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Francês no corredor da morte na Indonésia deve voltar para casa em duas semanas, disse ministro | França
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Um francês que esteve no corredor da morte que está na Indonésia desde 2007 por alegados delitos de drogas deverá regressar a casa dentro de semanas, depois de um ministro indonésio ter dito que um acordo seria assinado na sexta-feira para permitir a sua transferência.
Serge Atlaoui deverá retornar ao França em 5 ou 6 de fevereiro, disse à Reuters o ministro sênior do Direito e Assuntos de Direitos Humanos, Yusril Ihza Mahendra, na sexta-feira.
A Indonésia libertou nas últimas semanas meia dúzia de detidos de alto perfil, incluindo um Mãe filipina no corredor da morte e o últimos cinco membros do chamado Bali Nine rede de drogas.
Autoridades indonésias realizarão uma conferência de imprensa com seus homólogos franceses para anunciar o acordo de transferência de Atlaoui, um soldador de 61 anos preso em 2005 em uma fábrica de medicamentos nos arredores da capital Jacarta, na sexta-feira, disse Mahendra.
“Assinaremos o acordo amanhã às 15h. O ministro da Justiça da França já confirmou hoje”, disse Mahendra à AFP na quinta-feira.
O ministério disse num convite à imprensa que uma conferência de imprensa seria realizada após uma “assinatura a portas fechadas do acordo prático” para a transferência de Atlaoui.
A assinatura do acordo, inicialmente prevista para quarta-feira, foi adiada primeiro para quinta-feira por motivos de agendamento e depois novamente para sexta-feira, segundo fonte próxima das discussões.
“O acordo deverá ser assinado no início da tarde de sexta-feira em Jacarta pelo Sr. Yusril e Gérald Darmanin, o ministro da Justiça francês, remotamente de Paris, por videoconferência”, disse a fonte.
Atlaoui está doente numa prisão de Jacarta e recebe tratamento semanal num hospital, o que aumenta os riscos da sua transferência.
Paris apresentou um pedido oficial por sua transferência no mês passado, e o destino de Atlaoui após seu retorno à França também poderá ser anunciado na sexta-feira.
Atlaoui, pai de quatro filhos, negou as acusações de drogas desde a sua prisão, alegando que estava instalando máquinas na sua qualidade de soldador no que pensava ser uma fábrica de acrílicos.
Ele foi inicialmente condenado à prisão perpétua, mas o Supremo Tribunal em 2007 aumentou a pena de morte após recurso.
Atlaoui foi detido na ilha de Nusakambangan, em Java Central, conhecida como “Alcatraz” da Indonésia, após a sentença de morte, mas foi transferido para a cidade de Tangerang, a oeste de Jacarta, em 2015, antes do seu recurso.
Naquele ano, ele seria executado junto com outros oito infratores da legislação antidrogas que foram mortos, mas obtiveram uma prorrogação temporária após Paris aumentou a pressãocom as autoridades indonésias a concordarem em deixar um recurso pendente seguir o seu curso.
A Indonésia tem algumas das leis antidrogas mais rigorosas do mundo e já executou estrangeiros no passado.
Pelo menos 530 pessoas estavam no corredor da morte neste país do sudeste asiático, a maioria por crimes relacionados com drogas, segundo dados do grupo de direitos humanos KontraS, citando números oficiais.
De acordo com o Ministério da Imigração e Correções da Indonésia, mais de 90 estrangeiros estavam no corredor da morte, todos acusados de tráfico de drogas, no início de Novembro.
Apesar das negociações em curso para a transferência de Atlaoui, o governo indonésio sinalizou recentemente que irá retomar as execuções – interrompidas desde 2016 – de condenados por drogas no corredor da morte.
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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