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FM italiano reúne-se com os novos governantes da Síria e discute flexibilização das sanções da UE | Notícias da Guerra da Síria

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Antonio Tajani diz que a Itália quer servir de ponte entre Damasco e a União Europeia.

O ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, manteve conversações com os novos governantes da Síria e pediu negociações sobre o alívio das sanções da União Europeia impostas ao governo anterior de Bashar al-Assad.

Tajani encontrou-se com o líder de facto da Síria Ahmed al-Sharaa em Damasco na sexta-feira, dizendo que as sanções impostas após a repressão de al-Assad aos protestos antigovernamentais que desencadearam a guerra civil de 13 anos no país “absolutamente não devem atingir a população síria”.

“Foram impostas porque havia um regime diferente. É importante abrir discussões sobre a mudança de situação”, disse ele, referindo-se ao mês passado aquisição da oposição do país, liderado pelo grupo armado Hayat Tahrir al-Sham de al-Sharaa, que pôs fim abruptamente ao governo de al-Assad.

Tajani disse que a Itália quer ajudar a Síria a recuperar da guerra civil e reconstruir a sua economia falida, servindo como ponte entre Damasco e a UE.

“O Mediterrâneo não pode mais ser apenas um mar de morte, um cemitério de migrantes, mas um mar de comércio, um mar de desenvolvimento”, disse ele.

Hashem Ahelbarra, da Al Jazeera, reportando de Damasco, disse que o encontro com al-Sharaa foi “bastante significativo”.

“(Isso) dá a sensação de que a comunidade internacional reconhece o fato de que esta nova administração é uma nova realidade e gostaria de fazer negócios com ela.”

É necessário “progresso tangível”

Tajani chegou a Damasco depois de sediar conversações em Roma com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, a chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, e autoridades do Reino Unido, França e Alemanha, na quinta-feira.

Disse que a reunião do chamado Quinteto sobre a Síria foi fundamental para iniciar a discussão sobre uma mudança nas sanções da UE.

Kallas disse na sexta-feira que o bloco de 27 nações poderia começar a suspender as sanções se os novos governantes da Síria tomassem medidas para formar um governo inclusivo que protegesse as minorias.

“A UE poderia aliviar gradualmente as sanções, desde que haja progressos tangíveis”, escreveu Kallas no X.

Em Damasco, Tajani também se encontrou com o Ministro das Relações Exteriores Asaad Hassan al-Shaibanique anunciou que em breve faria sua primeira turnê oficial pela Europa.

Al-Shaibani já visitou a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar e a Jordânia desde o início do mês.

Al-Shaibani disse que acolheu com satisfação o foco de Tajani nas sanções.

“Partilhamos a sua opinião de que as razões para as impor já não existem e podem ser um obstáculo ao incentivo ao regresso de refugiados de fora da Síria”, afirmou.

Mais de meio milhão de pessoas foram mortas na guerra da Síria, que também devastou a economia e forçou milhões de pessoas a fugirem das suas casas, inclusive para a Europa.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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