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Governo do Acre e Ufac se juntam na implementação de projetos na área de tecnologia da informação e gestão fiscal

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André Ricardo

Uma parceria entre o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), e a Universidade Federal do Acre (Ufac) viabilizou a entrega, nesta terça-feira, 18, de dois projetos institucionais no âmbito da tecnologia da informação. Um deles implementa a consulta ao Tribunal Administrativo de Tributos (Tate) e o outro prevê uma mudança de cultura na gestão de projetos, por meio do projeto Alvo.

A solenidade de entrega foi realizada durante o encerramento do evento Webacademy, fruto de uma parceria da Ufac, por meio do Curso de Sistemas de Informação e da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Fundape), com as empresas Flex e Motorola, em que os acadêmicos desenvolvem projetos para a comunidade e o poder público.

Solenidade de entrega se deu durante encerramento do evento Webacademy. Foto: cedida

Foi implementando, para o Tate, um sistema com ferramentas de busca avançada para gerenciamento de acórdãos que facilita a busca e a consulta desses documentos. Já para o projeto Alvo – Ambiente de Liderança, Visão e Organização, foi desenvolvida uma sistemática consolidada com uma cultura implementada de planejamento e documentação de projetos e melhor visualização da alocação e uso dos recursos escassos.

“Essa parceria é um instrumento que complementa nosso planejamento, como instituição gestora de projetos e de recursos, alinhando soluções de tecnologia da informação às metas da Sefaz, além de ser um incentivo ao conhecimento técnico e ao mercado de trabalho para os acadêmicos”, disse o secretário da Fazenda, Amarísio Freitas.

Ano passado, foram entregues outros dois projetos, frutos também dessa iniciativa, um de gestão de escola fazendária e outro de gestão de processos dentro da administração tributária.

“Os acadêmicos receberam um desafio de uma secretaria de Estado, de uma instituição pública; um desafio que faz parte do nosso dia a dia e do mercado de trabalho, para que pudessem desenvolver, na prática, uma ferramenta que nos auxilie em nosso trabalho, além de ter sido um aprendizado também para nós”, disse a gestora da Escola Fazendária (Efaz) da Sefaz e auditora fiscal da Receita Estadual, Rozani Esteves.

Como funciona

O projeto Webacademy tem incentivos da Lei de Informática para as empresas que estão situadas no Polo Industrial de Manaus e faz investimentos em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

“É um curso de instrução, de capacitação, que envolve alunos da graduação e profissionais da área já graduados. Na parte prática, a gente pega problemas reais”, disse o professor da Ufac, Paulo Sampaio.

Professores, alunos da Ufac e auditores fiscais da Receita estadual ao fim do evento. Foto: cedida

Esta é a sexta edição do projeto, que é uma capacitação que contempla os níveis básico e avançado. Além da Sefaz, já participaram das edições anteriores instituições como Polícia Civil e Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi). Mais de 130 alunos já foram capacitados. A previsão é que mais 60 vagas sejam oferecidas em 2025.

“Desde 2022, essa iniciativa acontece aqui na Ufac, como uma proposta de extensão inovadora, capacitando recursos humanos para atuar no mercado de desenvolvimento de software, ao mesmo tempo que tem tornado nossa universidade uma referência no ensino de tecnologias para desenvolvimento web”, disse o professor da Ufac e um dos idealizadores do projeto, Daricelio Soares.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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