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Furor com a decisão do Washington Post de não apoiar o candidato presidencial: ‘facada nas costas’, ‘morrendo na escuridão’ | Washington Post
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2 anos atrásem
Anna Betts
Houve alvoroço e indignação entre os atuais e ex-funcionários do Washington Post e outras figuras notáveis no mundo da mídia americana depois que os líderes do jornal optaram na sexta-feira por não apoiar nenhum candidato nas eleições presidenciais dos EUA.
O editor do jornal, Will Lewis, anunciou na sexta-feira que pela primeira vez em mais de 30 anoso conselho editorial do jornal não apoiaria um candidato nas eleições presidenciais deste ano eleiçãonem em futuras eleições presidenciais.
Depois que a notícia foi divulgada, as reações surgiram, com pessoas criticando a decisão, que, segundo alguns funcionários e repórteresfoi supostamente feito pelo proprietário do Post, o bilionário Jeff Bezos.
Karen Attiah, colunista do Washington Post que escreve um boletim informativo semanal, chamado a decisão foi uma “facada absoluta nas costas”.
“Que insulto para aqueles de nós que literalmente colocaram as nossas carreiras e vidas em risco, para denunciar ameaças aos direitos humanos e à democracia”, acrescentou.
Em comunicado, o sindicato que representa a equipe editorial e os repórteres do Washington Post expresso que estavam “profundamente preocupados” com a decisão “especialmente apenas 11 dias antes de uma eleição de imensas consequências”.
“O papel de um Conselho Editorial é fazer exatamente isso: compartilhar opiniões sobre as notícias que impactam nossa sociedade e cultura e endossar candidatos para ajudar a orientar os leitores”, diz o comunicado.
Preocupa também que “a direcção tenha interferido no trabalho dos nossos membros na Editorial”, afirmaram, acrescentando que segundo os repórteres e funcionários do jornal, um endosso ao vice-presidente, Kamala Harrisjá havia sido redigido, e a decisão de não publicar foi tomada por Bezos.
O sindicato acrescentou que desde que a decisão foi anunciada, eles “já estão vendo cancelamentos de leitores antes fiéis” e Semáforos informou que nas 24 horas encerradas na tarde de sexta-feira, cerca de 2.000 assinantes já haviam cancelado suas assinaturas.
Em uma declaração no X, Marty Baron, ex-editor executivo do Washington Post, chamado a decisão do jornal “covardia, tendo a democracia como vítima”.
Donald Trumpdisse Baron, “veria isso como um convite para intimidar ainda mais o proprietário” do Washington Post – Bezos. “Perturbadora fraqueza em uma instituição famosa pela coragem”, acrescentou Baron.
David Maraniss, repórter vencedor do Pulitzer e editor no Posto, adicionado: “O jornal em que adorei trabalhar durante 47 anos está morrendo nas trevas.”
Outro ex-editor do jornal, Robert McCartney, disse: “Dada a escolha este ano, é terrível.”
Múltiplo pontos de venda também relataram que Robert Kagan, editor geral do jornal, decidiu renunciar do conselho editorial após o anúncio do jornal não endossar na corrida presidencial.
Susan Rice, ex-embaixadora dos EUA nas Nações Unidas e ex-conselheira de política interna do governo Biden, chamado a decisão “hipócrita”.
“Já chega de ‘A democracia morre na escuridão’”, disse ela, referindo-se ao slogan oficial do jornal, adotado em 2017 sob propriedade de Bezos. “Esta é a atitude mais hipócrita e estúpida de uma publicação que deveria responsabilizar as pessoas no poder.”
Na tarde de sexta-feira, “Democracy Dies in Darkness” e “WaPo” eram tendências no X, e o correspondente de mídia da NPR, David Folkenflik, estava relatórios que “o furor” no Washington Post era tanto que seu diretor de tecnologia estava contratando engenheiros para bloquear perguntas dos leitores sobre sua decisão de não fazer um endosso.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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