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Governo e prefeitura se preparam para novas chuvas em SP – 17/10/2024 – Cotidiano

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Bruno Lucca, Diego Alejandro

A região metropolitana de São Paulo deve enfrentar um novo temporal com fortes rajadas de vento nesta sexta-feira (18), apenas uma semana após o último, que causou um blecaute. No fim de semana, a situação ainda pode piorar. Por isso, o poder público está se preparando.

Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a tempestade deve chegar à região noroeste do estado ao longo desta sexta, vinda de Mato Grosso do Sul e podendo, inclusive, ser na forma de uma linha de instabilidade, onde células de tempestades se agrupam e se deslocam como um sistema único em alinhamento e velocidade.

Em razão dela, há condições para temporais com raios e queda de granizo em todo o território paulista. Eles devem começar nesta sexta, mas se intensificar no sábado (19), com destaque para Araçatuba, Bauru, Campinas, Franca, Barretos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Sorocaba e Serra da Mantiqueira. Nesses locais, deve cair cerca de 200 mm nos dois dias.

Já na região metropolitana, onde a chuva deve chegar a partir das 14h, a precipitação deve ficar em 95 mm. Um pouco menos que o esperado para a Baixada Santista e o Vale do Paraíba, onde a previsão é o acumulado de 100 mm. No litoral norte, deve chover até 150 mm. Todos esses valores são superiores aos registrados na semana passada.

Em todo o estado, é esperado que rajadas de vento cheguem com a chuva. Segundo a Defesa Civil, elas podem atingir até 60 km/h em alguns locais. Na região metropolitana, porém, é esperado que o pico fique em 45 km/h. A velocidade deve ser atingida principalmente nesta sexta, após 16h. Na última semana, as rajadas atingiram 107,6 km/h, maior número já registrado na capital.

“É importante que as pessoas se atentem aos alertas e tenham a percepção de risco em caso de chuva e ventos fortes. Evitem áreas abertas, encostas, tomem cuidado com quedas de árvores e busquem abrigo e um local seguro”, diz Henguel Ricardo Pereira, secretário-chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil do Estado.

Segundo a Climatempo, porém, o mesmo cenário de sexta-feira passada não deve se repetir agora, porque “não teremos contraste térmico tão forte como tivemos na sexta-feira passada, quando o ar frio de uma frente fria avançou pelo interior paulista encontrando uma massa de ar muito quente e com umidade”.

O instituto destaca que o volume de precipitação deve ser o maior problema no fim de semana, principalmente no sábado (19), quando deverá chover por muitas horas consecutivas, com condições de provocar alagamentos nos centros urbanos.

“A chuva torna-se mais generalizada no estado de São Paulo no decorrer da tarde da sexta-feira e há risco de temporais. A região da capital já poderá ter algumas pancadas isoladas à tarde, por causa do calor, mas a chuva fica mais forte e mais generalizada à noite”, diz Fabiana Weykamp, meteorologista da Climatempo.

Para não ser pego de surpresa, o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) terá uma equipe no centro de operações da Enel –concessionária responsável pela distribuição de energia– para acompanhar a resposta da empresa ao clima adverso. Ainda será montado um gabinete de crise no Palácio dos Bandeirantes.

Por prevenção, o Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde, informou que o Parque da Ciência estará fechado nesta sexta (18), a partir das 12h, e no sábado (19), o dia inteiro.

A Prefeitura de São Paulo também se mobiliza ante a possibilidade de um novo temporal. A gestão Ricardo Nunes (MDB), que resolveu até cancelar suas agendas a partir desta quinta, deixará de prontidão cerca de 4.000 servidores para auxiliar numa possível situação emergencial.

É consenso no Edifício Matarazzo, no entanto, ser responsabilidade da Enel evitar um novo caos. Em caso de problemas, todo ônus deve ficar com a distribuidora, dizem pessoas próximas ao prefeito.

Mais cedo, o presidente da concessionária anunciou o fim da crise gerada pela queda de energia que afetou 3,1 milhões de clientes na Grande São Paulo após o temporal da última sexta-feira. No entanto, há ainda 36 mil imóveis sem luz —número considerado perto da normalidade pela empresa.

Moradores se preparam para novo apagão

Temendo a nova tempestade prevista para esta sexta, paulistanos realizam podas por conta própria, enchem baldes d’água e compram suprimentos para encarar possíveis dias sem luz.

Um condomínio da zona sul da capital ficou da última sexta (11) até quarta (16) no escuro. Três postes estavam partidos ao seu redor. A síndica, que pediu para não ter seu nome divulgado, realizava poda nas poucas arvores que ainda estavam de pé dentro dos muros.

O casal Teresa e Antonio Nakamura, 67 e 72 anos, comprou dois pacotes de velas, com cada contendo mais de vinte unidades, além de possuir duas lamparinas elétricas. Eles moram ao lado de um barranco repleto de árvores que se curvam em direção à residência.

“Quando chove, não posso fazer nada além de correr para debaixo da mesa e rezar muito”, diz. Na tempestade de sexta, eles ficaram três dias sem luz e um galho se desprendeu e tirou uma lasca do telhado.

A família de Ryan Francisco, 22, da Vila Campo Grande (na zona sul), também sofreu grandes perdas —e teme mais prejuízos. Os carros do pai e do irmão foram destruídos pela queda de árvores.

“Quero saber quem vai pagar isso. Estávamos comprando gelo a cada três horas para não estragar a comida. Sem contar as lanternas. Nem sei como vamos fazer sobre sexta”, diz Ryan.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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