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Governo avalia operação de GLO no Rio em cúpula do G20 – 26/10/2024 – Cotidiano

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Renato Machado

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia a possibilidade de editar um novo decreto para realizar operação de GLO (Garantia de Lei e da Ordem) na cidade do Rio de Janeiro, durante a realização da cúpla do G20, em novembro.

O objetivo seria que militares atuassem reforçando a segurança da área em torno do local onde será realizada a cúpula com chefes de Estado das nações mais ricas do mundo, como Estados Unidos e China.

A possibilidade de realização de uma nova operação de GLO no Rio de Janeiro foi noticiada primeiramente pelo jornal O Globo. A Folha confirmou a informação.

O Brasil ocupa neste ano de 2024 a presidência do G20, bloco que reúne as maiores economias do mundo, além da União Europeia e a União Africana. Após uma série de eventos setoriais, em diferentes regiões do Brasil, será realizada nos dias 18 e 19 de novembro a cúpula dos chefes de Estado do bloco.

Virão ao Rio de Janeiro o chinês Xi Jinping, o americano Joe Biden, o francês Emmanuel Macron, entre outros líderes mundiais. Os eventos oficiais serão realizados no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A possibilidade de atuação dos militares, portanto, seria no entorno dessa área.

Um integrante do governo envolvido nas tratativas afirma que o martelo ainda não está batido, mas que a possibilidade de uma GLO está sendo discutida dentro do governo. Mas ressalta que ela seria limitada e que não há nenhuma possibilidade de uma intervenção maior.

No Palácio do Planalto, o tema está sendo tratado com cuidado. Um interlocutor afirma que ainda está em estágio de “consulta informal” dentro do governo. Ainda não há óbice, mas tampouco uma decisão e nem mesmo uma proposta formal.

O governo já trabalhava com essa hipótese mesmo antes do confronto entre criminosos e as forças de segurança do Rio nesta quinta-feira (24).

Três pessoas morreram e outras três ficaram feridas no confronto, durante operação no Complexo de Israel, zona norte do Rio de Janeiro. A ação bloqueou por cerca de duas horas a avenida Brasil, uma das principais vias da cidade, e impactou a circulação de trens e linhas de ônibus

Em junho deste ano, o governo Lula decidiu encerrar a operação de GLO em portos e aeroportos do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Dessa forma, os militares da Marinha e Aeronáutica devem deixar nesta terça-feira (4) as funções desempenhadas nos últimos sete meses, e a Polícia Federal e a Receita Federal vão retomar o comando das ações de segurança pública e alfandegárias.

As Forças Armadas atuavam desde o início de novembro de 2023 nos portos do Rio de Janeiro, Itaguaí (RJ) e Santos (SP) e nos aeroportos de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ). O objetivo era aumentar a segurança nessas regiões para combater a logística de facções criminosas para o envio e recebimento de drogas.

Na época da assinatura do decreto, o cenário no Rio de Janeiro era de conflito. Milicianos haviam transformado a zona oeste da cidade em um campo de guerra, incendiando 35 ônibus e um trem, em revolta à morte de Matheus da Silva Rezende, o Faustão, um dos líderes da maior milícia do estado.

A decretação da GLO havia acontecido ainda com Flávio Dino à frente do Ministério da Justiça. Ele foi substituído por Ricardo Lewandowski no início deste ano.

O presidente Lula foi convencido a uma intervenção delimitada no ano passado, mesmo após ter declarado que não iria autorizar operações de Garantia da Lei e da Ordem em seu terceiro mandato. Afirmou que não queria militares na favela “brigando com bandido“.



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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