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Greta Thunberg diz que Alemanha está silenciando causa pró-Palestina – DW – 09/10/2024

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A ativista climática sueca Greta Thunberg acusou na quarta-feira a polícia alemã de táticas excessivamente duras ao desmantelar um acampamento pró-Palestina antes de sua visita planejada.

A polícia desmantelou o local na cidade de Dortmund, no oeste da Alemanha, um dia antes, após um anúncio de Thunberg de que planejava ir ao campo de protesto.

O que Thunberg disse sobre a polícia

“A polícia disse que me prenderiam se eu fosse lá”, tuitou Thunberg no X, plataforma anteriormente conhecida como Twitter. “Tudo isto só porque os estudantes me convidaram para falar no seu evento, e eu estive num protesto (pró-palestiniano) em Berlim um dia antes da invasão da polícia.

“A Alemanha está a ameaçar e a silenciar activistas que se manifestam contra o genocídio e a ocupação”, disse ela.

Thunberg expressou repetidamente a sua solidariedade com os palestinos e acusou Israel de genocídio nos últimos meses.

Israel rejeitou veementemente tais acusações depois A África do Sul apresentou um caso ao Tribunal Internacional de Justiça no ano passado, acusando Israel de violar a Convenção do Genocídio de 1948. Embora já tenham sido realizadas audiências preliminares no caso, espera-se que o tribunal leve anos para chegar a uma decisão final.

Autoridades de Dortmund disseram que a decisão foi tomada, entre outras coisas, porque a aparição de Thunberg provavelmente teria atraído mais pessoas ao campo de protesto do que o inicialmente permitido.

Polícia cita medo de violência

A polícia disse ter desmontado o acampamento, que existia há vários meses, de forma pacífica, com a presença de sete manifestantes.

“Após um exame intensivo no contexto de uma avaliação de risco, a sede da polícia de Dortmund ordenou a proibição e a dissolução associada da reunião”, disse o comunicado policial.

A polícia de Dortmund disse inicialmente que a decisão foi tomada porque Thunberg era um “participante potencialmente violento” no protesto.

Posteriormente, as autoridades retiraram esta declaração e, quando questionadas, disseram que houve um “erro interno”.

O desmantelamento do acampamento ocorre depois de um protesto pró-Palestina em Berlim viu garrafas sendo atiradas contra a polícia e jornalistas atacados, com Thunberg presente no protesto.

“O Livro do Clima” de Greta Thunberg

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A decisão surge um dia depois do aniversário do 7 de Outubro Hamas ataques a Israel, tendo o dia anterior sido marcado por numerosas manifestações pró-Palestina e pró-Israel em toda a Alemanha.

Preso em protesto na Bélgica

Thunberg foi detido pela polícia belga numa manifestação climática em Bruxelas no sábado, a mais recente de uma série de detenções.

A jovem de 21 anos juntou-se a um bloqueio de manifestação com cerca de 150 outros ativistas na tarde de sábado, informou a agência de notícias belga Belga, antes de ser detida pela polícia juntamente com mais de 100 outros manifestantes.

Os manifestantes pediam o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis.

Thunberg tornou-se conhecida mundialmente pela sua “greve escolar pelo clima” e a sua acção de protesto deu origem ao movimento internacional pelo clima. Sextas-feiras para o futuro.

Desde o ataque islâmico a Israel há um ano e com A subsequente ação militar de Israel na Faixa de Gazao sueco tem participado regularmente em comícios pró-Palestina.

Os críticos acusaram Thunberg de assumir uma postura unilateralmente pró-Palestina durante a guerra em Gaza e o ataque que a desencadeou.

No protesto em Bruxelas, ela usou um keffiyeh – o lenço xadrez que se tornou um símbolo da solidariedade palestina.

rc/sms (dpa, AFP)



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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