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Golpe de Transferência de Ingressos da Ticketmaster: Como Hackers Estão Roubando Ingressos de Fãs de Shows
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Recentemente, fãs de grandes shows, como Usher, têm enfrentado um novo golpe no setor de venda de ingressos. Em setembro, Vashti-Jasmine McKenzie percebeu que um evento importante havia desaparecido misteriosamente do seu Google Calendar. Era um lembrete para um show de Usher em Dallas, programado para 5 de outubro. Após investigar, ela descobriu que seus ingressos, que ela havia comprado por US$ 550 pela Ticketmaster, haviam sido transferidos de sua conta por um hacker desconhecido. Esse tipo de incidente não é isolado e já ocorreu em várias cidades dos Estados Unidos, gerando um alerta para outros fãs de shows.
Fãs de Shows Tornam-se Alvos de Hackers
McKenzie não foi a única a passar por essa experiência frustrante. Outros fãs de shows em cidades como Los Angeles, Nashville e Charlotte também relataram a perda repentina de ingressos, seguidos por e-mails informando que os ingressos haviam sido transferidos para outras contas. A Ticketmaster, uma das maiores plataformas de venda de ingressos do mundo, parece ser um alvo frequente de hackers, que estão descobrindo maneiras de transferir ingressos para si mesmos, colocando em risco a segurança dos clientes. Isso se tornou um pesadelo para aqueles que investem dinheiro e tempo na compra de ingressos para eventos tão esperados.
Em um desses casos, Mika City, uma analista de dados de 28 anos, comprou ingressos para o show do rapper Don Toliver em Houston. Apenas dois dias depois, ela recebeu um e-mail informando que seus ingressos haviam sido transferidos para uma conta com o nome de “Floyd George”. O roubo ocorreu a uma velocidade alarmante — em apenas 39 segundos, o hacker aceitou a transferência e os ingressos desapareceram de sua conta, antes mesmo de ela acordar para perceber o que havia acontecido.
Ticketmaster Tenta Minimizar o Impacto, Mas Fãs Permanecem Preocupados
Apesar dos esforços da Ticketmaster para corrigir a situação, muitos fãs, como McKenzie e City, continuam a se sentir inseguros em relação à segurança de suas contas. Ambos conseguiram recuperar seus ingressos e comparecer aos shows, mas o trauma da experiência deixou uma marca duradoura. A Ticketmaster, em resposta às críticas, reembolsou os valores pagos por McKenzie e City e afirmou ter implementado medidas de segurança mais rigorosas, como a autenticação de dois fatores e a limitação de transferências de ingressos para eventos de grandes artistas como Taylor Swift, com um prazo de 72 horas antes do show.
Entretanto, muitos usuários não se sentem totalmente protegidos. McKenzie relatou que, ao assistir ao show de Usher, encontrou outras pessoas na fila do evento que também foram vítimas do mesmo golpe. Ela destacou o risco de perder ingressos adquiridos com tanto sacrifício e temeu pelo que poderia acontecer se não tivesse notado o desaparecimento dos ingressos em sua conta.
Reações e Investigações Federais Contra a Ticketmaster
Esse tipo de golpe e as críticas generalizadas à Ticketmaster ocorreram após uma série de problemas enfrentados pela plataforma, incluindo uma violação de dados que afetou vários usuários e foi divulgada em maio deste ano. As informações vazadas podem ter incluído e-mails, números de telefone, informações de cartão de crédito criptografados e outras informações pessoais dos clientes. Essa violação gerou ainda mais desconfiança entre os consumidores, que ficaram apreensivos com a segurança de suas compras.
Em paralelo, o Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos entrou com uma ação antitruste contra a Live Nation, controladora da Ticketmaster, alegando práticas comerciais anticompetitivas. A empresa, que controla cerca de 80% do mercado de vendas de ingressos para grandes eventos, tem enfrentado críticas constantes de fãs e artistas, incluindo a cantora Taylor Swift, que já se manifestou publicamente contra o sistema de vendas de ingressos da plataforma após uma pré-venda problemática de sua turnê Eras.
O Futuro da Ticketmaster: O Que Esperar?
A gigante dos ingressos segue sendo uma plataforma quase indispensável para quem deseja assistir aos maiores shows e eventos ao vivo. No entanto, os problemas de segurança e a falta de transparência continuam a ser uma preocupação para muitos fãs. Alguns usuários afirmam que, se tivessem outras opções viáveis, provavelmente deixariam de utilizar a Ticketmaster. A expectativa é que a empresa tome medidas mais rígidas para proteger as contas dos clientes e impedir que tais incidentes se repitam no futuro.
Em resposta às críticas, a Live Nation afirmou que a empresa está comprometida em melhorar a experiência dos fãs e em investigar as violações de segurança. No entanto, com investigações federais em andamento e com a pressão crescente de consumidores e reguladores, ainda há muito a ser feito para restaurar a confiança do público na plataforma.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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