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Gestão privada na rede municipal de SP divide opiniões – 15/11/2024 – Educação

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Lucas Lacerda

A ideia de ampliar a gestão privada em escolas de São Paulo, dita pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) à Folha, divide opiniões de especialistas e vereadores. As críticas apontam para a perda de recursos do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) destinados a São Paulo se a administração municipal passar a custear o ensino por meio de convênios.

Defensores, por outro lado, afirmam que o modelo pode fazer os alunos ganharem mais estrutura e qualidade de ensino, desde que não haja uma pulverização da gestão em convênios com diversas organizações. Também veem chances de melhorar resultados por meio de contratos com metas e acompanhamento bem definidos.

O aumento da participação privada, segundo o prefeito de São Paulo, seria feito nos moldes do que ocorreu no ano passado com o Liceu Coração de Jesus. A medida não seria geral, mas direcionada a algumas Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil), Emefs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental) e Emefms (Escolas Municipais de Ensino Fundamental e Médio). Entre as justificativas de Nunes está o desempenho do Liceu na Prova SP deste ano, que ele aponta como superior ao de outras unidades de ensino.

Para Salomão Ximenes, professor da UFABC e integrante da Rede Escola Pública e Universidade (Repu), a medida é um desperdício duplo.

“De um lado, a prefeitura vai passar o recurso para a iniciativa privada, em vez de investir na qualificação da rede pública do município. E esse repasse não será coberto no sistema de redistribuição do Fundeb.”

Cada matrícula do município que não é contabilizada pelo fundo representa uma perda de receita, diz Salomão, que será direcionada a outras cidades paulistas. O Fundeb não cobriria os gastos porque, segundo ele, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) determina que o repasse de recursos a entes privados não lucrativos, que pode ser usado para creches e pré-escola, pode ser feito quando faltam vagas na rede pública de domicílio dos estudantes —o que não é o caso de São Paulo, ele diz.

“Isso me parece mais um desejo sem maiores fundamentos jurídicos e econômicos. A situação do Liceu tinha uma justificativa de fundo, apesar de questionável e até ilegal, como manifestou a própria procuradoria do município.” Na época, a gestão afirmou estar segura da legalidade da medida.

A medida, por outro lado, é vista como muito positiva pelo professor do Insper Fernando Schüler. Para ele, esse seria um passo no caminho de uma linha de gestão pública praticada há mais tempo em países da Europa e nos Estados Unidos.

“Holanda, um dos países muito bem colocados no Pisa [programa internacional de avaliação de estudantes], tem a maior parte de suas escolas públicas com gestão privada de algum tipo, como comunitárias ou filantrópicas.”

Um dos efeitos deste tipo de gestão, que Schüler chama de contratualizada, é a inclusão de alunos de baixa renda em escolas com melhor desempenho, apontadas por ele como um benefício exclusivo de populações brancas e com maior renda.

“O que está em jogo é se o Brasil quer continuar a manter monopólio estatal na educação, o que acho absurdo. O país não pode ter fixação por esse ou aquele modelo.”

Ele também destaca que o modelo usado no caso do Liceu, que é o MROSC (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil), é um bom instrumento para governos que pretendem adotar gestão privada em serviços como a educação. Mas desde que tenham contratos específicos para cada segmento e meios para acompanhar as melhoria pretendidas.

“O erro seria uma pulverização de parcerias, fazendo para o ensino fundamental a mesma coisa que se faz nas creches e no ensino infantil. Há muitos modelos de contrato e indicadores”, diz Schüler.

O tema segue em debate no legislativo paulistano. Autora de uma proposta para permitir a organizações privadas a gestão escolar na cidade, a vereadora Cris Monteiro (Novo) faz uma defesa da proposta baseada nos resultados dos alunos do Liceu e defende uma seleção rigorosa das organizações.

“Temos que escolher as melhores OS [organizações sociais]. As que estão fazendo um bom trabalho, e isso é possível medir, devemos fazer essa ampliação.”

Para a vereadora, há outros recursos para custear a educação, como a arrecadação da própria prefeitura.

Contrário à proposta, o vereador Celso Giannazi (PSOL) também cita possíveis perdas no Fundeb e diz que o modelo de convênio adotado pela prefeitura para os Centros de Educação Infantil tem problemas.

“Há um relatório do TCM [Tribunal de Contas do Município] que diz que educação infantil nos centros conveniados é infinitamente menor, por falta de valorização salarial e da formação de professores.”

Giannazi critica a falta de professores na rede municipal e diz que o Ricardo Nunes deveria direcionar recursos municipais para investimento direto na rede pública.



Leia Mais: Folha

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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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