, do Partido Esquerda, usava um colete com sua identificação parlamentar. Um porta-voz da polícia de Dresden diz que uma investigação foi aberta para apurar o incidente e pediu desculpas pelo ocorrido.
Weidel, logo depois da aclamação, agradeceu Musk pelo apoio e pela transmissão ao vivo da conferência em seu canal no X. O bilionário empreende uma ofensiva populista na Europa e preocupa líderes do continente. Minimizando a presença em Riesa dos “nazistas pintados de vermelho”, a líder da AfD preferiu dirigir as maiores críticas à CDU, o partido conservador de Friedrich Merz, que persegue de longe segundo as pesquisas de opinião.
Como já havia feito na live organizada por Musk na quinta-feira (9), a parlamentar voltou a afirmar que Angela Merkel, também da CDU, colocou a Alemanha no “caminho errado”. Prometeu reverter a política imigratória e os subsídios para a política ambiental, bandeira que a AfD também adotou, a exemplo de boa parte dos populistas europeus. Exploram um sentimento generalizado de que a transição energética é elitista e causa prejuízo aos mais pobres.
Diante de seu público, no entanto, foi mais enfática na questão da imigração, usando o termo “reimigração” que há meses vinha evitando. O eufemismo para deportação em massa, proibido pelas legislações alemã e da União Europeia, vem se naturalizando no discurso político. Donald Trump abusou do termo em sua campanha para voltar à Casa Branca, nos EUA; na Áustria, a política está descrita no programa de governo de Herbert Kickl, líder do Partido da Liberdade, o mais votado nas últimas eleições.
Enquanto a pancadaria tomava as ruas de Riesa, um sábado bem mais morno transcorria em Berlim, onde a convenção do SPD, de Olaf Scholz, confirmava o nome do primeiro-ministro para concorrer à reeleição em fevereiro. Nas últimas pesquisas, o partido do social-democrata foi pela primeira vez ultrapassado numericamente pelos Verdes. Habitam ambos a faixa dos 15%; a AfD de Weidel tem na média 21%, e a CDU, 30%.
A despeito dos levantamentos e das pesadas críticas da opinião pública e da imprensa alemã, que o percebem como responsável pela atual crise política e econômica do país, Scholz mantém as esperanças de se manter no cargo. “Nós venceremos.”
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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